Veja como evoluiu a renda média do trabalho no seu e nos outros estados desde 2012
A renda média mensal do trabalho nas unidades da Federação, no segundo trimestre de 2026, variou de R$ 2.284 no Maranhão a R$ 6.171 no Distrito Federal.

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
A renda média mensal do trabalho nas unidades da Federação, no segundo trimestre de 2026, variou de R$ 2.284 no Maranhão a R$ 6.171 no Distrito Federal .

É o que mostram os dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De modo geral, a série histórica do levantamento, iniciado em 2012, sinaliza que o rendimento do trabalho vem de uma trajetória de recuperação nos últimos anos, embora não tenha eliminado as desigualdades regionais . Veja a evolução do indicador nos estados e no Distrito Federal desde 2012 no gráfico a seguir.
Conforme a Pnad, o Amazonas é a única unidade da Federação cuja renda média no segundo trimestre deste ano (R$ 2.771) permaneceu abaixo do patamar do início da série histórica, nos três meses iniciais de 2012 (R$ 2.914).

Os dados consideram o rendimento habitualmente recebido em todos os trabalhos em valores reais –ajustados pela inflação . Trata-se do indicador de renda que o IBGE costuma destacar nas divulgações da Pnad.
A média soma os recursos obtidos com o trabalho em um local e divide esse montante pelo número de profissionais ocupados.
Isso significa que a entrada no mercado de trabalhadores com salários mais elevados pode puxar a média para cima. Por outro lado, a abertura de vagas que pagam menos pode levar o indicador para baixo.

O estado de São Paulo , principal economia do país, tem a segunda maior renda do trabalho entre as unidades da Federação, atrás apenas do Distrito Federal.
No segundo trimestre de 2026, o rendimento médio paulista foi de R$ 4.447 por mês. É o quarto maior valor da série histórica de São Paulo.
Só fica atrás dos verificados no primeiro trimestre de 2026 (R$ 4.457), no quarto trimestre de 2025 (R$ 4.466) e no segundo trimestre de 2015 (R$ 4.487).
O Distrito Federal tradicionalmente lidera o ranking das unidades da Federação. Conforme economistas, a explicação está associada à presença de cargos da elite do funcionalismo público em Brasília.
"O Distrito Federal historicamente tem um nível salarial muito alto porque as carreiras de Estado que pagam mais estão lá", diz o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).
Por outro lado, o menor dinamismo econômico visto ao longo de décadas no Norte e no Nordeste é apontado por analistas como um dos motivos para a renda mais baixa nessas regiões.
Além do Maranhão (R$ 2.284), outros quatro estados mostraram rendimento inferior a R$ 2.600 por mês no segundo trimestre. Foram os casos de Piauí (R$ 2.547), Bahia (R$ 2.563), Alagoas (R$ 2.578) e Pará (R$ 2.593).
"O mercado de trabalho do Norte e do Nordeste é muito informal. Isso joga a renda para baixo", diz o economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence.
"Se você pegar um mercado que tem mais indústria, que tem mais infraestrutura, vai ver essa renda mais para cima", acrescenta.
Em termos de variação proporcional, Paraíba (40,7%), Rondônia (38,2%) e Piauí (33,6%) tiveram as maiores altas no rendimento ao longo da série histórica.
Esse recorte compara o segundo trimestre de 2026 com o primeiro de 2012. Amazonas teve a única baixa (-4,9%).
As diferenças também aparecem em recortes como o das capitais. No segundo trimestre de 2026, o rendimento médio do trabalho foi de R$ 6.962 em Florianópolis . É o maior nível desses municípios.
As outras capitais da região Sul vieram na sequência: Porto Alegre (R$ 6.660) e Curitiba (R$ 6.347).
Maceió (R$ 3.276), por outro lado, mostrou o menor valor. Manaus (R$ 3.281) e São Luís (R$ 3.291) foram as outras duas capitais com níveis abaixo de R$ 3.300.
Na média do Brasil, a renda do trabalho foi de R$ 3.738 por mês de abril a junho .
O indicador ficou 1,5% abaixo do recorde da série histórica, registrado nos três meses anteriores (R$ 3.795).
Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
De 2ª a 6ª pela manhã, receba o boletim gratuito com notícias e análises de economia
Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/08/veja-como-evoluiu-a-renda-media-do-trabalho-no-seu-e-nos-outros-estados-desde-2012.shtml.

Pessoa segura cédulas de real, incluindo notas de R$ 5 e R$ 2 - Gabriel Cabral - 4.out.23/Folhapress · Gabriel Cabral - 4.out.23/Folhapress — Foto: UOL
Compartilhe
Espalhe essa notícia

