Web se revolta com pergunta de juiz do TJGO a homem que acorrentou ex
Durante a audiência de custódia, o juiz do Tribunal de Justiça de Goiás questionou se o homem havia sofrido violência policial

A revolta tomou conta das redes sociais após a divulgação de um trecho da audiência de custódia de Ailton Rodrigues de Souza , empresário acusado de acorrentar e amordaçar a ex-esposa. No sábado (22/8), ao manter a prisão do suspeito, o juiz Cristian Assis do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) questionou se ele havia sofrido violência por parte dos policiais militares durante a abordagem. Na situação, Ailton disse que não chegou a ser agredido, mas disse ter sofrido ameaças .
A abordagem foi questionada pela vítima Emiliane Tamara Nunes Carvalho, em seu perfil pessoal. “Uma vergonha isso aqui”, disparou a mulher ao republicar um post que questionava a pergunta do magistrado. “A polícia te bateu??? Prendeu a ex por 5 dias e está preocupado com a ação policial”, diz o comentário compartilhado.
Nas redes sociais, internautas também mostraram indignação. “A polícia te bateu? Jesus… Estamos mesmo perdidos, senhores”, escreveu uma pessoa. “Ele sendo mais protegido e bem tratado do que a própria vítima, um verdadeiro absurdo!!”, publicou outro.

O trecho da audiência em que Ailton diz fazer uso de calmantes para dormir devido a crises nervosas também causou raiva nos usuários das redes sociais. “Coitadinho… Nessas horas toma remédio controlado, os policiais coagiram psicologicamente e a vítima? Vergonhoso esse questionamento. Só no Brasil”, escreveu outra pessoa.
Um internauta chegou a questionar “quem é a vítima? preservar a saúde mental dele? é brincadeira!”.
Policiais militares da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste resgataram, na última sexta-feira (21/8), Emiliane, de 24 anos, que foi mantida acorrentada e amordaçada pelo ex-marido durante cinco dias, em Águas Lindas de Goiás. O autor foi preso em flagrante por sequestrar a vítima e por mantê-la em cárcere.

No cativeiro, os policiais encontraram a mulher presa com algemas, cordas e uma corrente de ferro. Ela também usava uma máscara no rosto, para evitar que vizinhos pudessem ouvir seus gritos. Após o resgate, a vítima relatou ter sido estuprada por diversas vezes pelo ex .
Ailton Rodrigues de Souza foi preso após manter a ex em cárcere privado por cinco dias
No local, foram apreendidos correntes, cordas e sedativos

Momento da prisão de Ailton, ex-companheiro da vítima
Carta feita pela vítima enquanto estava presa
Vítima estava acorrentada quando foi encontrada pelos policiais militares

Ela foi resgatada por policiais militares após a prisão do ex-companheiro
De acordo com a Polícia Militar de Goiás (PMGO), a mulher era considerada desaparecida pelos familiares desde a última segunda-feira (17/8), quando saiu de casa para ir a uma consulta e não retornou. Na data, a jovem estava na região da Morada da Serra quando utilizou um mototáxi para se deslocar até a clínica localizada na Barragem 1.
Câmeras de segurança registraram o momento em que ela deixou o estabelecimento após a consulta. Esta foi a última vez que a vítima foi vista antes de desaparecer. Segundo informações da PMGO, depois que saiu do comércio, ela foi sequestrada pelo ex-companheiro e mantida sedada em um cativeiro.

A equipe da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) Entorno Oeste chegou à mulher após a equipe abordar o ex-companheiro dela em via pública. O homem também havia sido dado como desaparecido na terça-feira (18/8).
Durante a abordagem, ele teria tentado fugir e resistido, mas acabou sendo preso. Por meio da análise de endereços ligados ao homem, foi possível chegar ao local em que a vítima estava sendo mantida em cárcere .
No cativeiro, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos. O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil de Goiás.

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Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/entorno/web-se-revolta-com-pergunta-de-juiz-do-tjgo-a-homem-que-acorrentou-ex.

Material obtido pelo Metrópoles — Foto: Metrópoles
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