Zema mantém críticas a Flávio Bolsonaro: “Não tiro nada do que disse”
Zema negou ter sido orientado pelo Novo a recuar nas críticas a Flávio e também defendeu apuração do caso Dark Horse

Belo Horizonte — O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou que não retira as críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e defendeu que as contas envolvendo o filme Dark Horse sejam investigadas. “Que apure tudo e prenda” , disse.
A declaração ocorreu nesta terça-feira (25/8), durante sabatina promovida por O Globo, CBN e Valor Econômico, após Zema ser questionado sobre uma redução no tom das críticas feitas a Flávio nos últimos meses.
O ex-governador negou ter sido orientado pelo Novo a deixar de falar sobre o adversário na disputa presidencial e afirmou que mantém as declarações anteriores. “Não tiro nada do que eu disse. Está postado nas redes. Não mudo em nada” , declarou.

Na sequência, os entrevistadores perguntaram se Zema defendia para o caso Dark Horse o mesmo rigor nas investigações que havia cobrado ao comentar a relação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Zema afirmou esperar que a apuração sobre o filme esteja sendo conduzida de maneira adequada e colocou em dúvida os valores envolvidos na produção.
“Precisa dar explicações a respeito. O filme, pelo que já foi dito, parece que tem valor que não é condizente com a produção. Que seja explicado. Apure tudo e prenda”, afirmou. Apesar de defender a apuração dos casos, Zema criticou o que classificou como “investigações tendenciosas” no país. Ao ser questionado sobre quais investigações considerava tendenciosas, ele citou um processo envolvendo o ministro Gilmar Mendes, do qual ele faz parte, e o caso do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Lulinha.

“O filho do Lula… Será que a investigação está sendo feita de maneira adequada?” , questionou.
Durante a sabatina, Zema também foi questionado sobre negócios da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) com empresas ligadas a Daniel Vorcaro. O assunto surgiu após o candidato criticar relações do setor público com o banqueiro e defender a privatização de estatais.
Ao ser confrontado pelos entrevistadores sobre a estatal mineira, Zema afirmou ter pedido ao atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que investigue o caso “a fundo”.

“Já pedi ao Simões que investigue a fundo. A Cemig compra energia elétrica de várias empresas. Se ele construiu dentro da lei… Que a Receita apure e puna a sonegação. […] Quero investigação a fundo com relação a tudo”, afirmou.
Na semana passada, Rubens Soalheiro, então diretor comercial da Cemig Sim, foi demitido em meio a suspeitas envolvendo negócios com a Green Investimentos, empresa que teve Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, como presidente . O caso é alvo de investigação.
Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/zema-mantem-criticas-a-flavio-bolsonaro-nao-tiro-nada-do-que-disse.

Luis Nova/Metrópoles — Foto: Metrópoles
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