'Violência extremada e total desproporcionalidade', diz advogada da família de jovem morto pela PM com 27 tiros
A ação de policiais militares que mataram Gustavo Munis Santana, 20 , na madrugada do último sábado (10) em Moema, zona sul de São Paulo , foi classificada como inadmissível pela advogada Ana Facillia Meira. Leia mais (10/12/2026 - 22h49)

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A ação de policiais militares que mataram Gustavo Munis Santana, 20 , na madrugada do último sábado (10) em Moema, zona sul de São Paulo , foi classificada como inadmissível pela advogada Ana Facillia Meira.

Ela atua na defesa dos familiares de Gustavo, que trabalhava como jovem aprendiz e foi atingido por 27 tiros, de um total de 45 disparos efetuados por quatro PMs. A vítima foi sepultada na tarde desta segunda-feira (12) .
"A assessoria jurídica enfatiza a violência extremada, a má conduta técnica e a total desproporcionalidade da ação policial. É inadmissível que agentes do Estado tenham efetuado 45 disparos, atingindo o jovem com 27 tiros, sob a justificativa de terem confundido um aparelho celular com uma arma de fogo", diz a advogada, em nota enviada à Folha na noite desta segunda.
Procurada, a SSP (Secretaria da Segurança Pública) afirma que não tolera desvios de conduta e apura com rigor as circunstâncias do caso. Diz, ainda, que as imagens das câmeras corporais dos PMs estão em análise.

Os policiais também foram afastados das atividades nas ruas e as armas usadas foram apreendidas, acrescenta a pasta.
Para Meira, a quantidade de perfurações no local evidencia "absoluto despreparo técnico na condução da abordagem".
"Fatos dessa natureza expõem como o viés de suspeição e os estereótipos de cor ainda influenciam de forma trágica os procedimentos de segurança pública no país, fazendo com que a presença de um jovem negro em um bairro nobre seja imediatamente interpretada como uma ameaça", acrescenta a advogada.

Gustavo, que morava com a mãe e as irmãs na mesma região em que foi morto, fazia tratamento para depressão, segundo a família.
"Sobre as alegações de discriminação, a PM reforça que repudia o racismo e atua rigorosamente contra o crime", acrescenta a nota da SSP.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/10/violencia-extremada-e-total-desproporcionalidade-diz-advogada-da-familia-de-jovem-morto-pela-pm-com-27-tiros.shtml.

Gustavo Munis de Santana, 20, foi morto por policiais militares com 27 tiros na madrugada de sábado (10), em Moema, zona sul de São Paulo - SBT/Reprodução · SBT/Reprodução — Foto: Folha de S.Paulo
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