Alagoas

    Vídeo: gabinete do ódio está no Estado ou em Maceió?

    JHC publicou um vídeo acusando seus adversários de manter um “verdadeiro gabinete do ódio em Alagoas”. A declaração foi feita no mesmo período em que o TRE-AL passou a analisar uma acusação de uso coordenado de rádios, sites e perfis digitais em favor do próprio candidato.A investigação tramita na Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 0601753-69.2026.6.02.0000. Segundo a denúncia, esses veículos teriam sido usados para promover JHC e atacar seus adversários durante a campanha.Segundo a acusação apresentada ao TRE-AL, foram analisadas 2.372 inserções radiofônicas e 2.313 publicações nas re

    Gazeta de Alagoas
    1 de outubro de 2026 às 06:11
    Vídeo: gabinete do ódio está no Estado ou em Maceió?
    Foto: Gazeta de Alagoas

    JHC publicou um vídeo acusando seus adversários de manter um “verdadeiro gabinete do ódio em Alagoas”. A declaração foi feita no mesmo período em que o TRE-AL passou a analisar uma acusação de uso coordenado de rádios, sites e perfis digitais em favor do próprio candidato.

    A investigação tramita na Ação de Investigação Judicial Eleitoral nº 0601753-69.2026.6.02.0000. Segundo a denúncia, esses veículos teriam sido usados para promover JHC e atacar seus adversários durante a campanha.

    Segundo a acusação apresentada ao TRE-AL, foram analisadas 2.372 inserções radiofônicas e 2.313 publicações nas redes sociais. O levantamento não teria identificado conteúdo desfavorável à candidatura de JHC, enquanto predominavam publicações negativas contra seus concorrentes.

    Edivaldo Júnior
    Edivaldo Júnior — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    O TRE chegou a suspender a programação regular de nove emissoras e determinou o bloqueio de dez perfis nas redes sociais. O TSE derrubou posteriormente a medida, por considerá-la excessivamente ampla, mas determinou que os veículos não ofereçam tratamento privilegiado a nenhuma candidatura. A ação continua em tramitação e ainda terá o mérito julgado.

    Há outro ponto que precisa ser esclarecido. Alguns dos sites, perfis e emissoras citados na investigação exibem publicidade da Prefeitura de Maceió. Além disso, dirigentes e conselheiros de entidades responsáveis por essas emissoras ocupam cargos comissionados ou mantêm contratos com o município.

    Isso não significa, por si só, que o dinheiro público tenha sido usado para financiar ataques. Mas a falta de transparência impede que a sociedade saiba quanto cada veículo recebeu da comunicação municipal.

    Edivaldo Júnior
    Edivaldo Júnior — Foto: Gazeta de Alagoas · Fonte: Gazeta de Alagoas

    A publicidade é contratada pela Secom Maceió por meio de agências. No Portal da Transparência aparecem os valores pagos às agências, mas não o detalhamento completo dos repasses feitos a cada rádio, portal, perfil ou empresa de comunicação.

    No comentário de hoje, analiso as acusações, as decisões da Justiça Eleitoral e as relações financeiras que precisam ser abertas. Se existe um gabinete do ódio em Alagoas, a resposta deve ser dada com documentos: planos de mídia, notas fiscais, comprovantes de veiculação e valores pagos a cada veículo.

    Até agora, JHC apresentou uma acusação política contra seus adversários. Do outro lado, existe uma investigação judicial, decisões do TRE e vínculos de veículos investigados com a estrutura e a publicidade da Prefeitura de Maceió.

    Afinal, onde está o gabinete do ódio que JHC denuncia?

    Publicado originalmente por Gazeta de Alagoas. Leia a matéria completa em https://www.gazetaweb.com/blogs/edivaldo-junior/video-gabinete-do-odio-esta-no-estado-ou-em-maceio-939327.

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