Vorcaro afirma à PF que não corrompeu servidores do BC e volta a acenar com delação
Em depoimento de quase quatro horas à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , disse que não houve ato de corrupção cometido por servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro. Leia mais (08/28/2026 - 15h30)

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Em depoimento de quase quatro horas à Polícia Federal nesta sexta-feira (28), Daniel Vorcaro , dono do Banco Master , disse que não houve ato de corrupção cometido por servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro.

Ele também voltou a acenar à possibilidade de fazer um acordo de delação premiada. Em nota, a defesa do ex-banqueiro afirma que ele externou "plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar".
O depoimento começou por volta das 10h30. Segundo os advogados, Vorcaro "respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento".
"Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso."

"Foi finalmente assegurada a primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito", disseram os advogados na nota. A equipe de defesa de Vorcaro é comandada atualmente por Sérgio Leonardo e Daniel Bialski.
Vorcaro, que está preso na chamada Papudinha , no Distrito Federal, falou no inquérito que trata de suspeitas sobre servidores do Banco Central investigados por receber pagamentos do ex-banqueiro.
Na investigação, são apuradas suspeitas sobre Belline Santana , ex-chefe de Supervisão Bancária do BC, e de Paulo Sérgio Neves de Souza , ex-diretor de Fiscalização.

Os dois servidores já afirmaram, por meio de suas defesas, que não adotaram medidas de favorecimento ao ex-banqueiro.
Segundo investigações, os servidores do BC são suspeitos de terem atuado como consultores informais de Vorcaro em troca de vantagens indevidas. A evolução patrimonial dos ex-gestores foi o gatilho para a abertura de uma investigação interna no BC.
O Banco Central decretou a liquidação do Master em 18 de novembro do ano passado. Hoje, os bens estão sob controle do liquidante designado pela autoridade. Os custos da quebra do banco superam os R$ 57 bilhões até o momento .

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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/vorcaro-afirma-a-pf-que-nao-corrompeu-servidores-do-bc-e-volta-a-acenar-com-delacao.shtml.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, durante depoimento à Polícia Federal em 30 de dezembro, em Brasília - Reprodução PF · Reprodução PF — Foto: Folha de S.Paulo
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