Vale a pena investir no ouro depois da forte valorização?
Alta do metal foi impulsionada por incertezas geopolíticas e pode ser alternativa de proteção da carteira

O ouro teve uma forte valorização nos últimos meses , impulsionada principalmente pelo aumento das incertezas econômicas e geopolíticas.
Esse movimento chamou a atenção dos investidores e levantou uma dúvida: depois de uma alta tão expressiva, o metal ainda pode ser uma alternativa interessante para a carteira?
Para Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, a valorização foi especialmente forte no início do ano. Segundo ele, o contexto esteve relacionado ao aumento das incertezas em torno da inflação americana e, posteriormente, aos conflitos geopolíticos.

Após a alta acelerada, veio também um movimento de realização de lucros. Depois de uma valorização expressiva, investidores podem vender parte de suas posições para realizar os ganhos, pressionando o preço do ativo para baixo.
O movimento serve também como um alerta para quem olha para a valorização recente e pensa em investir apenas porque o ativo está subindo.
“Quem entrou no momento de maior alta, em um movimento de especulação, acabou perdendo dinheiro. Por isso, é importante não entrar nesses momentos de especulação”, afirma.

Apesar das oscilações, o ouro pode cumprir uma função diferente de outros investimentos dentro de uma carteira.
“O ouro é um ativo de proteção. Ele ajuda a proteger contra a inflação e a desvalorização de moedas, além de ser uma alternativa em momentos de conflito e queda da bolsa”, explica o apresentador.
Por esse motivo, a ideia não é necessariamente concentrar uma parcela relevante do patrimônio no metal, mas utilizar o ouro como parte da diversificação da carteira. Uma pequena exposição pode fazer sentido justamente por sua função de proteção.

Uma das formas mais simples de investir em ouro é por meio dos ETFs, fundos negociados em bolsa que permitem acompanhar o desempenho do metal sem a necessidade de comprar ou armazenar ouro físico.
“O ETF é a forma mais fácil, simples, rápida e segura de você investir em ouro. Os produtos estão disponíveis na B3 e podem ser acessados por meio de uma corretora”, afirma.
Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, também destaca essa alternativa. Entre as opções negociadas na B3 estão o GOLD11, que busca acompanhar o desempenho do ouro físico, e o BIAU39, que replica um ETF internacional.

Embora os dois produtos permitam exposição ao ouro por meio da bolsa, suas estruturas são diferentes. Por isso, antes de investir, é importante entender o que cada ETF acompanha, seus custos e os riscos envolvidos, recomenda Marilia.
A escolha também deve levar em consideração o perfil de risco e os objetivos de cada investidor. De acordo com Pascowitch, o ouro pode fazer sentido como uma exposição de longo prazo justamente por sua função de proteção.
Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, Thiago Godoy, o “Papai Financeiro” e Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.


Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/economia/investimentos/vale-a-pena-investir-no-ouro-depois-da-forte-valorizacao/.

• Imagem gerada por IA · • Imagem gerada por IA — Foto: CNN Brasil
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