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    Virais no streaming, músicas com IA podem reduzir atividade cerebral

    Pesquisas apontam redução da atividade cerebral em usuários de IA durante tarefas cognitivas e analisam o uso consciente da tecnologia

    Metrópoles
    9 de agosto de 2026 às 05:00
    Virais no streaming, músicas com IA podem reduzir atividade cerebral
    Foto: Metrópoles

    As músicas criadas por inteligência artificial (IA) se tornaram tendência nas plataformas de streaming musical e estão diretamente ligadas com a dependência no uso da ferramenta. Uma pesquisa da MIT Media Lab, dos Estados Unidos, acompanhou voluntários durante atividades de escrita e os resultados mostraram que os participantes que utilizaram a IA apresentaram menor nível de atividade cerebral nos testes, com redução de aproximadamente 47% no engajamento neural .

    Inteligência Artificial e Música estão cada vez mais interligadas

    Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticos

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    Divulgação — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O teste tem relação direta com a nova tendência nas plataformas musicais. Fenômenos virais como o grupo de R&B Slime Dot e o cantor gospel Hikari de Jesus são artistas fictícios criados por pessoas reais que utilizam a IA como auxílio para criação de músicas.

    Os resultados também apontaram que a utilização da inteligência artificial reduziu em cerca de 60% o tempo necessário para a realização das tarefas. Entretanto, essa redução foi acompanhada por uma queda de aproximadamente 32% na carga cognitiva durante o processo de aprendizagem.

    Segundo o neurologista Philipe Marques da Cunha, optar pelo uso dessas ferramentas, também na produção musical, pode ser prejudicial para as atividades cerebrais. “Isso reduz o esforço necessário para resolver tarefas e, quando ocorre de forma excessiva, pode limitar a aquisição de novas habilidades e enfraquecer competências já consolidadas. A maior dependência da IA está associada a menor capacidade de pensamento crítico, principalmente quando há aumento da fadiga cognitiva.”

    Foto com fundo roxo que reproduz um smartphone conectado em um streaming musical com alerta de música feita por IA - Metrópoles
    Foto com fundo roxo que reproduz um smartphone conectado em um streaming musical com alerta de música feita por IA - Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    De acordo com Tico Fernandes, diretor de criação da KondZilla, a inteligência artificial é uma ferramenta importante para acelerar processos, mas não substitui a visão cultural e social necessária para trabalhos artísticos. “A IA pode acelerar uma entrega, mas ela não substitui repertório, vivência e escuta. O que conecta uma marca a uma comunidade não é só a ferramenta usada, é a verdade cultural por trás da ideia”, afirma.

    Para o DJ e produtor musical Jestfly, a tecnologia consegue combinar referências e reproduzir fórmulas, mas não constrói sozinha uma relação com o público. Ele destaca que a produção massiva enche catálogos, mas não amplia oportunidades.

    “Produzir música nunca foi tão fácil, mas viver dela ficou ainda mais difícil. O problema não é colocar uma faixa no ar. É fazer alguém parar, ouvir, lembrar de você e voltar para o próximo lançamento ”, justifica.

    Virais no streaming, músicas com IA podem reduzir atividade cerebral - destaque galeria
    Virais no streaming, músicas com IA podem reduzir atividade cerebral - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticos
    Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticos — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/entretenimento/virais-no-streaming-musicas-com-ia-podem-reduzir-atividade-cerebral.

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