Utopias em construção aproxima novas gerações da história de Brasília
A exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo coloca documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas

A poucos dias da abertura de Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo , que terá início na próxima terça-feira (11/8), os organizadores destacam um dos principais objetivos da exposição : fortalecer o sentimento de pertencimento e a identidade cultural dos brasilienses por meio da história da capital .
Depois que a temporada no museu acabar, a exposição não vai desaparecer. Ela deve ganhar uma versão menor no próprio Arquivo Público do Distrito Federal
Trabalhadores atuam na construção das grandes estruturas em Brasília

Foto mostra mapa de construção da região
Inauguração do primeiro centro binacional do Planalto Central
Segundo o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior, a mostra busca reduzir a distância entre as novas gerações e a construção da cidade . Para eles, com o passar do tempo, a criação de Brasília corre o risco de ser lembrada apenas como um episódio dos livros de história.

“Ao apresentarmos, por exemplo, registros como os da série Foto na hora: Lembrança de Brasília, de Joaquim Paiva, ou as tensões sociais documentadas nas fotos da UnB nos anos 1960, nós retiramos a construção da capital do campo da mitologia oficial e a trazemos para o campo da vivência humana”, explicam. “ Mostramos que Brasília foi feita por migrantes, trabalhadores, estudantes e artistas cujas vidas e conflitos moldaram a cidade que hoje habitamos. “ De acordo com os especialistas, a identidade brasiliense é resultado da convivência entre diferentes histórias .
Ao lado do Plano Piloto idealizado por Lúcio Costa e da arquitetura de Oscar Niemeyer, a exposição apresenta documentos sobre a Cidade Livre, movimentos populares e outros acontecimentos que marcaram a formação da capital.
Operários iniciam as fundações de moradias provisórias em Brasília, em meio a canteiros improvisados que marcaram os primeiros anos da nova capital.

A caixa d'água em Ceilândia, considerada cartão postal da região
Eles ainda enfatizam que, para o jovem cidadão que não vivenciou o 21 de abril de 1960, a exposição funciona como uma “ponte de reconhecimento” .
Utopias em construção permite que o brasiliense entenda que a sua cidade não é apenas um monumento estático, mas um organismo vivo, fruto de um processo coletivo de invenção, de resistência, de criatividade e, também, porque não, de lutas e conflitos

Realizada pelo Metrópoles em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, a exposição fica aberta ao público até outubro, com entrada gratuita.








Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/utopias-em-construcao-aproxima-novas-geracoes-da-historia-de-brasilia.

Divulgação/Arquivo Público do DF — Foto: Metrópoles
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