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    Veja como candidatos ao Senado se posicionam sobre impeachment de ministros do STF

    Crise institucional que atingiu Supremo pautou declarações dos postulantes mais competitivos ao Legislativo

    UOL
    30 de setembro de 2026 às 08:00
    Veja como candidatos ao Senado se posicionam sobre impeachment de ministros do STF
    Cinco homens sentados em bancada de tribunal com microfones e documentos. Bandeira do Brasil ao fundo em parede de pedra clara com nichos. Ambiente formal e institucional. — Foto: UOL

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    A grave crise institucional que atingiu o STF (Supremo Tribunal Federal) no início do mês trouxe à tona discussões sobre a abertura de processos de impeachment contra ministros de tribunais superiores .

    Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Edson Fachin - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress
    Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Edson Fachin - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: UOL · Fonte: UOL

    O caminho, segundo a legislação brasileira, é pelo Senado Federal . Parte dos candidatos à Casa fizeram declarações nas últimas semanas sobre se são favoráveis ou contrários à retirada de magistrados do Supremo do cargo.

    A Folha mapeou a opinião dos postulantes líderes nas pesquisas de intenção de voto dos institutos Datafolha e Quaest de cada estado, organizados por região.

    No Sudeste, 28 dos 39 candidatos mais competitivos ao Senado defendem o impeachment de ministros do Supremo; quatro são contrários e outros três não se posicionaram. Há ainda quatro candidatos que não se posicionaram abertamente sobre o impeachment, mas se mostraram favoráveis a medidas como reformas no Judiciário e mandatos para ministros.

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    Foto: UOL · Fonte: UOL

    Em São Paulo, cinco dos seis candidatos mais competitivos defendem o impeachment de ministros do STF: André do Prado (PL), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos).

    Marina Silva é a única candidata do campo progressista no estado favorável à medida. Ela afirmou, durante o debate ao Senado promovido pela Folha/UOL, na última segunda (21), que é a favor da cassação do mandato quando comprovado crime de responsabilidade.

    "Se o Senado pode aprovar [o nome do ministro], pode também cassar. Em todo ou qualquer caso de crime de responsabilidade, eu sou favorável que se abra o processo e, comprovadas as acusações, pela cassação."

    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília
    TSE faz demonstração de como votar na urna eletrônica na Rodoviária de Brasília — Foto: UOL · Fonte: UOL

    Simone Tebet (PSB) foi a única a não endossar a proposta abertamente. Ela criticou o uso político do impeachment por discordâncias de decisões do Supremo, mas tampouco se disse contrária ao procedimento, desde que ocorra dentro da legalidade.

    No debate da Folha/UOL, Tebet defendeu uma reforma no Judiciário, com mandatos de até 12 anos, idade mínima de 50 anos e restrição das decisões monocráticas, além da paridade de gênero e cota racial para a composição da corte.

    Pelo Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos) disse que o impeachment de ministros do Supremo não é prioridade da campanha. Em debate promovido pelo portal G1, o candidato defendeu que os magistrados sejam submetidos a uma nova sabatina no Senado a cada quatro anos. A proposta foi apresentada por Crivella em 2005, quando era senador, mas o texto foi rejeitado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Ele promete reapresentar a proposta, se eleito.

    Dos 29 concorrentes à Casa-Alta no Centro-Oeste, 21 se declararam favoráveis ao impeachment de magistrados, ante três contrários. Não foram encontrados posicionamentos públicos de dois candidatos, e outros três defenderam que ministros sejam investigados.

    Entre os que se posicionaram contra, está a senadora Soraya Thronicke (PSB), que tenta a reeleição pelo Mato Grosso do Sul. A senadora Leila do Vôlei (PDT-DF) também era contrária à medida, mas assinou recentemente um pedido de impeachment contra Moraes, protocolado pelo senador Alessandro Vieira (PSB-SE).

    No Sul, dos 23 candidatos mais bem posicionados, 18 defendem o impeachment de ministros do STF, 4 são contrários e um não apresentou posicionamento público localizado. O apoio à medida, portanto, predomina nos três estados da região, embora alguns candidatos condicionem o afastamento à comprovação de crimes ou irregularidades.

    No Paraná, seis dos sete candidatos são favoráveis, enquanto Dr. Rosinha ( PT ) é o único contrário.

    No Rio Grande do Sul, seis defendem o impeachment; Manuela D’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) são contrários, e não foi localizado posicionamento de Regis Ethur.

    Em Santa Catarina, seis dos sete candidatos apoiam a medida. Afrânio Boppré (PSOL) é o único contrário, enquanto Décio Lima (PT) adota uma posição condicionada: admite o impeachment caso sejam comprovadas irregularidades envolvendo ministros do Supremo.

    Já nos nove estados do Nordeste, dos 42 mais competitivos, 17 são favoráveis ao impeachment de ministros, e sete são contrários. Declarações públicas de dez candidatos não foram encontradas, e oito evitaram se posicionar abertamente.

    Entre os favoráveis, o cearense Capitão Wagner (União) fala em "moralizar" o STF. "Como confiar na Justiça se temos na Suprema Corte do país ministros atolados até o pescoço nessa lama de imoralidade?", afirmou em peça eleitoral publicada no Instagram.

    O senador Jaques Wagner (PT-BA), que busca a reeleição e é investigado no caso Master, é contrário ao impeachment de ministros e criticou a influência do debate sobre a corte na disputa eleitoral.

    "Ficou claro que está havendo contaminação eleitoral na decisão de alguns ministros daquela corte. Por mim, parava. Deixa o povo escolher e, depois das eleições , vão lá debater esse tema", afirmou em sabatina à Rádio Metrópole, em Salvador.

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    Na região Norte, o apoio ao impeachment de ministros do STF aparece de forma relevante, mas varia bastante entre os estados. Dos 74 nomes levantados, 32 defenderam o impeachment ou admitiram apoiá-lo em determinadas condições, enquanto 26 se posicionaram contra; em outros 16 casos não há registro conclusivo ou a informação permanece em aberto.

    O apoio é mais frequente em Roraima, onde oito candidatos se manifestaram favoravelmente. Em Rondônia e Tocantins, foram identificados seis apoios em cada estado.

    No Pará, por outro lado, predominam posições contrárias, com sete candidatos contra e três a favor. No Amapá, um candidato aparece como favorável, enquanto outros quatro são contrários. No Acre, há cinco manifestações favoráveis, e no Amazonas, três. Durante debate na imprensa local, a candidata pelo Acre Mara Rocha (Republicanos) prometeu tirar Moraes do STF. "Em 2027, nós tiramos ele", disse.

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    Publicado originalmente por UOL. Leia a matéria completa em https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/09/veja-como-candidatos-ao-senado-se-posicionam-sobre-impeachment-de-ministros-do-stf.shtml.

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    Sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Edson Fachin - Pedro Ladeira/Folhapress · Pedro Ladeira/Folhapress — Foto: UOL

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