VALE3 testa região decisiva: o que pode definir os próximos passos da ação
Composição visual sobre a Vale combina operação de mineração, minério de ferro, identidade visual da companhia e elementos de análise de mercado, como gráficos e indicadores financeiros. Imagem gerada com IA. " data-image-caption=" Imagem ilustrativa reúne mineração, minério de ferro e gráficos de mercado em referência ao desempenho das ações da Vale (VALE3). Imagem gerada com IA. " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/10/vale-03.jpg?fit=1280%2C720&quality=70&strip=all" />Papel chegou a perder nível apontado pela XP durante o pregão; minério físico segue pressi

Composição visual sobre a Vale combina operação de mineração, minério de ferro, identidade visual da companhia e elementos de análise de mercado, como gráficos e indicadores financeiros. Imagem gerada com IA.
Imagem ilustrativa reúne mineração, minério de ferro e gráficos de mercado em referência ao desempenho das ações da Vale (VALE3). Imagem gerada com IA.
As ações da Vale ( VALE3 ) voltaram a testar uma região importante do gráfico nesta quinta-feira (1º), em um pregão sem negociação de minério de ferro na China por causa do feriado da Golden Week.

Às 13h57, VALE3 recuava 0,70%, a R$ 69,42, ante queda de 0,24% do Ibovespa, aos 185.901 pontos. A ação abriu a R$ 69,57, marcou máxima de R$ 69,75 e chegou a R$ 68,67 na mínima.
O movimento levou as ações da Vale abaixo dos R$ 69,29 durante a sessão, nível apontado pela análise técnica da XP como referência para a retomada do sinal de baixa. O papel voltou posteriormente a negociar acima desse patamar.
VALE3 acumula queda de 1,14% no ano e de 1,91% na semana. A ação já havia apagado os ganhos acumulados em 2026 após a queda de setembro .

Segundo Gilberto Coelho, analista técnico da XP, VALE3 permanece em tendência de baixa pelas médias móveis de 21 e 200 dias, embora comece a apresentar sinais de possíveis repiques.
O IFR ( Índice de Força Relativa , indicador que mede a intensidade dos movimentos de preço) está em região de sobrevenda. Para Coelho, a ação precisaria superar R$ 70,88 para emitir sinal de repique altista, com resistências seguintes em R$ 81,99 e R$ 89,83.
Na direção oposta, a perda de R$ 69,29 traria novamente o sinal de baixa, com projeções para R$ 65,36 e R$ 61,44.

Nesta quinta-feira, VALE3 chegou a R$ 68,67, abaixo dessa referência, mas recuperou posteriormente os R$ 69,29. A análise da XP considera o fechamento da sessão de quarta-feira (30).
A região dos R$ 70 já vinha ganhando importância para o papel. No início da semana, VALE3 chegou a negociar abaixo desse patamar pela primeira vez no ano .
O mercado chinês está fechado durante a Golden Week, entre 1º e 7 de outubro. Por isso, não há nova formação de preço nesta quinta-feira nos contratos futuros de minério negociados na Bolsa de Commodities de Dalian.

Assim, a ação da Vale acompanhava o movimento das mineradoras no exterior, sem a referência do mercado chinês.
No mercado físico, o IODEX da Platts — índice usado como referência internacional para o minério de ferro de 62% Fe negociado no mercado marítimo — encerrou 30 de setembro em US$ 92,85 por tonelada seca, queda de US$ 0,30 no dia.
O termo 62% Fe indica que o produto de referência possui aproximadamente 62% de teor de ferro. Já a tonelada seca exclui o efeito da umidade na comparação entre os preços.

Segundo dados da Platts reunidos pelo Bradesco BBI, a negociação perdeu força antes do feriado chinês, com a recomposição de estoques das siderúrgicas já encerrada e cortes na produção de aço limitando as compras de minério.
A Vale elevou os prêmios de suas pelotas de minério de ferro para o quarto trimestre, segundo dados da Platts citados em relatório do Bradesco BBI.
O prêmio das pelotas DR (direct reduction, ou redução direta) passou para US$ 58 por tonelada, alta de US$ 8 ante o terceiro trimestre. Nas pelotas BF (blast furnace, ou alto-forno), o prêmio subiu de US$ 40 para US$ 48 por tonelada.

Os prêmios são calculados sobre um índice de finos de minério de 65% Fe e podem incorporar ajustes de frete e condições contratuais. O BBI avalia que os valores maiores tendem a favorecer a rentabilidade da divisão de pelotas da companhia.
Segundo dados compilados pelo BBI, o minério de 65% Fe aparecia a US$ 107 por tonelada, ante US$ 95 no minério de 62% Fe, refletindo o prêmio pago por produtos de maior teor.
A faixa atual da commodity também se aproxima de uma região relevante na estrutura global de custos do setor.
Na curva usada pelo UBS, cerca de 90% da oferta mundial está posicionada abaixo de aproximadamente US$ 92 por tonelada para o minério de 61% Fe. Os cerca de 10% de produtores de maior custo ficam acima desse nível.
Isso significa que, à medida que o minério se aproxima dessa região, aumenta a pressão sobre operações menos competitivas.
Com o minério no mercado à vista perto de US$ 95 por tonelada, o UBS estima que entre 100 milhões e 150 milhões de toneladas da oferta global estejam próximas do ponto em que receitas e custos se equilibram ou já apresentem geração de caixa negativa.
O banco projeta o minério de 62% Fe entregue na China em US$ 95 por tonelada em 2027 e US$ 92 em 2028. No longo prazo, elevou sua estimativa para US$ 93 por tonelada, neste caso para minério de 61% Fe entregue na China, em valores reais de 2026.
Para a Vale, o UBS mantém recomendação Neutra e reduziu recentemente o preço-alvo de VALE3 de R$ 85 para R$ 77, principalmente por premissas mais altas para frete e menores embarques no curto prazo.
O peso do transporte nas contas da mineradora já vinha ganhando atenção, especialmente após a alta recente dos fretes marítimos .
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Foto: InfoMoney
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