Economia

    Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada?

    Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação) " data-image-caption=" Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação) " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2019/06/estacio-01-fachada-.jpg?fit=1024%2C578&quality=70&strip=all" />Companhia viu lucro líquido cair pela metade no segundo trimestre The post Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada? appeared first on InfoMoney .

    InfoMoney
    14 de agosto de 2026 às 20:46
    Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada?
    Foto: InfoMoney

    Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação)

    As ações da Yduqs ( YDUQ3 ) tiveram forte baixa nesta sexta-feira (14), após a divulgação de resultados considerados fracos, embora em linha com as expectativas. O ativo YDUQ3 fechou com queda de 5,18%, a R$ 7,32.

    A companhia registrou lucro ‌líquido ajustado de R$14 milhões no ‌segundo trimestre , queda de 54,2% sobre o desempenho de um ano antes.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O Goldman Sachs avaliou que a Yduqs ( YDUQ3 ) apresentou resultados operacionais fracos no segundo trimestre de 2026, mas em linha com o esperado. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado cresceu 1,6% na comparação anual, para R$ 400 milhões, enquanto a margem EBITDA avançou 0,2 ponto percentual, para 28,7%. A receita líquida subiu apenas 1%, para R$ 1,39 bilhão, ficando abaixo da estimativa do banco.

    Segundo o Goldman, a pressão de 2 pontos percentuais na margem bruta, decorrente da maturação da Idomed e da mudança no mix da Estácio & Wyden, foi compensada pela redução de 2,2 pontos percentuais nas despesas com inadimplência. O ensino digital continuou pressionado pelo novo marco regulatório, com queda de 15,2% na receita, enquanto a companhia espera uma base de comparação mais favorável para o DIS (parcelamento próprio) a partir do terceiro trimestre.

    Veja os principais destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (14)

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    O Goldman Sachs também destacou o consumo de R$ 75 milhões em fluxo de caixa livre no trimestre, embora o valor ajustado por efeitos temporais fosse de R$ 39 milhões negativos, em linha com sua projeção. Diante da queda de 13% das ações no último mês, ante recuo de 5% do Ibovespa, o Goldman acredita que parte dos resultados mais fracos já estava precificada e espera uma reação neutra dos papéis.

    O JPMorgan também classificou os resultados como fracos, com receita 1% abaixo das estimativas do JPMorgan e do consenso, enquanto o EBITDA ajustado ficou 3% abaixo das projeções do banco e do mercado. O segmento Premium foi o principal destaque negativo, com receita 3% abaixo da estimativa do JPMorgan e EBITDA 5% menor. O ensino digital também apresentou margens abaixo do esperado, enquanto o segmento Campus registrou rentabilidade superior às projeções.

    Entre os pontos positivos, o JPMorgan destacou o EBITDA ajustado do Campus, que ficou 9% acima da estimativa, impulsionado por uma margem de 13,6%, 1,2 ponto percentual acima da projeção. As despesas com inadimplência ficaram 10% abaixo do esperado, em 14,4% da receita. O ensino digital também apresentou inadimplência 12% abaixo da estimativa do banco e queda de 29% na comparação anual. Além disso, o crescimento da receita líquida do modelo híbrido foi de 38%, acima dos 32% projetados.

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Entre os pontos negativos, o JPMorgan destacou o desempenho abaixo do esperado do segmento Premium, com receitas 2,8% menores que a estimativa. A receita do IBMEC ficou 6% abaixo da projeção, enquanto a Idomed ficou 2% abaixo. O EBITDA do IBMEC ficou 26% aquém da estimativa, devido a margens mais fracas que o esperado.

    O EBITDA do ensino a distância ficou 7% abaixo da projeção do banco, apesar de a receita ter ficado em linha. A Idomed também ficou abaixo das expectativas, com receita líquida 3% menor e EBITDA 2% abaixo da estimativa.

    O JPMorgan ainda destacou a queda de 5,6% no tíquete médio dos alunos atuais do modelo híbrido e o recuo de 4% no tíquete médio de medicina, sinais de um ambiente competitivo mais desafiador.

    Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação)
    Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação) — Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Na mesma linha que JPMorgan e Goldman Sachs, o Bradesco BBI considerou fraco o resultado da Yduq, impactada pela menor receita do programa DIS. O EAD sofreu uma queda expressiva de 51% na captação de alunos, enquanto os segmentos premium (Idomed e Ibmec) e semipresencial apresentaram resiliência, ajudando a compensar parte das perdas de volume.

    O fluxo de caixa livre para o acionista acompanhou as estimativas, somando R$ 21 milhões, embora o acumulado dos últimos 12 meses tenha ficado abaixo da projeção da empresa devido a despesas extraordinárias no semestre anterior.

    The post Yduqs (YDUQ3): por que ação caiu mais de 5% se queda do lucro já era esperada? appeared first on InfoMoney .

    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney
    Imagem da matéria
    Foto: InfoMoney · Fonte: InfoMoney

    Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/yduqs-yduq3-por-que-acao-cai-quase-7-se-queda-do-lucro-ja-era-esperada/.

    Imagem 1
    1 / 6

    Foto: InfoMoney

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)