Vendas da Nvidia mais que dobram com boom de IA, alcançando US$ 96 bilhões
A Nvidia divulgou fortes vendas nesta quarta-feira (26), sinalizando que a empresa continua se beneficiando da enorme demanda por capacidade computacional impulsionada pela inteligência artificial . Leia mais (08/26/2026 - 18h20)

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A Nvidia divulgou fortes vendas nesta quarta-feira (26), sinalizando que a empresa continua se beneficiando da enorme demanda por capacidade computacional impulsionada pela inteligência artificial .

A empresa mais valiosa do mundo registrou receita acima do esperado, de US$ 96,2 bilhões, no trimestre encerrado em julho, e projetou vendas de cerca de US$ 108 bilhões para o trimestre atual, superando a estimativa de Wall Street de US$ 104 bilhões.
O desempenho financeiro da Nvidia virou um termômetro da saúde do boom da infraestrutura de IA, já que seus semicondutores avançados são amplamente utilizados para treinar e executar modelos de startups de ponta, como Anthropic e OpenAI.
A receita de data centers, ligada ao principal negócio de chips de IA da empresa e maior responsável por seu crescimento, disparou 117% em relação ao ano anterior, chegando a US$ 89 bilhões.

O CEO Jensen Huang destacou o número crescente de empresas , para além da OpenAI, que vêm impulsionando a demanda por infraestrutura de IA. "Nesta mesma época do ano passado, um único laboratório liderava a expansão; hoje, vivemos uma era de ouro de novos laboratórios e startups de IA."
O lucro líquido subiu para US$ 59,7 bilhões, enquanto a margem bruta ficou em 75%. Mas a Nvidia afirmou esperar uma margem bruta de cerca de 74% no trimestre atual, ligeiramente abaixo dos 75% previstos pelos analistas.
A Nvidia, assim como outros gigantes da tecnologia , como a Apple, enfrenta custos mais altos decorrentes de uma escassez generalizada de chips de memória , provocada pela demanda de data centers.

Nesta quarta, a Nvidia informou que seus compromissos com fornecedores aumentaram de US$ 119 bilhões no trimestre anterior para US$ 279 bilhões, "principalmente em razão da aquisição de memória".
O balanço foi divulgado em um momento em que Huang enfrenta maior escrutínio dos investidores. Eles questionam o uso de uma parcela cada vez maior do patrimônio da Nvidia para ajudar clientes a financiar a construção de infraestrutura de IA, com garantias financeiras a projetos da OpenAI e de empresas menores de data centers conhecidas como neoclouds.
Huang também mobilizou capital externo. No início deste mês, a Nvidia afirmou estar trabalhando com um consórcio de Wall Street para montar um pacote inédito de financiamento de US$ 500 bilhões . A iniciativa poderá permitir que clientes acessem recursos de grupos como Apollo Global, KKR, Brookfield, BlackRock e Goldman Sachs.
Os lucros foram impulsionados por ganhos contábeis em seus investimentos em ações, incluindo uma participação na SpaceX, que abriu capital em junho. A Nvidia registrou ganhos líquidos de US$ 7,8 bilhões com títulos patrimoniais no trimestre.
A empresa, no entanto, continua praticamente excluída do mercado chinês por rigorosos controles de exportação dos Estados Unidos e por uma reação de Pequim contra seus produtos.
A fabricante de chips informou que, durante o trimestre, menos de 1% da receita obtida com seus chips Hopper de geração anterior —cuja venda no país asiático é permitida pelas regras de exportação dos EUA— veio de remessas para a China.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/vendas-da-nvidia-mais-que-dobram-com-boom-de-ia-alcancando-us-96-bilhoes.shtml.

Logo da Nvidia na sede da empresa em Santa Clara, na Califórnia - Benjamin Fanjoy - 26.ago.26/Getty Images via AFP · Benjamin Fanjoy - 26.ago.26/Getty Images via AFP — Foto: Folha de S.Paulo
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