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    Wagner Moura diz que errou ao usar na TV a expressão 'fascisminho de esquerda'

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    UOL
    18 de agosto de 2026 às 03:00
    Wagner Moura diz que errou ao usar na TV a expressão 'fascisminho de esquerda'
    Homem de meia-idade com barba e cabelo grisalho veste blazer cinza e camisa preta, posicionado em primeiro plano. Ao fundo, oito pessoas sentadas em fileiras, parcialmente iluminadas, em ambiente escuro. — Foto: UOL

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    Wagner Moura vem causando furor na internet desde sua participação no programa Conversa com Bial, há duas semanas, por usar com certo humor a expressão "fascismo de esquerda" .

    Wagner Moura em cena da peça 'Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo', dirigida por Christiane Jatahy - Caio Lírio/Divulgação · Caio Lírio/Divulgação
    Wagner Moura em cena da peça 'Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo', dirigida por Christiane Jatahy - Caio Lírio/Divulgação · Caio Lírio/Divulgação — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em uma mensagem enviada à Folha na última sexta-feira, o ator se desculpou. "Eu apoio todos os movimentos identitários. Todos. Mas não a cultura do cancelamento. Acho covarde. Venha da direita ou da esquerda", disse ele.

    "O personagem que faço na peça 'Um Julgamento' é uma pessoa que foi cancelada. Mas errei ao chamar isso de 'fascisminho de esquerda'. Não é um termo apropriado e é insensível ao fato de que são historicamente as minorias que sofrem a violência que caracteriza o fascismo."

    No Conversa com Bial , bebendo vinho diante da Acrópole, em Atenas, Moura falou das críticas que recebe por ser bem-sucedido, morar e trabalhar nos Estados Unidos e, ainda assim, se posicionar a favor da justiça social e de minorias. O baiano reproduziu argumentos usados para atacá-lo, do tipo "não é gay e defende gay", "não é preto e defende preto", como se uma coisa anulasse a outra.

    Wagner Moura volta aos palcos em 'Um Julgamento - Depois do Inimigo do Povo'
    Wagner Moura volta aos palcos em 'Um Julgamento - Depois do Inimigo do Povo' — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Figuras e portais de direita, ferrenhamente críticos ao ator, passaram a compartilhar cortes do programa a fim de sequestrar as suas falas. Alguns internautas que se identificam como sendo de esquerda, por outro lado, decretaram a "morte de um ícone" em posts jocosos nas redes sociais.

    Moura vem rodando a Europa com a peça "Um Julgamento", de Cristiane Jatahy , uma montagem que parte de "Um Inimigo do Povo", do dramaturgo Henrik Ibsen, e é apresentada como uma continuação. Nela, Moura interpreta um médico que denuncia a contaminação das águas das quais depende a economia de uma cidade.

    O médico é levado a um tribunal contemporâneo. Parte da plateia vira júri e decide a cada apresentação se ele é ou não um inimigo, num tipo de dramaturgia que permite um paralelo com a cultura do cancelamento das redes sociais.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

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    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor
    Estante de madeira escura com uma prateleira contendo 22 livros alinhados, com lombadas coloridas em tons de amarelo, vermelho, azul, verde, preto e branco. Os livros estão organizados principalmente na vertical, exceto cinco empilhados hor — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2026/08/wagner-moura-diz-que-errou-ao-usar-na-tv-a-expressao-fascisminho-de-esquerda.shtml.

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    Wagner Moura em cena da peça 'Um Julgamento: Depois do Inimigo do Povo', dirigida por Christiane Jatahy - Caio Lírio/Divulgação · Caio Lírio/Divulgação — Foto: UOL

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