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    Vantagem de Flávio nas pesquisas antecipa disputa dentro da campanha por nome para Fazenda

    A vantagem de Flávio Bolsonaro ( PL ) nas pesquisas eleitorais para o segundo turno das eleições presidenciais antecipou o confronto entre familiares, apoiadores e colaboradores da campanha do senador do PL em torno da escolha do nome para comandar o Ministério da Fazenda num eventual governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia mais (10/10/2026 - 23h00)

    Folha de S.Paulo
    11 de outubro de 2026 às 02:00
    Vantagem de Flávio nas pesquisas antecipa disputa dentro da campanha por nome para Fazenda
    Homem de camisa branca e paletó preto ergue o punho direito em gesto de comemoração ou saudação, cercado por outras pessoas em ambiente escuro. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A vantagem de Flávio Bolsonaro ( PL ) nas pesquisas eleitorais para o segundo turno das eleições presidenciais antecipou o confronto entre familiares, apoiadores e colaboradores da campanha do senador do PL em torno da escolha do nome para comandar o Ministério da Fazenda num eventual governo do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Flávio Bolsonaro veste um broche de tesoura para simbolizar o "tesouraço", uma promessa de campanha, durante evento para anunciar Alfredo Gaspar, do PL, como vice. - Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress · Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress
    Flávio Bolsonaro veste um broche de tesoura para simbolizar o "tesouraço", uma promessa de campanha, durante evento para anunciar Alfredo Gaspar, do PL, como vice. - Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress · Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A disputa ocorre num momento de maior pressão da campanha após a ofensiva do governo Lula (PT) contra a sinalização dada pela campanha de Flávio de um corte de R$ 200 bilhões de despesas —cerca de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

    Os movimentos para influenciar a escolha ganharam contornos mais claros na última semana, depois que Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito para o governo de São Paulo com 62,65% dos votos. Ele agora está visivelmente atuando para promover a campanha de Flávio, após divergências com a família Bolsonaro, que reclamou do que seria uma falta de empenho do governador pelo presidenciável no primeiro turno.

    O "efeito Tarcísio" colocou em cena o nome do economista e ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto para o comando da pasta de maior poder da Esplanada dos Ministérios. Campos Neto contaria com apoio do governador de São Paulo. No mercado financeiro, o nome dele também começou a circular.

    Este é o senador Rogério Marinho
    Este é o senador Rogério Marinho — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na terça-feira (6), Flávio Bolsonaro e o governador desembarcaram juntos no Terminal Executivo do Aeroporto de Brasília, depois que Tarcísio acompanhou o senador a Goiânia em um encontro para formalizar o apoio do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à candidatura no segundo turno.

    Tarcísio também atuou para alinhar o apoio do seu partido, o Republicanos, e também do União Brasil, PP e Podemos à campanha de Flávio Bolsonaro.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Campos Neto nunca escondeu a amizade com Tarcísio, construída em Brasília, nos anos em que os dois trabalharam juntos no governo Jair Bolsonaro. A amigos o executivo tem dito que está focado na estratégia de expansão internacional do Nubank , onde ocupa o cargo de vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas.

    Procurados, Tarcísio e Campos Neto não comentaram.

    A interlocutores o governador tem dito que vai contribuir naquilo que for consultado, mas que não vai apresentar nomes, pois o foco é ganhar a eleição agora.

    chamada senadores eleitos 2026
    chamada senadores eleitos 2026 — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Do outro lado da disputa, está o apoio de Eduardo Bolsonaro a Marcelo Kayath , sócio da gestora QMS Capital e que ocupou posições de alta liderança no Credit Suisse.

    Eduardo teve papel fundamental na escolha feita por Jair Bolsonaro por Flávio para concorrer à Presidência, enfrentando a preferência da Faria Lima e de empresários ligados ao bolsonarismo que preferiam Tarcísio. Por isso, aliados avaliam que Eduardo terá peso na decisão do nome para o Ministério da Fazenda, caso Flávio confirme nas urnas o seu favoritismo.

    Mesmo fora do núcleo da equipe econômica de campanha, Kayath fez a aproximação de Flávio com banqueiros e empresários, e tem falado com desenvoltura sobre o ajuste fiscal necessário para botar as contas públicas numa trajetória de estabilidade para os juros caírem, além de planos para o Brasil crescer.

    O financista, no entanto, já começou a sofrer "fritura" nas frentes bolsonaristas. Como mostrou a Folha , ele causa estranhamento, e até insatisfação, entre apoiadores de Flávio. O desconforto vem do histórico e da postura atual do ex-banqueiro. No passado, Kayath já apoiou o presidente Lulae fez críticas à gestão do ex-ministro Paulo Guedes e sua equipe, quando à frente do Ministério da Economia.

    No meio da disputa está Daniella Marques , que é oficialmente a porta-voz econômica, mas está mais cotada a assumir um superministério da área social. Ela já vinha colaborando com a equipe de Flávio, mas em junho decidiu se afastar de suas funções na Legends Capital para se dedicar integralmente à campanha, assumindo a coordenação do plano de governo.

    O novo papel deu protagonismo a ela, que ampliou as aparições públicas e ganhou seguidores nas redes sociais. Na avaliação de aliados de Marques, junto com essa projeção, vieram os "haters" e fogo-amigo de dentro da campanha bolsonarista.

    Daniella é amiga de Campos Neto e vice dele no conselho econômico da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) . Segundo pessoas ligadas à campanha, ela teria preferência por Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America, outro nome que aparece na bolsa de apostas, assim como o de Mansueto Almeida —hoje economista-chefe do BTG Pactual. Mansueto tem dito a amigos que não tem interesse em voltar ao governo, após passar pelo Tesouro nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro.

    Procurada, Marques afirmou que seu foco é eleger Flávio Bolsonaro. "Todo nosso tempo e esforço é dedicado a eventos diários da campanha conversando com os brasileiros sobre as propostas e combatendo a rede criminosa de fake news da esquerda", disse. "Não aceito que usem minhas relações pessoais para especular sobre articulações que simplesmente não existem."

    Correndo por fora da disputa está o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, que coordena o núcleo econômico da campanha. Ele é próximo de Jair Bolsonaro e de Carlos Bolsonaro, o outro irmão de Flávio. Sachsida é cotado para um ministério de infraestrutura ou mesmo Planejamento num eventual governo Flávio. Ele gosta de se colocar em vídeos postados nas redes como o nome econômico da campanha.

    Em meio à disputa aberta, Flávio está se equilibrando e não tem falado abertamente sobre nomes. Ninguém duvida na campanha, no entanto, de que Jair Bolsonaro terá o peso mais forte na decisão.

    Um aliado próximo a Flávio não descarta, inclusive, que ele possa escolher o senador Rogério Marinho (PL-RN) para a vaga da Fazenda, surpreendendo a todos, a depender das negociações para o Senado, que dependem do avanço do avanço da candidatura de reeleição de Davi Alcolumbre para a presidência.

    Na disputa pelo comando do Senado está também a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que era a "vice dos sonhos" de Flávio e que não pôde entrar na campanha por uma decisão do seu partido.

    Se não construir a sua candidatura ao Senado, Tereza é cotada para o Ministério das Relações Exteriores. A senadora é amiga de Campos Neto. No início da campanha, quando ela estava discutindo a vaga para ser vice, Tereza chegou a ter uma conversa informal com Flávio sobre nomes para a equipe e defendeu Campos Neto para a Fazenda.

    Críticos de Tarcísio e de Campos Neto apontam que a atuação do ex-presidente do BC no caso Master poderia trazer problemas para Flávio no futuro. Por outro lado, amigos do ex-presidente do BC citam que ele tem um compromisso com o Nubank e que está fazendo um trabalho decisivo para a expansão da instituição financeira fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos, o que também lhe afastaria de Brasília.

    Adolfo Sachsida Foi ministro de Minas e Energia no governo Jair Bolsonaro. É próximo de Jair e de Carlos Bolsonaro. Também é cotado para uma pasta de infraestrutura ou para o Planejamento.

    Alexandre Bettamio Executivo do Bank of America. Seria o preferido de Daniella Marques, coordenadora do plano de governo.

    Daniella Marques Porta-voz econômica. Foi presidente da Caixa no governo Jair Bolsonaro. Também é cotada para um superministério da área social.

    Marcelo Kayath Sócio da gestora QMS Capital, ocupou cargos de alta liderança no Credit Suisse. É apoiado por Eduardo Bolsonaro.

    Roberto Campos Neto Vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank, presidiu o Banco Central entre 2019 e 2024. Tem o apoio de Tarcísio de Freitas.

    Rogério Marinho Senador (PL-RN), foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo Jair Bolsonaro. É apontado como possível escolha surpresa.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/10/vantagem-de-flavio-nas-pesquisas-antecipa-disputa-dentro-da-campanha-por-nome-para-fazenda.shtml.

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    Flávio Bolsonaro veste um broche de tesoura para simbolizar o "tesouraço", uma promessa de campanha, durante evento para anunciar Alfredo Gaspar, do PL, como vice. - Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress · Gabriela Biló - 5.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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