Vendas do futebol feminino saltam 19%; Brasil tem recorde histórico
Apesar de muito distante do masculino em números brutos , o mercado da bola das mulheres neste meio de ano negociou 1.406 jogadoras e obteve um salto bem maior que os dos homens: 19% comparado ao mesmo período de 2025, segundo levantamento divulgado pela Fifa nesta quinta-feira (3). Leia mais (09/04/2026 - 10h12)

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Apesar de muito distante do masculino em números brutos , o mercado da bola das mulheres neste meio de ano negociou 1.406 jogadoras e obteve um salto bem maior que os dos homens: 19% comparado ao mesmo período de 2025, segundo levantamento divulgado pela Fifa nesta quinta-feira (3).

Pelo terceiro ano consecutivo, mais de mil atletas foram negociadas entre países.
O valor em dinheiro mais que dobrou: de US$ 12,3 milhões para US$ 28,6 milhões (equivalente hoje a R$ 146 milhões). Uma das responsáveis por esse número foi a brasileira Kerolin. A atacante de 26 anos foi negociada pelo Manchester City para o Barcelona por cerca de US$ 1,7 milhão (R$ 8,7 milhões).
Faltando menos de um ano da próxima Copa do Mundo, que será em território no Brasil, o mercado interno não exportou muitas atletas. Nesta janela, 20 jogadoras saíram do país, sendo 14 para países também com pouca tradição: Israel (5), Portugal (3), Arábia Saudita, Albânia e Macedônia do Norte (2 cada um).

Se em quantidade o Brasil ficou na 20ª colocação, em dólares que entraram o país foi o 11º com a entrada de US$ 748 mil (R$ 3,8 milhões), uma marca recorde. Em 2024, primeiro ano de dados divulgados pela Fifa, foram US$ 242 mil (R$ 1,2 milhão, na cotação atual). Em 2025, US$ 224 mil (R$ 1,1 milhão).
Já em gasto o futebol feminino brasileiro investiu pouco em atletas que atuam fora: US$ 39,9 mil (R$ 204,6 mil).
Como no masculino, foram os europeus que mais negociaram em número de atletas e também em volume de dinheiro.

A Inglaterra foi a primeira disparada em número de atletas negociadas, com EUA, Itália, Alemanha e Espanha atrás.
Os clubes ingleses também foram os que mais trouxeram jogadoras e que mais venderam para fora: 125 atletas foram contratadas de outros países e 95 saíram, totalizando US$ 7,95 milhões investidos e US$ 3,97 milhões que entraram.
Mas quem vendeu bem mesmo nesta janela foi a Suécia. Trinta jogadoras deixaram o país, que faturou US$ 4,19 milhões.
Fora da Europa, o país que mais arrecadou com vendas foi os Estados Unidos: US$ 1,32 milhão. Na América do Sul, a segunda colocada foi a Colômbia: US$ 20,4 mil.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2026/09/vendas-do-futebol-feminino-saltam-19-brasil-tem-recorde-historico.shtml.

A atacante Kerolin em ação em jogo da seleção brasileira - Raquel Cunha/REUTERS · Raquel Cunha/REUTERS — Foto: Folha de S.Paulo
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