Xi Jinping chega aos EUA para visita de Estado e encontro com Trump
Presidente chinês foi recebido na base militar de Maryland; programação inclui jantar com personalidades do setor de tecnologia, cerimônia militar na Casa Branca e visita ao Arquivo Nacional

O presidente chinês, Xi Jinping, chegou aos Estados Unidos na noite desta quarta-feira (23), para uma visita de Estado de três dias ao presidente americano, Donald Trump.
A visita, primeira do líder chinês em três anos, acontece em meio às tensões entre as superpotências em relação ao com ércio, à tecnologia e ao Irã.
Xi e sua esposa foram recebidos por Trump e Melania na base militar de Maryland, gesto incomum durante visitas de Estado aos EUA.

A cerimônia de chegada incluiu salvas de canhão cerimoniais, uma guarda de honra composta por 21 pessoas, duas equipes de porta-bandeiras (com três integrantes cada) portando as bandeiras dos EUA e da China, a Banda da Força Aérea dos EUA — que executou os hinos nacionais americano e chinês — e duas passagens aéreas de bombardeiros B-1.
A programação inclui um jantar de Estado com personalidades do setor de tecnologia, uma cerimônia militar na Casa Branca com sobrevoos de jatos e uma visita ao Arquivo Nacional, onde estão guardados os originais da Declaração de Independência e da Constituição.
Apesar de suas profundas divergências, ambos os lados seguiram em frente com a cúpula, que, segundo analistas, busca projetar estabilidade entre a maior fábrica do mundo e seu maior consumidor.

As expectativas de um avanço significativo durante a visita de Xi são mínimas.
A trégua com ercial de 11 meses entre os países chega ao fim em novembro, mas os dois lados estão em desacordo sobre questões que vão de Taiwan a narcóticos e minerais de terras raras.
Pessoas a par dos planos afirmaram que Xi provavelmente levantará com veemência a reivindicação de Pequim sobre Taiwan, um tema que Washington preferiria evitar, enquanto Trump provavelmente manterá controles rígidos sobre as exportações dos EUA apesar das objeções de Xi .

No entanto, as conversas marcadas para quinta-feira (24) podem, mesmo assim, resultar em acordos para reduzir tarifas em setores específicos, cooperar no com bate ao tráfico de drogas e ampliar o diálogo entre as forças armadas.
Trump deve buscar a libertação de alguns norte-americanos e outras pessoas detidas na China , segundo essas fontes.
Os dois países também podem concordar em discutir mais sobre inteligência artificial , área em que estão em acirrada com petição, mas cientes dos perigos crescentes.

A reunião ocorre em um momento difícil para Trump , que enfrenta queda nos índices de aprovação à medida que cresce o descontentamento público com a guerra contra o Irã.
Xi , embora também enfrente desafios internos, chega em uma posição aparentemente mais forte, com o motor com ercial de seu país em plena atividade.
Os próprios líderes podem não sentir que precisam fazer concessões, afirmaram analistas.

“O presidente acredita firmemente que, com o tempo, a economia dos EUA vai crescer e o país ficará mais forte”, disse Edgard Kagan, ex-funcionário da Casa Branca que agora trabalha no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington.
“Acho que, quando Xi Jinping se sentar com Donald Trump , ele estará convencido de que os EUA estão em declínio vertiginoso e que o tempo está do lado da China", completou ele.
Um jantar de Estado na quinta-feira (24) vai reunir chefes de empresas importantes em ambos os mercados, com o Tim Cook, da Apple; Jensen Huang, da Nvidia; e Sam Altman, da OpenAI.

Assim com o nos dois encontros anteriores desde 2025, os líderes estão planeja ndo um espetáculo público altamente ensaiado.
Em vez de uma coletiva de imprensa conjunta ou de uma declaração no final, os países devem emitir com unicados destacando o que cada lado espera transmitir ao público interno.
Para Trump , a viagem encerra uma semana de diplomacia que com eçou com uma estadia de dois dias em Nova York para a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Quase sete meses de guerra com o Irã fizeram os preços da energia dis para rem nos EUA, e o partido Republicano do presidente enfrenta perspectivas difíceis nas eleições para o Congresso em novembro.
Xi com andou um aumento no com ércio exterior da China, mas enfrenta gastos domésticos fracos e uma retração no mercado imobiliário.
Medidas drásticas contra a corrupção e para impor disciplina nas Forças Armadas ajudaram a consolidar o poder de Xi , mas também levantaram questões sobre a prontidão do Exército Popular de Libertação.

Considera-se provável que ocorra outro encontro entre Trump e Xi ainda este ano, possivelmente à margem da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) na China, em novembro, ou das reuniões do G20 nos EUA, em dezembro.
(Com informações de Kit Maher, da CNN e da Reuters)


Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/xi-jinping-chega-aos-eua-para-visita-de-estado-de-tres-dias/.

O presidente chinês Xi Jinping, a primeira-dama da China Peng Liyuan, o presidente dos EUA Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump durante cerimônia de chegada na Base Conjunta Andrews, em Maryland, nos EUA • Win McNamee/Getty Images · — Foto: CNN Brasil
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