Visado nas eleições, Senado tem queda de 18% em candidaturas em 8 anos
Estas eleições servirão para renovar 2/3 dos senadores. Concorrência é de quase 6 candidatos por cadeira. Maioria é de homens brancos

As eleições gerais deste ano terão ao menos 316 candidatos disputando as 54 cadeiras do Senado , segundo dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de uma queda de 12% em relação ao número de candidaturas de 2018 (quando também foram renovadas duas vagas por Unidade da Federação). Aquele ano marcou o maior número de nomes na disputa desde 1994.
A concorrência é de quase 6 candidatos por vaga. Neste pleito, o Senado renova dois terços da sua composição. O mandato de senador é de 8 anos, com cada estado tendo direito a três cadeiras – duas delas renovadas em uma eleição e uma na seguinte. A ideia é que a casa represente previsibilidade e continuidade.
Das 316 candidaturas registradas na Justiça Eleitoral este ano, 78% (246) são de homens , o que representa uma inclusão feminina tímida em relação a 2018, quando 82% (294) dos nomes titulares das chapas ao Senado eram homens. Em 2018, 63 mulheres disputaram o Senado. Em 2026, são 70.

O recorte racial teve mudanças difusas entre 2018 e 2026. Neste ano, o número de candidatos autodeclarados brancos caiu 17,5% em relação a oito anos atrás, mas isso não implicou no aumento de candidatos pretos e pardos que eram 120 em 2018 e são 117 em 2026.
Apesar da queda de um ano para outro, brancos ainda representam a maioria das candidaturas, sendo 61% do total.
Candidaturas indígenas também tiveram mudanças inexpressivas de uma eleição para outra. Povos originários são representados por dois candidatos em 2028 e 4 em 2026. Pessoas autodeclaradas amarelas tiveram um aumento de uma para duas candidaturas este ano.

Atributo mais importante na decisão do voto para senador, segundo a Quaest:
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 31 de julho e 3 de agosto por coleta domiciliar com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
A escolaridade proeminente entre os candidatos ao Senado segue sendo o ensino superior completo, que representa 79,5% do total de candidatos. O patamar representa uma estabilidade em relação a 2018, quando pessoas com diploma universitário representavam 80% das candidaturas.

A segunda maior parcela é ocupada por candidatos que têm o ensino médio completo, com 35 candidatos, o que representa 11%. Em 2026, cinco candidatos não terminaram o ensino médio, dois terminaram o ensino fundamental e um não terminou o ensino fundamental. Um candidato ao Senado registrou que sabe ler e escrever.
O Metrópoles considerou os dados disponíveis no TSE até as 12:30 de 20 de agosto de 2026. A base de dados segue em atualização, podendo oscilar futuramente.

Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/visado-nas-eleicoes-senado-tem-queda-de-18-em-candidaturas-em-8-anos.

Jonas Pereira/Agência Senado — Foto: Metrópoles
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