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    Veto à carne do Brasil: UE diz que país sabia das novas regras sanitárias

    Declaração foi feita por porta-voz comercial da União Europeia, após bloco suspender importação de proteína brasileira

    Metrópoles
    4 de setembro de 2026 às 17:53
    Veto à carne do Brasil: UE diz que país sabia das novas regras sanitárias
    Foto: Metrópoles

    O porta-voz do comércio da União Europeia, Olof Gill, se manifestou nesta sexta-feira (4/9) sobre a reação do Brasil à suspensão da importação de proteína brasileira e seus derivados. O veto entrou em vigor ontem (3/9) e, em posicionamento oficial, o governo brasileiro criticou a suspensão e citou a possibilidade de acionar a lei da reciprocidade .

    Durante coletiva de imprensa na Comissão Europeia em Bruxelas, Gill declarou que todos os países que exportam produtos para o bloco foram avisados sobre a mudança de regras sobre o uso de antimicrobianos, o que motivou a suspensão da importação dos produtos brasileiros.

    “Mantivemos um diálogo estreito com todos os países terceiros — todos os nossos parceiros comerciais — e oferecemos apoio para a transição para essas novas regras, inclusive por meio de diversas sessões informativas realizadas desde 2019”, destacou. Leia também Brasil Governo critica veto da UE à carne e cita medidas de reciprocidade Brasil Em meio à negociação, veto da UE à carne brasileira começa nesta 5ª (3/9) Brasil Setor de carne busca reverter veto da UE às exportações brasileiras Mundo UE admite rever veto à carne do Brasil após exigências sanitárias Em nota publicada nessa quinta, após a vigência da suspensão, o governo brasileiro manifestou “ indignação com a ausência de diálogo prévio à adoção de medida “.

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    Getty Images — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Membros do governo brasileiro também manifestaram, de maneira reservada, dificuldade de obter retorno sobre as tratativas envolvendo a proteína brasileira.

    De acordo com relatos feitos ao Metrópoles , o governo brasileiro não recebeu resposta aos questionamentos enviados à União Europeia sobre os documentos que buscavam comprovar a conformidade do Brasil com as mudanças na legislação europeia.

    O porta-voz reforçou, contudo, que o Brasil é importante mercado para a União Europeia e declarou que o bloco pretende “continuar trabalhando em estreita colaboração com as autoridades brasileiras para permitir que elas assegurem a conformidade com os requisitos estabelecidos”.

    bandeiras da união europeia em frente a predio
    bandeiras da união europeia em frente a predio — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Gill também reforçou o discurso de que as negociações podem ser retomadas eventualmente. “Uma vez demonstrada essa conformidade, as exportações desses produtos do Brasil para a União Europeia poderão ser retomadas”, ponderou o porta-voz .

    A União Europeia tem regras que proíbem a importação de produtos de origem animal provenientes de sistemas produtivos que utilizem determinados antimicrobianos para promover crescimento ou aumentar o rendimento dos animais.

    Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para prevenir e tratar infecções em animais, tendo alguns deles que podem ser empregados como promotores de crescimento na pecuária.

    No regulamento publicado pelo bloco europeu, a Comissão Europeia argumenta que não recebeu do Brasil garantias suficientes de que as medidas exigidas pelo bloco serão cumpridas até setembro de 2026.

    Por essa razão, retirou o país da lista de exportadores autorizados para as categorias afetadas. O Brasil, contudo, nega as alegações e tenta reverter a suspensão aos produtos brasileiros.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/mundo/ue-rebate-brasil-e-diz-que-pais-foi-informado-sobre-novas-regras-sanitarias.

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