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    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS

    Operação usa equipamento capaz de identificar sinais e dados de celulares dentro das unidades prisionais

    Metrópoles
    18 de setembro de 2026 às 19:35
    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS
    Foto: Metrópoles

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) , por meio da Polícia Penal Federal (PPF) e da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), deflagrou a Operação Modo Avião em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul (MS). Somente em setembro, foram realizadas sete fases da operação no estado.

    A ação, que ocorre em parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen/MS), utiliza equipamentos de revista eletrônica para identificar sinais de radiocomunicação e localizar dispositivos eletrônicos usados de forma ilícita dentro dos presídios.

    O equipamento empregado nas varreduras permite detectar sinais de comunicação e identificar dados técnicos dos aparelhos, como o IMSI, código numérico armazenado no chip telefônico, e o IMEI, código usado para identificar o aparelho celular.

    Divulgação/MJSP
    Divulgação/MJSP — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As informações obtidas nas ações são utilizadas para elaborar diagnósticos técnicos das unidades prisionais e orientar medidas de segurança, com o objetivo de interromper comunicações consideradas ilícitas no ambiente carcerário.

    Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras.

    Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o uso de tecnologia e inteligência permite identificar vulnerabilidades e direcionar as equipes responsáveis pelas revistas e demais procedimentos de controle nas unidades.

    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS
    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    “A Operação Modo Avião é mais uma ferramenta que temos para ampliar nossa capacidade de identificar vulnerabilidades e agir de forma preventiva. O trabalho de inteligência permite direcionar as equipes e fortalecer as revistas e demais procedimentos de controle dentro das unidades”, pontuou.

    Operação usa equipamento capaz de identificar sinais e dados de celulares dentro das unidades prisionais

    Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras

    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS - destaque galeria
    Varredura eletrônica: MJ rastreia celulares infiltrados em presídios de MS - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    As ações fazem parte de uma estratégia nacional voltada ao reforço da segurança de 138 unidades prisionais consideradas estratégicas. Desde maio de 2026, quando a iniciativa começou, foram realizadas 156 operações em 13 unidades da Federação.

    A ampliação das ações ocorre com a disponibilização de equipamentos especializados para identificar e localizar dispositivos eletrônicos utilizados em comunicações ilícitas dentro dos estabelecimentos prisionais.

    A escolha das unidades é feita com base em critérios técnicos, como grau de vulnerabilidade e relevância estratégica dos custodiados.

     Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras
    Após a detecção dos sinais, a Operação Mute atua na localização e retirada dos aparelhos identificados durante as varreduras — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Segundo o diretor de Inteligência Penal da Senappen, Glautter Morais, a intenção é ampliar as operações para todo o país. “O nosso objetivo é levar as operações para todo o país, fortalecendo a presença do Estado e interrompendo, de forma definitiva, a cadeia criminosa que tenta atuar a partir do ambiente prisional”, destacou. Operações complementares As operações Modo Avião e Mute atuam de forma complementar. Enquanto a primeira é voltada à detecção e neutralização de sinais de radiocomunicação, a segunda realiza revistas e ações de inteligência para localizar e apreender celulares e outros materiais ilícitos.

    A estratégia busca interromper comunicações consideradas criminosas a partir das unidades prisionais e reforçar o controle do sistema penitenciário.

    Das 138 unidades prisionais consideradas estratégicas em todo o país, 45 estão na Região Nordeste. O Sudeste concentra 38, seguido pelo Norte, com 23; Sul, com 17; e Centro-Oeste, com 15.

    Segundo a Senappen, os estabelecimentos foram selecionados a partir de análises técnicas e critérios de inteligência penal, levando em consideração a relevância das unidades para o reforço da segurança penitenciária e o enfrentamento ao crime organizado.

    As unidades prisionais de Mato Grosso do Sul que receberam as operações integram o programa Brasil Contra o Crime Organizado, no âmbito do Padrão Segurança Máxima coordenado pela Senappen.

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/varredura-eletronica-mj-rastreia-celulares-infiltrados-em-presidios-de-ms.

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