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    Yduqs aposta em redução de custos de R$ 2,2 bilhões após fusão com Afya

    As diretorias de Yduqs e da Afya apostam no ganho de R$ 2,2 bilhões com a fusão anunciada nesta quarta-feira (23) , que deve criar uma gigante do ensino médico com receita anual de aproximadamente R$ 9,4 bilhões e cerca de 5.900 vagas aprovadas pelo Ministério da Educação . Leia mais (09/24/2026 - 18h08)

    Folha de S.Paulo
    24 de setembro de 2026 às 21:08
    Yduqs aposta em redução de custos de R$ 2,2 bilhões após fusão com Afya
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    São Paulo As diretorias de Yduqs e da Afya apostam no ganho de R$ 2,2 bilhões com a fusão anunciada nesta quarta-feira (23) , que deve criar uma gigante do ensino médico com receita anual de aproximadamente R$ 9,4 bilhões e cerca de 5.900 vagas aprovadas pelo Ministério da Educação .

    Sede da Yduqs, no Rio de Janeiro (RJ) - Divulgação · Divulgação
    Sede da Yduqs, no Rio de Janeiro (RJ) - Divulgação · Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A chamada sinergia decorre geralmente de cortes de custos. As companhias esperam que a economia bilionária venha da otimização de despesas, consolidação de sistemas de tecnologia e outras medidas.

    "Quando temos um projeto desse tamanho, contratamos uma consultoria de altíssimo padrão para identificar as melhores práticas entre as duas companhias e fazemos as estimativas. Por exemplo, não vou ter dois sistemas para atender os alunos, então a gente consegue captar sinergias quando tem essas fusões de grande porte", disse Alexandre Aquino, vice-presidente financeiro da Yduqs, em teleconferência com investidores e analistas nesta quinta-feira (24).

    O negócio ainda está sujeito tanto à aprovação das estruturas de governança das duas companhias quanto à do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A ideia é concluir a operação num prazo de 12 meses.

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    Rossano Marques, CEO da Yduqs, disse confiar na aprovação do negócio pelo Cade. As companhias terão 15 dias para submeter o pedido de combinação de negócios ao órgão antitruste.

    "Estamos bem confiantes. Essa é a junção de negócios entre grandes no Brasil, que talvez tenha o menor 'overlap' [sobreposição] possível, são duas empresas muito complementares no seu portfólio de produtos e distribuição geográfica", afirma.

    Oriunda do Tocantins, a Afya possui, hoje, 32 campi de medicina , contra 19 da carioca Yduqs. Com a fusão, as empresas se tornam líderes em vagas anuais de medicina, com 5.888 segundo os números atuais, e terão presença consolidada nos 26 estados do Brasil.

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    Além do Cade, o negócio também precisa passar pelo crivo dos acionistas. O plano prevê a realização de assembleias gerais extraordinárias em novembro, com o edital de convocação divulgado em outubro.

    Na operação, a Yduqs vai incorporar a Afya, empresa sediada nas Ilhas Cayman e com ações negociadas em Nova York, na Nasdaq. As regras da relação de troca das ações preveem que os acionistas da Afya terão o controle de 69% da companhia combinada e a Yduqs outros 31%.

    A relação de troca foi fixada com base nos balanços de 30 de junho e não será revista por variações de dívida, resultado ou cotação das ações até o fechamento do negócio, conforme as empresas.

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    O contrato prevê a distribuição de caixa das companhias para seus acionistas na forma de dividendos entre a assinatura e o fechamento do negócio. No caso da Yduqs, isso significa um valor mínimo de R$ 750 milhões.

    "Não temos definição clara sobre isso [pagamento de dividendos], o acordo não prevê o momento [quando vai ser pago], vamos deixar caminhar um pouco mais para termos visibilidade mais clara de geração de caixa neste período", afirmou Marques, CEO da empresa.

    Ele ressaltou que a companhia deverá fazer um pagamento de proventos no formato já tradicional, entre o primeiro e o segundo trimestre do próximo ano, e deixar o dividendo decorrente da fusão "mais para o final do prazo" da aquisição —ou seja, até setembro de 2027.

    Fundação: 1999, com a NRE Educacional, que começou com cursos de medicina no Tocantins. A marca Afya nasceu em 2019, da fusão da NRE com a Medcel, de cursinhos para residência médica

    Atuação: graduação em medicina e outros cursos da saúde , pós-graduação e preparatórios para residência, além de aplicativos para médicos (Whitebook e iClinic)

    Receita líquida: R$ 3,8 bilhões nos 12 meses até junho de 2026

    Tamanho: 38 instituições de ensino superior e 63 unidades em 14 estados, sendo 32 com medicina e 25 de pós-graduação. Tem 3.768 vagas anuais de medicina, cerca de 26 mil alunos no curso e aproximadamente 212 mil médicos usando suas soluções digitais

    Funcionários: 9.395 até dezembro de 2025

    Principais concorrentes: Ânima, Cruzeiro do Sul e Ser Educacional.

    Fundação: 1970, quando o João Uchôa Cavalcanti Netto criou a Faculdade de Direito Estácio de Sá, na zona norte do Rio. A holding foi constituída em 2007 como Estácio Participações e adotou o nome Yduqs em 2019

    Atuação: ensino superior presencial, híbrido e a distância, com as marcas Estácio, Ibmec, Idomed (medicina) e Wyden, entre outras

    Receita líquida: R$ 5,6 bilhões nos 12 meses até junho de 2026

    Tamanho: cerca de 1,4 milhão de estudantes, sendo mais de 830 mil na graduação, em 113 campi e quase 2.500 polos de ensino a distância. Tem 2.120 vagas anuais de medicina e cerca de 11 mil alunos no curso

    Principais concorrentes: Cogna, Cruzeiro do Sul, Ânima e Vitru

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://c-level.folha.uol.com.br/negocios/2026/09/yduqs-aposta-em-reducao-de-custos-de-r-22-bilhoes-apos-fusao-com-afya.shtml.

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