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    Vacinação contra sarampo em SP tem alta adesão, filas em UBSs e faltas pontuais do imunizante

    A campanha de vacinação contra o sarampo na cidade de São Paulo registra alta procura, segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde ). A demanda gerou filas em unidades de saúde nesta sexta-feira (7) e faltas pontuais de doses em alguns postos, segundo a pasta. Leia mais (08/07/2026 - 17h46)

    Folha de S.Paulo
    7 de agosto de 2026 às 20:46
    Vacinação contra sarampo em SP tem alta adesão, filas em UBSs e faltas pontuais do imunizante
    Início da campanha de vacinação contra o sarampo em São Paulo - Rubens Cavallari - 3.ago.26/Folhapress · Rubens Cavallari - 3.ago.26/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo

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    A campanha de vacinação contra o sarampo na cidade de São Paulo registra alta procura, segundo a SMS (Secretaria Municipal da Saúde ). A demanda gerou filas em unidades de saúde nesta sexta-feira (7) e faltas pontuais de doses em alguns postos, segundo a pasta.

    Movimento intenso nesta sexta-feira (7) na UBS Brás Doutor Manoel Saldiva Neto, que oferece doses da vacina contra o sarampo - Laiz Menezes/Folhapress · Laiz Menezes/Folhapress
    Movimento intenso nesta sexta-feira (7) na UBS Brás Doutor Manoel Saldiva Neto, que oferece doses da vacina contra o sarampo - Laiz Menezes/Folhapress · Laiz Menezes/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A secretaria afirma que a procura pelo imunizante também vem de moradores de cidades do interior do estado que buscam atendimento na capital. As faltas pontuais, segundo a pasta, são resolvidas por meio da redistribuição de doses entre unidades.

    Para quem procura e não encontra o imunizante disponível, a orientação é consultar o site De Olho na Fila , da prefeitura. Simone Guimarães, assessora técnica e enfermeira do Programa Municipal de Imunizações, diz que o sistema mostra quais postos têm doses disponíveis e é atualizado de três a quatro vezes por dia pelas próprias UBSs (Unidades Básicas de Saúde), com informações também sobre filas.

    As vacinas são oferecidas em todas as UBSs da cidade de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas AMAs (Assistências Médicas Ambulatoriais) integradas às UBSs, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde .

    Maria Rosa Santos Silva, 59, sendo vacinada contra o sarampo na UBS Brás Doutor Manoel Saldiva Neto - Laiz Menezes/Folhapress · Laiz Menezes/Folhapress
    Maria Rosa Santos Silva, 59, sendo vacinada contra o sarampo na UBS Brás Doutor Manoel Saldiva Neto - Laiz Menezes/Folhapress · Laiz Menezes/Folhapress — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    A prefeitura também disponibilizou postos de vacinação extramuros para ampliar o acesso da população. A lista desses locais está disponível no site da Prefeitura de São Paulo, na página "De Olho na Carteirinha", como alternativa para quem encontra filas nas UBSs.

    A Folha visitou duas unidades nesta sexta-feira (7) e encontrou movimento intenso nas salas de espera, com tempo de atendimento de uma a duas horas.

    Em ambas, UBS Brás Doutor Manoel Saldiva Neto, na zona leste, e UBS Nossa Senhora do Brasil Doutor Armando D’Arienzo, no centro, havia disponibilidade da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

    Campanha Nacional de Multivacinação em São Paulo
    Campanha Nacional de Multivacinação em São Paulo — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Na campanha atual, a recomendação é aplicar uma dose da vacina em toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente de a pessoa já ter tido a doença ou de já ter recebido doses anteriores do imunizante.

    A única restrição é para quem tomou, nos últimos 30 dias, outras vacinas de vírus vivos atenuados, como febre amarela, varicela, dengue ou a própria vacina contra o sarampo. Nesses casos, é necessário respeitar o intervalo mínimo antes da aplicação da dose.

    Segundo Guimarães, a estratégia tem como objetivo interromper a circulação do vírus. Ela afirma que muitos adultos não têm mais a caderneta de vacinação ou algum registro que comprove a imunização e, por isso, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação da população elegível em três municípios paulistas onde há circulação do vírus: São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Desde o início da campanha de multivacinação da cidade de São Paulo, iniciada na última segunda-feira (3), foram aplicadas 123.421 doses contra o sarampo. Também foram aplicadas 66.505 doses de outros imunizantes da campanha, como influenza, coronavírus, febre amarela, varicela e HPV.

    No Brás, a cuidadora de idosos Maria Rosa Santos Silva, 59, foi em busca da vacina contra o sarampo após acompanhar notícias sobre os casos da doença. Neste ano foram registrados 20 casos no município. Ela ficou duas horas e meia na sala de espera até receber o imunizante.

    "Não vi nenhum caso de perto, mas vi as notícias. Mesmo já tendo tido a doença e também já vacinada, sei que é uma doença grave e não quero ficar doente", diz.

    Já na UBS no centro da cidade, o publicitário Rudy Ritter, 36, aproveitou o intervalo do almoço no trabalho para se vacinar. Ficou uma hora e meia na fila.

    Segundo ele, a espera foi maior do que o previsto, o que comprometeu o intervalo do almoço. "Saí um pouco na hora do almoço para vacinar, mas demorou mais. Ainda precisava comer, então acabou tomando umas duas horas de trabalho", relata.

    Ele conta que recebeu a vacina na infância e também participou de uma campanha anterior, mas decidiu reforçar a proteção. "Não teve nenhum caso perto de mim, mas eu vim após ver as notícias. Eu sempre gosto de participar das campanhas de vacinação e garantir uma segurança. É mais uma prevenção mesmo", afirma.

    Simone, da SMS, afirma que o sarampo é uma doença grave e a vacinação é a principal forma de prevenção. Segundo ela, a circulação intensa de pessoas em São Paulo aumenta o risco de transmissão do vírus para quem não está protegido.

    O sarampo é uma infecção viral. O contágio ocorre de uma pessoa para outra por meio de partículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou até respirar. A doença costuma provocar febre alta, manchas avermelhadas na pele, conjuntivite, coriza, tosse seca e sensação de mal-estar.

    Não há um medicamento específico contra o vírus do sarampo. O tratamento é voltado para aliviar os sintomas e reduzir o desconforto do paciente.

    Embora muitas pessoas evoluam bem, a doença pode causar complicações como pneumonia, infecções no ouvido, inflamação do cérebro (encefalite) e, em casos graves, levar à morte. Crianças menores de 5 anos, especialmente as com menos de 1 ano, e pessoas com o sistema imunológico comprometido têm maior risco de desenvolver quadros graves.

    Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a recomendação é uma dose extra da vacina contra o sarampo para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal. Bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias recebem a chamada dose zero.

    Nos demais municípios brasileiros, segue o esquema de rotina do Ministério da Saúde: duas doses da vacina, sendo a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

    A vacina é segura e eficaz, mas é contraindicada para pessoas imunossuprimidas, bebês menores de 6 meses e gestantes. Pessoas com histórico de alergia a componentes do imunizante ou reação anterior devem buscar orientação em uma unidade de saúde. Lactantes podem ser vacinadas normalmente.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/vacinacao-contra-sarampo-em-sp-tem-alta-adesao-filas-em-ubss-e-faltas-pontuais-do-imunizante.shtml.

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