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    Zema, Caiado, Cury e Renan: para onde podem ir seus votos no 2º turno

    Mapa de Risco – Reprodução " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Captura-de-Tela-2026-10-02-as-21.13.49.jpg?fit=1280%2C719&quality=70&strip=all" />Bruno Soller, da Real Time Big Data, diz que eleitores dos candidatos apresentam comportamentos diferentes em eventual disputa entre Lula e Flávio The post Zema, Caiado, Cury e Renan: para onde podem ir seus votos no 2º turno appeared first on InfoMoney .

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    3 de outubro de 2026 às 13:00
    Zema, Caiado, Cury e Renan: para onde podem ir seus votos no 2º turno
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    Os votos de Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos podem ganhar peso já na noite de domingo caso a eleição presidencial avance para o segundo turno. Mas a transferência desse eleitorado não ocorre de maneira automática — nem necessariamente segue a posição política dos candidatos.

    É o que mostram os cruzamentos da Real Time Big Data apresentados por Bruno Soller, analista e sócio do instituto, durante o Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney .

    Segundo Soller, os eleitores dos quatro candidatos apresentam graus diferentes de disposição para mudar o voto e também destinos distintos em uma eventual disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

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    Entre eles, o eleitor de Zema é o que demonstra maior inclinação a abandonar seu candidato pelo chamado voto útil.

    “A gente percebeu o eleitor do Zema o mais inclinado a mudar de voto”, afirmou Soller. Caso isso aconteça, segundo ele, a migração seria predominantemente em direção a Flávio Bolsonaro.

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    O comportamento do eleitor de Ronaldo Caiado é menos uniforme. Soller afirma que a maior parte também apresenta predisposição a escolher Flávio em uma eventual segunda rodada. Uma parcela, porém, pode seguir outro caminho.

    “O eleitor do Caiado tem uma predisposição maior para ir para o Flávio, mas o eleitor mais velho do Caiado pode até migrar para o Lula”, disse.

    A leitura ajuda a mostrar por que não é possível simplesmente somar os percentuais dos candidatos identificados com a direita e transferir todo esse contingente para Flávio Bolsonaro. A decisão no segundo turno também passa pelo perfil de cada eleitor, pela rejeição aos dois finalistas e pela disposição de comparecer novamente às urnas.

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    O caso de Augusto Cury é diferente. Segundo Soller, o candidato recebeu ao longo da campanha eleitores que procuravam uma alternativa aos dois polos da disputa. Parte desse grupo teria circulado anteriormente por candidaturas como as de Caiado, Zema e Renan. O movimento começou a mudar à medida que a eleição voltou a se concentrar em Lula e Flávio.

    Para o analista, uma parcela dos eleitores de Cury mais propensa a apoiar Flávio já deixou o candidato. Quem permaneceu apresentaria hoje características mais próximas da base eleitoral de Lula.

    “O que sobrou com o Cury é o eleitor mais propenso a ir para o Lula”, afirmou.

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    Soller descreve esse grupo como formado, proporcionalmente, por eleitores mais velhos e de renda mais baixa, características que, segundo ele, também aparecem com maior frequência entre os apoiadores do petista.

    Entre os quatro candidatos, Renan Santos teria o eleitorado mais resistente à migração antes do primeiro turno. Soller caracteriza esse voto como mais afirmativo e de protesto, menos vinculado à divisão tradicional entre esquerda e direita.

    “O do Renan é o que mais fica firme no Renan”, afirmou.

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    Caso Renan não avance, parte desse eleitorado poderia migrar para Lula, segundo a análise apresentada no programa. Outra parcela, porém, poderia optar por branco ou simplesmente não participar da escolha entre os dois finalistas.

    “É um voto mais afirmativo, é um voto meio que contra tudo e contra todos. Não é um voto de posicionamento ideológico”, disse Soller.

    A distribuição desses votos será especialmente relevante caso Lula e Flávio terminem o primeiro turno separados por uma margem pequena. Soller afirma que, quanto menor a diferença entre os dois, maior o peso dos eleitores dos candidatos eliminados na largada do segundo turno.

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    Na pesquisa Real Time Big Data discutida durante o programa, Lula aparecia com 46% dos votos válidos e Flávio com 41%, uma distância de cinco pontos.

    Para o analista, uma diferença próxima desse patamar deixaria a disputa seguinte aberta. Se a vantagem do primeiro colocado cair para um, dois ou três pontos, a migração dos votos depositados nos demais candidatos ganharia peso ainda maior.

    “Se o Lula vence as eleições agora no primeiro turno contra o Flávio com uma diferença de dois pontos percentuais, quando a gente olha aqueles outros votos que estão depositados nos outros candidatos, eles tendem muito mais a ir para o Flávio do que ir para o Lula”, afirmou.

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    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/politica/zema-caiado-cury-e-renan-para-onde-podem-ir-seus-votos-no-2o-turno/.

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