Vai proteger a carteira nas eleições? Confira a volatilidade implícita das opções
Matheus Medeiros, o Madruga, analista da Nomos – Expert XP 2026. Imagem Bruno Nadai " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Matheus-Medeiros-o-Madruga-Expert-XP-2026.-Imagem-Bruno-Nadai.jpeg?fit=910%2C680&quality=70&strip=all" />Proteger a carteira sem observar o preço das opções pode reduzir os ganhos e encarecer a estratégia The post Vai proteger a carteira nas eleições? Confira a volatilidade implícita das opções appeared first on InfoMoney .

Matheus Medeiros, o Madruga, analista da Nomos – Expert XP 2026. Imagem Bruno Nadai
Proteger a carteira contra a volatilidade das eleições pode parecer uma decisão óbvia, mas contratar essa defesa sem avaliar seu custo pode limitar os ganhos e tornar a proteção menos eficiente. Antes de comprar puts , o investidor precisa observar a volatilidade implícita para entender as expectativas do mercado e verificar se as opções já ficaram caras.
Segundo Mateus Medeiros , o Madruga , analista da Nomos, a volatilidade implícita pode orientar a decisão de proteger ou não a carteira e aponta o nível de 40% como zona de atenção.

Enquanto as ações à vista refletem o momento atual do mercado, as opções incorporam expectativas sobre os próximos movimentos. Dessa maneira, a volatilidade implícita oferece uma referência para avaliar o risco ao contratar proteção para o período eleitoral. “As opções vão te dar uma probabilidade do movimento futuro”, explica.
Quem mantém ações deve acompanhar as opções de venda. A put pode amortecer perdas nas quedas, mas a volatilidade implícita revela a demanda e o custo da proteção. “Você quer proteger a sua carteira? Primeiramente, veja se as puts , que são a opção de venda, que vão proteger a sua carteira caso o mercado caia, se elas estão com a volatilidade implícita alta”, orienta.
Portanto, a proximidade das eleições não justifica proteção automática. O investidor deve acompanhar a volatilidade implícita e os preços das puts , que são opções de venda, e das calls , que são opções de compra.

“Então, primeiramente, o que você tem que fazer antes das eleições, agora quando estiver chegando mais perto, é acompanhar a volatilidade implícita e acompanhar como vai estar o preço, seja para call , seja para put ”, afirma.
Além disso, a decisão deve considerar se os grandes participantes procuram defesa contra queda ou exposição direcional. Essa diferença ajuda a definir o tamanho do hedge e evita que a proteção reduza desnecessariamente o potencial de valorização.
“Se eles estão olhando por um direcional, não tem por que você proteger 100% do seu capital”, sustenta.
A volatilidade implícita reflete as expectativas incorporadas aos preços das opções e a intensidade dos movimentos esperados pelo mercado. “Porém, quando a gente fala de volatilidade implícita, por ser uma palavra difícil, a gente acha que é algo muito difícil, mas a gente pode traduzir que a volatilidade implícita nada mais é do que uma expectativa do mercado de estar precificando aquilo”, explica.
Para explicar o conceito, Madruga compara a dinâmica a um ingresso de futebol: a procura encarece o bilhete, embora o placar permaneça desconhecido. A mesma lógica ajuda a entender o preço da opção.
“Quando a gente tem muita procura por um jogo, automaticamente o valor daquele ingresso aumenta, mas ninguém sabe quanto será o final do placar”, ilustra.
Acima de determinado patamar, entretanto, o custo exige maior atenção. O percentual não representa a valorização da opção, mas a oscilação esperada incorporada ao contrato.
Madruga utiliza 40% de volatilidade implícita como referência, pois esse nível indicaria que a demanda já pressiona o preço da opção. “Acima de 40%, a gente já entende que essa opção já está cara e começando a ficar mais cara”, alerta.
Por outro lado, a volatilidade implícita não deve ser observada apenas nas puts . Como o indicador aparece nas opções de venda e de compra, a comparação entre os lados ajuda a investigar o posicionamento do mercado antes de decidir pelo hedge. “Seja a call ou a put . A volatilidade implícita, ela bate para esses dois cenários”, ressalta.
Além disso, o analista observa como a volatilidade se distribui entre diferentes preços de exercício. Embora cada contrato tenha características próprias, os strikes ampliam a percepção sobre os níveis acompanhados pelos participantes mais capitalizados.
“A volatilidade implícita, ela vai bater em cada opção de strike, mas ela acaba pegando o mercado como um todo”, explica.
Por fim, calls, puts e strikes ajudam a transformar as opções em um mapa das expectativas do mercado antes da decisão de proteção.
“Então, quando a gente entende que o que está acontecendo no mercado à vista é algo que já está precificado, as opções não são só para você operar, mas sim pra você ter como um mapa de como o mercado está olhando os movimentos futuros”, destaca.
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Publicado originalmente por InfoMoney. Leia a matéria completa em https://www.infomoney.com.br/mercados/vai-proteger-carteira-nas-eleicoes-confira-volatilidade-implicita-das-opcoes/.

Foto: InfoMoney
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