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    Veja cronologia da guerra de decisões sobre o canal 'Exército do Lula'

    A campanha do presidente Lula ( PT ) à reeleição registrou nesta terça-feira (13) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o canal de WhatsApp "Exército do Lula", após o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, ter censurado pela segunda vez o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Leia mais (10/13/2026 - 17h40)

    Folha de S.Paulo
    13 de outubro de 2026 às 20:40
    Veja cronologia da guerra de decisões sobre o canal 'Exército do Lula'
    Homem de terno azul e gravata cinza fala diante de microfone, com fundo desfocado em tons de azul e verde. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A campanha do presidente Lula ( PT ) à reeleição registrou nesta terça-feira (13) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o canal de WhatsApp "Exército do Lula", após o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, ter censurado pela segunda vez o grupo criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques - Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters · Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters
    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques - Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters · Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na decisão, Kassio condicionou a volta ao funcionamento à comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral , entre outras exigências. Com a entrega das informações, o ministro entendeu que houve perda do objeto, ou seja, a ordem de derrubada deixou de fazer sentido. O canal foi liberado.

    As novas determinações foram mais um capítulo da guerra de decisões do tribunal eleitoral sobre o tema. O deputado federal criou o canal, que já passa de 4 milhões de seguidores.

    Veja a cronologia do que aconteceu até agora:

    Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno das eleições 2026
    Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno das eleições 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O "Exército do Lula" é criado no WhatsApp. Segundo Janones, o grupo servia mais para troca de ideias e tinha cerca de 50 mil pessoas até o primeiro turno.

    Após Lula terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro , Janones, reeleito deputado no mesmo dia, decide por conta própria transformar o canal em quartel-general virtual da militância petista. "Não vou mais ficar esperando a campanha, temos três semanas para virar a eleição", disse à Folha .

    O grupo ultrapassa os 2 milhões de membros e passa a concentrar "missões" para os integrantes. A cada hora, Janones divulga áudios pedindo que seguidores convidem mais três pessoas. Ele também convoca influenciadores e políticos com 500 mil seguidores ou mais para divulgar o canal.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo relatório que a área técnica do TSE divulgaria dias depois, mensagens publicadas no canal entre 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir dessa data.

    O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), admite Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) apresentada por Flávio contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Janones.

    A ação pede a cassação do registro ou diploma da chapa petista e a inelegibilidade dos responsáveis. Também pede a suspensão do canal e do perfil @janones.apoio, no Instagram.

    mapa da apuração 2024 - brasil - normal
    mapa da apuração 2024 - brasil - normal — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A campanha do PL acusa o deputado federal de coordenar a disseminação de desinformação e ataques contra Flávio e de usar recursos públicos para impulsionar conteúdos negativos. Segundo a ação, circulavam no canal fake news sobre Nossa Senhora Aparecida, ligação de Flávio com milícias, lavagem de dinheiro na franquia da Kopenhagen e cortes no INSS.

    O jurídico de Flávio, porém, não anexa atas notariais nem registros digitais que mostrem esse conteúdo no canal. Cueva dá 72 horas para que a campanha esclareça os pedidos e cinco dias para apresentar os arquivos originais citados na petição. O corregedor notifica os acusados para apresentarem defesa e nega o pedido de sigilo do processo.

    Em live no Instagram, Janones nega ter divulgado notícias falsas e diz que o canal ainda não havia começado a distribuir conteúdo. Segundo ele, a estreia estava marcada para aquele dia.

    Quarenta minutos depois do pedido de esclarecimentos de Cueva, a campanha de Flávio aciona Kassio diretamente e junta alguns documentos. Entre eles está uma lista de vídeos que Janones havia postado no Instagram e que a Meta derrubou. Nenhum anexo mostra esses conteúdos no canal de WhatsApp.

    Ainda assim, o presidente do TSE manda o WhatsApp suspender o canal até a homologação do resultado do segundo turno. Segundo Kassio, a estrutura servia para orientar seguidores a reproduzir conteúdos já considerados falsos pela Justiça Eleitoral.

    O ministro também determina que a Meta informe em 48 horas as medidas adotadas e se Janones administra outros canais. A empresa deveria ainda apresentar um relatório das mensagens publicadas, incluindo as apagadas.

    Em ato da esquerda na avenida Paulista, Lula diz estar "desconfiado do comportamento da corte eleitoral" . "Não é possível que um presidente [de tribunal] eleitoral não tenha um comportamento civilizado, republicano", afirma.

    Janones grava vídeo dizendo que "a censura já começou" e anuncia a criação de um canal no Instagram. A campanha de Flávio comemora a decisão como vitória contra a disseminação de notícias falsas.

    No início da tarde, o corregedor restabelece o canal até que o plenário do TSE analise o caso e pede julgamento urgente, preferencialmente em até 24 horas. Segundo Cueva, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes para justificar a suspensão. Ele mantém, porém, a ordem para que Janones não divulgue conteúdos que o TSE já tenha considerado ilícitos.

    O corregedor critica a manobra da campanha do PL para "escolher" o relator do pedido. "A eventual ilicitude de conteúdos específicos não se comunica, por presunção, à totalidade das manifestações veiculadas no mesmo espaço de comunicação", escreve. A campanha de Flávio diz que a decisão revela "complacência com a descarada disseminação de fake news".

    No mesmo dia, Kassio manda a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE investigar o conteúdo do canal.

    O relatório da assessoria afirma não ter localizado no canal, entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações listadas na ação de Flávio. O documento ressalva que as mensagens apagadas ou editadas criam uma lacuna na análise, que só pode ser suprida pelos registros guardados pela plataforma.

    A advogada da campanha de Flávio, Maria Claudia Bucchianneri, diz que não havia atas notariais das postagens devido ao volume de material e que caberia ao próprio TSE fazê-las. A campanha afirma que o apagamento de mensagens era uma estratégia para burlar o controle da plataforma e do tribunal.

    Na saída de uma missa no Palácio da Alvorada, Lula cobra Kassio. "O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política", diz. À noite, o canal já se aproxima de 4 milhões de seguidores.

    Com base no relatório técnico e em um dossiê da campanha de Flávio, o presidente do TSE suspende de novo o canal . O dossiê contabiliza 499 mensagens apagadas, três delas já classificadas pelo tribunal como fake news, e aponta que 219 mensagens foram apagadas em 18 minutos.

    Kassio diz ver "traços incontroversos" de que Janones atua em coordenação com a campanha presidencial, o que tornaria obrigatório o registro do canal. Segundo o ministro, a falta de registro basta, por si só, para justificar a suspensão temporária. Ele afirma que eventual responsabilização pode alcançar não só o administrador, mas também a coligação e os candidatos.

    Para o canal voltar ao ar, Kassio exige a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral. Também proíbe a veiculação de mensagens que já tenham sido alvo de ordem de remoção e veta orientações para apagar conteúdos.

    A campanha petista registra o "Exército do Lula" no TSE. Kassio diz a interlocutores que, com isso, o canal está liberado.

    O presidente do TSE entendeu pela perda do objeto do caso. Ou seja, a determinação de derrubada do canal não fazia mais sentido diante da entrega das informações. A liberação, no entanto, só ocorrerá após 48 horas do registro, seguindo o que define resolução do tribunal.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/veja-cronologia-da-guerra-de-decisoes-sobre-o-canal-exercito-do-lula.shtml.

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    O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques - Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters · Mateus Bonomi - 4.out.2026/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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