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    Venezuela recebe novas plataformas de petróleo após 15 anos

    Duas plataformas de perfuração e 11 equipamentos para recuperação de poços de petróleo chegaram à Venezuela após anos de falta de investimentos e abandono no setor, informou na terça-feira (13) a Nabep, empresa que opera o acordo pelo qual Caracas cedeu aos Estados Unidos 20% de suas gigantescas reservas de petróleo. Leia mais (10/14/2026 - 12h15)

    Folha de S.Paulo
    14 de outubro de 2026 às 15:15
    Venezuela recebe novas plataformas de petróleo após 15 anos
    Chaminé alta de refinaria lança chama intensa e fumaça preta densa contra o céu ao entardecer. Várias outras estruturas industriais e chaminés compõem o cenário ao fundo. No primeiro plano, barcos estão ancorados na margem de um corpo d'águ — Foto: Folha de S.Paulo

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    Duas plataformas de perfuração e 11 equipamentos para recuperação de poços de petróleo chegaram à Venezuela após anos de falta de investimentos e abandono no setor, informou na terça-feira (13) a Nabep, empresa que opera o acordo pelo qual Caracas cedeu aos Estados Unidos 20% de suas gigantescas reservas de petróleo.

    Chama de gás queima na refinaria de Cardón, na Venezuela. Anos de falta de investimentos e falhas em equipamentos prejudicaram a produção de combustíveis. - Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters · Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters
    Chama de gás queima na refinaria de Cardón, na Venezuela. Anos de falta de investimentos e falhas em equipamentos prejudicaram a produção de combustíveis. - Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters · Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A Venezuela anunciou no fim de agosto que concedeu à Nabep licenças de até 100 anos para operar 17 campos petrolíferos com potencial de produção de 65 bilhões de barris.

    A Nabep tem associação com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que detém 35% das ações e poder de veto no conselho de administração, segundo informações divulgadas pela Casa Branca.

    Os novos equipamentos, os primeiros a entrar na Venezuela em 15 anos, chegaram na semana passada, informou a empresa.

    Aulas recomeçam após terremoto na Venezuela
    Aulas recomeçam após terremoto na Venezuela — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    "Cada plataforma de petróleo que chega à Venezuela nos aproxima de alcançar nossas metas de produção e revitalizar a economia do nosso país", afirmou o presidente-executivo da empresa, Alejandro Betancourt, empresário controverso que foi associado a supostos negócios obscuros durante os governos de Hugo Chávez (1999-2013) e Nicolás Maduro (2013-2026).

    Em junho, a Venezuela tinha apenas duas sondas de perfuração em operação, segundo a empresa Baker Hughes. Duas décadas atrás, o país contava com mais de uma centena. A indústria petrolífera, porém, entrou em colapso após anos de falta de investimentos, corrupção e sanções americanas.

    O país vem recuperando gradualmente sua produção desde a queda de Maduro em uma operação dos Estados Unidos, em janeiro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em setembro, a produção chegou a cerca de 1,2 milhão de barris por dia, ainda distante dos 3 milhões de barris diários registrados no fim do século passado.

    A estatal PDVSA (Petróleos de Venezuela) espera atingir a meta de 1,5 milhão de barris por dia em 2027.

    "O desafio que temos pela frente é grande, mas não há parceiro melhor do que o governo dos Estados Unidos", afirmou Betancourt no comunicado.

    chamada senadores eleitos 2026
    chamada senadores eleitos 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Betancourt, de 46 anos, é alvo de um processo na Espanha por lavagem de dinheiro e fraude fiscal. Na Suíça, também foi aberto um processo contra ele por lavagem de dinheiro. Na Venezuela, o empresário foi investigado por desvio de recursos.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/venezuela-recebe-novas-plataformas-de-petroleo-apos-15-anos.shtml.

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    Chama de gás queima na refinaria de Cardón, na Venezuela. Anos de falta de investimentos e falhas em equipamentos prejudicaram a produção de combustíveis. - Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters · Gaby Oraa - 06.out.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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