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    Voto de Gilmar Mendes não melhora a situação de Arruda

    Ao negar registro da candidatura de Arruda ao GDF, o TRE destacou que não há conexão de ações que condenaram Arruda à inelegibilidade

    Metrópoles
    11 de setembro de 2026 às 22:17
    Voto de Gilmar Mendes não melhora a situação de Arruda
    Foto: Metrópoles

    O voto do ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ) Gilmar Mendes no julgamento sobre a flexibilização da Lei da Ficha Limpa não melhora a situação de José Roberto Arruda (PSD). Gilmar Mendes apresentou o posicionamento sobre o caso nesta sexta-feira (11/9) , quase quatro meses após pedir vista.

    Gilmar Mendes votou a favor do teto de 12 anos para inelegibilidade, desde que as várias condenações sejam conexas entre si, citando expressamente o que prevê o artigo 55 do Código de Processo Civil. Este item do CPC considera conexas duas ou mais ações “quando lhes for comum o pedido ou causa de pedir”.

    Ao negar o registro de candidatura de Arruda ao cargo de governador, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) destacou decisão que afastou conexão de ações que o condenaram à inelegibilidade.

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A Corte Eleitoral citou que os processos tratam de ilícitos, momentos, atores, contratos e sanções distintos. Arruda foi condenado sete vezes em segunda instância por improbidade administrativa.

    Afastada a conexão, o prazo de inelegibilidade de cada condenação é de oito anos. Se considerado o prazo dos acórdãos que condenaram Arruda em 2024, ele poderá ficar inelegível até 2032.

    Arruda recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra decisão do TRE-DF . Enquanto aguarda julgamento, pode continuar com os atos de campanha, conforme prevê a legislação.

    José Roberto Arruda
    José Roberto Arruda — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Já no STF, o julgamento de ação que pede a declaração da inconstitucionalidade da flexibilização da Lei da Ficha Limpa tem dois votos para derrubar a nova norma, de Cármen Lúcia e de Luiz Fux, além do voto de Gilmar Mendes. O ministro Flávio Dino pediu destaque, ou seja, para que o caso seja analisado em plenário. Não há data prevista para o julgamento.

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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/voto-de-gilmar-mendes-nao-melhora-a-situacao-de-arruda.

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