Brasil

    Vermute ganha espaço em bares e é tema de festival com produtores em São Paulo

    O vermute está deixando de ser mero coadjuvante na coquetelaria brasileira graças a bares dedicados à bebida, rótulos nacionais e um encontro de produtores da América Latina , que ocorre neste domingo (20) em São Paulo. Leia mais (09/17/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    18 de setembro de 2026 às 02:00
    Vermute ganha espaço em bares e é tema de festival com produtores em São Paulo
    Foto: Folha de S.Paulo

    Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

    Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

    São Paulo O vermute está deixando de ser mero coadjuvante na coquetelaria brasileira graças a bares dedicados à bebida, rótulos nacionais e um encontro de produtores da América Latina , que ocorre neste domingo (20) em São Paulo.

    Vermutes servidos do Trinca Bar & Vermuteria, localizado no bairro de Pinheiros - Adriano Vizoni/Folhapress · Adriano Vizoni/Folhapress
    Vermutes servidos do Trinca Bar & Vermuteria, localizado no bairro de Pinheiros - Adriano Vizoni/Folhapress · Adriano Vizoni/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    De origem europeia, o vermute é um vinho fortificado com álcool e aromatizado com especiarias, sendo a artemísia a principal delas. Ele serve de base para muitos coquetéis clássicos, como dry martíni , negroni, Manhattan e o brasileiro rabo de galo.

    Entre as marcas mais famosas da bebida estão representantes como Cinzano, Martini e Carpano, todas italianas.

    "No Brasil, nosso único elo histórico de contato com o vermute foi o boteco. As pessoas mais antigas tomavam Martini Bianco puro com gelo, no balcão, sem nem saber que Martini e Cinzano são vermutes", diz Renato Chiapetta, fundador da destilaria San Basile.

    Rótulos de vermute produzidos de maneira artesanal na Companhia dos Fermentados e servidos puro ou em drinques no Fermenta Loja e Bar - Leo Andrade/Divulgação · Leo Andrade/Divulgação
    Rótulos de vermute produzidos de maneira artesanal na Companhia dos Fermentados e servidos puro ou em drinques no Fermenta Loja e Bar - Leo Andrade/Divulgação · Leo Andrade/Divulgação — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Neste momento de descoberta no Brasil, partidários do vermute buscam introduzir sabores locais à bebida e o hábito de tomá-la pura. Leonardo Andrade, cofundador da Cia. dos Fermentados, usa a analogia do sanduíche para explicar a composição do vermute.

    "Ele tem que ter uma base vínica, que é o pão de baixo. No meio, você encontra o recheio: floral, frutado ou herbal, definido pela composição dos botânicos. Finaliza colocando açúcar, bastante ou pouco, que seria esse pão de cima. Você aperta tudo e tem essa bebida composta."

    As principais categorias de vermute são rosso, branco e seco. "O rosso é doce, com algumas notas que podem ser mais herbais e um pouquinho amargas. O branco é mais doce na maioria das vezes. E o seco tem a menor taxa de açúcar, com notas mais florais", afirma Alê Bussab, que em 2022 cofundou o bar Trinca , em Pinheiros, a primeira vermuteria do Brasil.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Lá e em espaços como o Lita Wine Bar , no mesmo bairro, e a Casa Tão Longe, Tão Perto, na Barra Funda , a bebida é servida também direto de torneiras.

    Na Europa mediterrânea, região que foi berço do vermute, o consumo se concentra na Espanha, na Itália e na França.

    "A Espanha é o maior consumidor de vermute do mundo. Lá, costuma ser mais adocicado e tomado puro. Os italianos usam muito como digestivo e aperitivo. Os franceses, mais em coquetéis", conta Bussab.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Nos últimos anos, a América Latina vem testemunhando um boom de produtores artesanais, que se encontram neste domingo (20) em São Paulo , na terceira edição do Sur Vermut.

    No evento que acontece no bar HiFi Community, na Vila Leopoldina, o público poderá degustar vermutes de 14 marcas vindas de países como Argentina, Bolívia, Brasil, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Também poderá participar de workshops e oficinas.

    "O fato de o Brasil ter uma história a ser escrita sobre o vermute é ótimo para as marcas e produtores, pois há muito a ser feito", diz Chiapetta, que é coprodutor do encontro no Brasil.

    Imagem da matéria
    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O vermute surgiu na Europa como uma forma de reciclar ou conservar o vinho . Na América Latina, a produção já nasceu com receitas pensadas desde a origem para ser vermute, usando vinhos de boa qualidade como base.

    "Nós fazemos uma composição de botânicos que faz mais sentido para a nossa realidade brasileira do que reproduzir um estilo francês ou espanhol com especiarias como artemísia, cravo, canela e cardamomo", diz Andrade.

    "Aplicamos essa técnica em bases fermentadas de frutas brasileiras, como jabuticaba e caju." Para o cofundador da Cia. dos Fermentados, o evento é uma oportunidade de incentivar os produtores brasileiros a criar uma identidade própria com os ingredientes de suas regiões.

    As duas primeiras edições do Sur Vermut aconteceram no Uruguai , país que tem bastante tradição com a bebida, apesar de uma população pequena. "Resolvemos trazer o festival para o Brasil porque é um país com potencial de consumo infinitamente maior e que está precisando tomar um banho de cultura vermuteira", afirma Chiapetta.

    Sur Vermut - Edição Brasil Hifi Community - R. Mergenthaler, 1.177, Vila Leopoldina, região oeste. Dom. (20), a partir das 12h30. Ingr.: R$ 50 em Sympla

    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://guia.folha.uol.com.br/bares-e-noite/2026/09/vermute-ganha-espaco-em-bares-e-e-tema-de-festival-com-produtores-em-sao-paulo.shtml.

    Imagem 1
    1 / 5

    Vermutes servidos do Trinca Bar & Vermuteria, localizado no bairro de Pinheiros - Adriano Vizoni/Folhapress · Adriano Vizoni/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)