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    X aponta lacunas em regra do TSE sobre exclusão de candidatos de algoritmo e pede suspensão

    Na sexta-feira (28), o ministro André Medonça deu prazo para que plataforma respondesse alegações do PT

    UOL
    31 de agosto de 2026 às 15:00
    X aponta lacunas em regra do TSE sobre exclusão de candidatos de algoritmo e pede suspensão
    Foto: UOL

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    Em resposta ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o X (ex- Twitter ) apontou uma série de lacunas a uma regra do próprio tribunal que determina que as redes sociais devem excluir os perfis declarados pelos candidatos de seus sistemas de recomendação de conteúdo durante a campanha eleitoral.

    Logo do X (antigo Twitter), rede do empresário Elon Musk, em tela de smartphone - Kirill Kudryavtsev - 11.mar.24/AFP · Kirill Kudryavtsev - 11.mar.24/AFP
    Logo do X (antigo Twitter), rede do empresário Elon Musk, em tela de smartphone - Kirill Kudryavtsev - 11.mar.24/AFP · Kirill Kudryavtsev - 11.mar.24/AFP — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Na prática, isso significa que as plataformas não podem exibir postagens da conta de um candidato para alguém que não segue esse perfil.

    A empresa diz que vem cumprindo tal regra, mas pede que ela seja afastada ou suspensa, "diante das dificuldades concretas de sua operacionalização e do risco de que a própria regra produza tratamento assimétrico entre candidaturas".

    "A regra pode restringir o alcance da candidatura cuja conta foi corretamente identificada, enquanto outra, cuja conta não foi informada ou não pôde ser identificada com segurança, pode permanecer fora do filtro", diz a empresa. "O resultado é, portanto, paradoxal: uma regra criada para assegurar tratamento isonômico pode, em determinadas circunstâncias, produzir justamente a assimetria que pretende evitar, ao mesmo tempo em que restringe a circulação orgânica do discurso eleitoral."

    X descumpriu regra do TSE mantendo perfis de candidatos em recomendação de conteúdo a usuários
    X descumpriu regra do TSE mantendo perfis de candidatos em recomendação de conteúdo a usuários — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Essa manifestação do X se deu em uma ação protocolada pela coligação do presidente Lula (PT) na última quarta-feira (26). Na sexta-feira, o ministro André Mendonça determinou que a plataforma prestasse informações .

    Como mostrou a Folha , até o dia 25 de agosto, o X não tinha aplicado esse filtro igualmente a todos os candidatos que informaram ao TSE ter um perfil na plataforma . Na data, após ser questionado pela reportagem, o X alterou seu algoritmo para incluir mais nomes.

    Agora ao responder ao TSE, o X afirmou que, de fato, após o dia 14 de agosto, ficou sem atualizar a lista de perfis de candidatos incluídos no filtro de recomendação até o dia 25 de agosto. O fim do registro de candidaturas ocorreu no dia 15 e o início da oficial da campanha se deu no dia 16. O X busca explicar esse longo intervalo, afirmando que foi preciso fazer uma série de análises dos dados.

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    Ao mesmo tempo em que responde às alegações da campanha petista, o X também usou a peça para apontar problemas na base de dados fornecida pelo TSE com os perfis dos candidatos.

    Uma das lacunas apontadas pelo X é o fato de que a não prestação de informação por parte de um candidato pode gerar desigualdade de tratamento de uma determinada candidatura.

    Como revelou a Folha , o candidato a Presidência Renan Santos (Missão), por exemplo, passou mais de 10 dias de campanha apenas com seu perfil no X entre as contas na base de dados do TSE , apesar de estar presentes em diversas outras redes.

    BRASILIA, DF,  BRASIL,  05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    BRASILIA, DF, BRASIL, 05-07-2024, 12h00: Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) — Foto: UOL · Fonte: UOL

    "Há ainda uma consequência que merece ser destacada: se a própria candidatura não informa seu perfil do X ou outra rede social, ou se essa informação não consta da base disponibilizada pelo TSE de maneira clara, o filtro não tem como alcançá-lo", diz o X.

    Entre as críticas do X à base do TSE, está o fato de ela não apresentar a data de atualização em que cada perfil foi adicionado à base.

    "Sem a preservação do histórico da fonte, uma comparação realizada posteriormente pode atribuir ao X uma suposta omissão com base em informação que somente foi incluída ou alterada na base depois do momento em que o filtro foi atualizado", diz a empresa na peça.

    Também criticam o fato de não haver qualquer curadoria ou revisão, estando misturados perfis e contas em diferentes redes sociais, sem seguir um padrão e com informações incorretas.

    "Diante dos problemas de fonte, execução e regulamentação expostos nesta manifestação, a questão que se coloca é, em última análise, se a isonomia pretendida pode ser efetivamente alcançada pela aplicação da regra", questiona o X em peça protocolada neste fim de semana.

    "No entendimento do X, a resposta é negativa: a forma mais segura de evitar as assimetrias produzidas pelo mecanismo é afastar sua aplicação, enquanto não houver condições para que a restrição seja aplicada de maneira uniforme, objetiva e verificável."

    A campanha petista protocolou uma ação no TSE sobre o caso solicitando que a plataforma X fosse notificada sobre o possível favorecimento de candidaturas. Também pediu que o filtro da aba "Para Você" seja sincronizado de acordo com as atualizações da base do TSE ao longo de todo o período eleitoral.

    Entre outros itens, solicitou também que fosse determinada a "preservação dos registros técnicos, códigos, versões, listas, logs e demais documentos relacionados ao filtro", para realização de eventual auditoria ou perícia.

    A peça requereu ainda que as demais redes sociais sujeitas à regra do TSE tenham que informar por qual mecanismo cumprem o dispositivo, quais as funcionalidades da plataforma que estão abrangidas pelas restrições e a data de início da aplicação do filtro, o que foi negado por Mendonça.

    Ainda que a intenção da regra do TSE, que foi estabelecida em 2024, seja de evitar a interferência das plataformas nas campanhas digitais, uma das críticas feitas ao dispositivo (e endossada pelo X na peça) é que ele acaba por fazer com que candidaturas com menor alcance e número de seguidores dependam mais de plataformas que oferecem anúncios pagos.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/08/x-aponta-lacunas-em-regra-do-tse-sobre-exclusao-de-candidatos-de-algoritmo-e-pede-suspensao.shtml.

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