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    Xeque-Mate: PF extradita membro de facção que movimentou R$ 122 milhões

    Investigado foi localizado e preso pela polícia espanhola após ser incluído na lista vermelha da Interpol

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 18:50
    Xeque-Mate: PF extradita membro de facção que movimentou R$ 122 milhões
    Foto: Metrópoles

    A Polícia Federal (PF) recebeu, nesta sexta-feira (4/9), um dos alvos da Operação Xeque-Mate extraditado da Espanha para o Brasil. O homem era investigado na ação que mirou o alto comando de uma facção que teria movimentado R$ 122 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro sustentado por meio de fintechs, empresas de fachada e criptomoedas.

    O suspeito foi localizado e preso pela Polícia Nacional da Espanha após ter o nome incluído na lista de difusão vermelha (Red Notice) da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

    Após a conclusão do processo de extradição, o homem foi entregue às autoridades brasileiras. Ele está custodiado no sistema prisional do Amazonas e permanece à disposição da Justiça.

    Polícia Federal/Divulgação
    Polícia Federal/Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Deflagrada em outubro de 2025, a Operação Xeque-Mate investiga a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

    Como divulgado pela coluna, à época, a operação foi deflagrada pela PF e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-AM) com o objetivo de atingir uma das facções mais poderosas em atuação no Amazonas.

    Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 122 milhões por meio de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava fintechs, empresas de fachada, aplicativos de pagamento e criptomoedas.

    Imagem colorida mostra mulher de costas vestindo colete preto onde está escrito Polícia Federal - Metrópoles
    Imagem colorida mostra mulher de costas vestindo colete preto onde está escrito Polícia Federal - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A ação foi um desdobramento das Operações Torre 1, 2, 3 e 4 e teve como alvo o núcleo central de comando da facção, responsável por coordenar o tráfico de drogas e o fluxo de recursos ilegais dentro e fora do país.

    Na ocasião, foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca e apreensão em Manaus (AM) e Guarujá (SP). Também houve determinação judicial para o bloqueio dos bens.

    De acordo com a investigação, um dos chefes do grupo, que utilizava uma identidade falsa na Colômbia, continuava atuando mesmo fora do Brasil. Ele teria comandado as atividades à distância e emitido ordens aos integrantes da organização. Além disso, teria mantido contato com operadores financeiros e logísticos responsáveis por ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico de drogas.

    Para ocultar os lucros obtidos com o tráfico, o grupo teria criado uma estrutura financeira com aparência de legalidade. A rede utilizava fintechs, empresas de fachada e aplicativos de pagamento para dificultar o rastreamento dos valores.

    As movimentações misturavam transações reais e ilícitas e, segundo as investigações, aproveitavam o baixo nível de fiscalização bancária para inserir recursos do tráfico no sistema financeiro formal.

    Parte do dinheiro era convertida em criptoativos e posteriormente enviada ao exterior, principalmente para a Colômbia, como forma de pagamento a fornecedores internacionais de drogas.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/xeque-mate-pf-extradita-membro-de-faccao-que-movimentou-r-122-milhoes.

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    Polícia Federal/Divulgação — Foto: Metrópoles

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