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    Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora

    Simone Marques era presidente de associação acusada de receber R$ 1 milhão em recursos públicos de maneira irregular. Ela foi morta a tiros

    Metrópoles
    3 de setembro de 2026 às 15:51
    Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora
    Foto: Metrópoles

    Policiais civis de Pernambuco cumpriram, na manhã desta quinta-feira (3/9), a terceira fase da Operação Alvitre, que investiga uma organização criminosa estruturada para o desvio e a lavagem de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares no município de Ipojuca (PE).

    De acordo com o delegado Ney Luiz, nesta terceira fase, as investigações apontam para uma atuação coordenada de vereadores, assessores e outros servidores públicos, além de advogados, contador, empresários e particulares . No centro do esquema estaria a Associação Cultural, Social e Recreativa (Mudart), que tinha como presidente a professora universitária Simone Marques da Silva (foto em destaque) , assassinada a tiros em outubro de 2025.

    Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão, além de ordens de afastamento cautelar de servidores públicos, sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de ativos financeiros que pode chegar a R$ 1,227 milhão, segundo a Polícia Civil.

    Reprodução / Redes sociais
    Reprodução / Redes sociais — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo a investigação, Simone tinha informações relevantes sobre o funcionamento do esquema e havia apresentado evidências relacionadas a pagamentos e à entrega de valores. Ela havia sido intimada a prestar depoimento na Delegacia de Porto de Galinhas, no inquérito que apura o desvio de recursos de emendas parlamentares da Câmara de Ipojuca.

    Em 28 de outubro de 2025, Simone compareceu à delegacia, mas não chegou a ser ouvida porque outro procedimento estava sendo realizado na unidade. O depoimento foi reagendado. Poucas horas depois de deixar a delegacia, ela foi executada a tiros no quintal de casa.

    As investigações apontaram que, entre 2017 e 2024, a Mudart recebeu aproximadamente R$ 1,2 milhão em recursos públicos. Os investigadores identificaram indícios de direcionamento de emendas, liberação irregular de recursos, pagamento de vantagens indevidas e uso de documentação fiscal sem correspondência com os serviços efetivamente executados.

    Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora
    Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Ainda segundo a Polícia Civil, a própria Mudart teria repassado R$ 480 mil à empresa M. A. da Silva Festas. O endereço cadastrado pela empresa correspondia, na realidade, a um pequeno restaurante, sem estrutura empresarial compatível com a execução dos projetos que justificaram os pagamentos.

    No núcleo financeiro da organização, uma das investigadas apresentou movimentação de aproximadamente R$ 16,7 milhões entre agosto de 2023 e dezembro de 2025.

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    Vereadores são investigados por desvio de emendas após morte de professora - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Projetos e irregularidades
    Projetos e irregularidades — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Movimentação financeira
    Movimentação financeira — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Sede de Mudart
    Sede de Mudart — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Investigação Alvitre
    Investigação Alvitre — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Policiais em diligências
    Policiais em diligências — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
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    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/vereadores-sao-investigados-por-desvio-de-emendas-apos-morte-de-professora.

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