Zema critica obrigatoriedade de vacinação e volta a negar tentativa de golpe sob Bolsonaro
Declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta segunda-feira (24)

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Candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema declarou ser contrário à vacinação obrigatória e voltou a prometer anistia aos condenados pelo 8 de J aneiro ao negar tentativa de golpe de estado. As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal Nacional , da TV Globo , na noite desta segunda-feira (24).

Segundo o ex-governador de Minas, não é correto que uma família seja perseguida pela decisão de não ter tomado vacina. "Transformar isso em um crime não é o que pode acontecer em um país democrático", disse Zema, após declarar que tomou todas as doses do imunizante contra Covid-19 durante a pandemia.
Não há lei que obrigue alguém a ser vacinado no país, apesar da negativa poder implicar em medidas administrativas, como empresas que afastaram funcionários sem a dose contra a Covid-19 durante a pandemia.
Caso eleito, Zema afirmou que vai anistiar os condenados pelos ataques de 8 de Janeiro e negou ter se tratado de uma tentativa de golpe. "Não existe na história da humanidade uma trentiva de golpe que tenha sido um movimento de vandalismo como aquele que aconteceu em janeiro de 2023", disse.

"Eu darei anistia ou, no mínino, um tribunal que não seja político, que seja judicial. O que nós vimos no Brasil foi perseguição", disse ao se referir às decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).
As declarações reafirmaram sua estratégia de campanha focada em atacar os ministros do STF aos quais se refere como "intocáveis" ou "casta" que atua acima da lei para atender a interesses próprios.
Jingle de campanha divulgado nas redes sociais do candidato mostraram imagens feitas com inteligência artificial dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes na cadeia com roupa de presidiário, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na entrevista, o candidato também falou sobre suas propostas para segurança pública, que incluem a construção de "superpresídio" no Norte do país para abrigar líderes de facções criminosas.
Zema também respondeu sobre a decisão de aumentar em 300% o próprio salário e de seu vice e secretários durante gestão no Governo de Minas.
"Caso contrário, não conseguiriamos atrair pessoas boas", disse ao comprarar o salário dos servidores públicos ao que atuam na iniciaitva privada. "Eu não recebi nenhum aumento, sempre fui um governador voluntário, desde o primeiro dia tudo que eu recebi eu repassei para as Apaes de Minas Gerais."

A participação na sabatina ocorreu um dia após o ex-governador de Minas faltar ao primeiro debate entre candidatos à Presidência, organizado pela Band na noite deste domingo (23). Além dele, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também não compareceram e púlpitos com seus respectivos nomes ficaram vazios durante toda transmissão.
Segundo a coluna Painel, da Folha , a campanha de Zema atribuiu a falta à decisão do candidato de se preparar para a entrevista ao Jornal Nacional.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (24) aponta Zema com 3% das intenções de voto, em empate técnico em terceiro lugar com Ronaldo Caiado ( PSD ), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Escritor Augusto Cury (Avante), com 2%.
Na próxima quinta-feira (27), o presidente Lula será entrevistado no Jornal Nacional. Na sexta (28), Flávio Bolsonaro participará.
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Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/zema-critica-obrigatoriedade-de-vacinacao-e-volta-a-negar-tentativa-de-golpe-sob-bolsonaro.shtml.

Candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) em entrevista no Jornal Nacional - TV Globo/Reprodução · TV Globo/Reprodução — Foto: UOL
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