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    Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos

    Diversos sites de notícias que estavam censurados na Venezuela havia anos foram desbloqueados, anunciou a agência reguladora de telecomunicações nesta quinta-feira (17). A medida veio horas antes do início da segunda rodada de negociações políticas entre o governo interino e a oposição . Leia mais (09/17/2026 - 15h08)

    Folha de S.Paulo
    17 de setembro de 2026 às 18:08
    Venezuela desbloqueia sites de notícias censurados há anos
    Mãos femininas seguram celular exibindo notícia sobre restabelecimento de acesso a portais informativos em área de Alvorada. Fundo desfocado com pessoas em ambiente externo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Diversos sites de notícias que estavam censurados na Venezuela havia anos foram desbloqueados, anunciou a agência reguladora de telecomunicações nesta quinta-feira (17). A medida veio horas antes do início da segunda rodada de negociações políticas entre o regime e a oposição .

    Mulher lê reportagem do Caraota Digital, em Caracas, depois que regime desbloqueou sites censurados havia anos - Federico Parra/AFP · Federico Parra/AFP
    Mulher lê reportagem do Caraota Digital, em Caracas, depois que regime desbloqueou sites censurados havia anos - Federico Parra/AFP · Federico Parra/AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A liberdade de expressão será um dos temas abordados na mesa de diálogo, patrocinada pelos Estados Unidos , que é retomada nesta quinta em Caracas. A primeira rodada aconteceu em agosto.

    Oito meses após a intervenção dos EUA para capturar Nicolás Maduro , a Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) anunciou em seu site o "restabelecimento formal do acesso a diversas plataformas e veículos de mídia digital nacionais e internacionais". Jornalistas e ONGs denunciam há anos o bloqueio de sites como um mecanismo de censura.

    O site de notícias NTN24 confirmou que "após o anúncio do regime, na noite de quarta-feira, foi verificado na Venezuela, com diferentes provedores de internet, que o acesso ao www.ntn24.com era possível sem o uso de uma VPN". A sigla em inglês se refere a uma rede privada virtual que mascara o "endereço" do usuário e criptografa sua conexão, permitindo acessar conteúdos bloqueados localmente.

    Imagens da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro
    Imagens da Venezuela após a deposição de Nicolás Maduro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os veículos de comunicação venezuelanos El Nacional, Efecto Cocuyo e El Pitazo também foram removidos da lista de censura.

    A ONG de direitos digitais VE Sin Filtro verificou o acesso a dez sites por meio de diversos provedores de internet. Ainda assim, relata que há pelo menos 194 sites bloqueados no país, incluindo 84 veículos de notícias.

    A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A chefe da delegação da oposição, Dinorah Figuera, comemorou a decisão. "Este é um primeiro passo. Muitos meios de comunicação ainda estão ausentes e todos precisam retornar, integralmente e em definitivo", ponderou.

    A medida foi recomendada horas antes pelo Programa para a Paz e a Coexistência Democrática, uma organização não governamental criada pela líder interina, Delcy Rodríguez , que governa sob pressão de Washington.

    A proposta surgiu após "um processo de consulta com diferentes setores da mídia", explicou o programa em suas redes sociais.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A abertura dos sites ocorre em meio a uma transição política ainda sem prazo definido para a realização de eleições. Delcy assumiu em janeiro, após a captura de Maduro . Desde então, Washington passou a exercer forte influência sobre o regime venezuelano, enquanto a oposição participa de negociações para definir os termos de uma eventual transição democrática.

    Em agosto, Caracas anunciou a libertação de 131 presos políticos, uma das principais medidas decorrentes das negociações com a oposição. O processo também envolve a discussão sobre a criação de condições para uma futura eleição e sobre a libertação dos demais presos políticos.

    A questão eleitoral, porém, permanece em aberto. No início de setembro, o presidente dos EUA, Donald Trump , afirmou que a Venezuela ainda não estava pronta para realizar novas eleições, oito meses depois da captura de Maduro. A declaração ocorreu após Washington e Caracas anunciarem um acordo para ampliar a participação americana na indústria petrolífera venezuelana.

    O papel de Delcy também é um dos pontos centrais da transição. Ex-vice de Maduro, ela permaneceu no comando do regime chavista após a operação americana e passou a negociar diretamente com Washington.

    O secretário de Estado americano, Marco Rubio , mantém contato direto com Delcy, e sua equipe passou a exercer influência sobre as receitas obtidas com as exportações de petróleo venezuelano e sobre a forma como esses recursos poderiam ser utilizados.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/venezuela-desbloqueia-sites-de-noticias-censurados-ha-anos.shtml.

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