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    Uso diário de IA pode afetar o desempenho escolar, diz OCDE

    Estudo da OCDE revela que usar IA diariamente nas tarefas escolares reduz as notas no Pisa e afeta o aprendizado dos estudantes O post Uso diário de IA pode afetar o desempenho escolar, diz OCDE apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    8 de setembro de 2026 às 14:20
    Uso diário de IA pode afetar o desempenho escolar, diz OCDE
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    O uso diário de inteligência artificial na rotina de estudos pode estar associado a um desempenho pior em avaliações. Dados do Pisa , divulgados pela OCDE , mostram que alunos de 15 anos que recorrem a chatbots todos os dias para determinadas tarefas escolares obtêm notas menores do que colegas que quase não usam a tecnologia.

    No Brasil , quase metade dos estudantes já utiliza IA para estudar. Os próprios dados, porém, mostram que a relação entre tecnologia e desempenho depende da frequência e, principalmente, da maneira como essas ferramentas são usadas.

    O mais recente levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) reuniu dados de mais de 760 mil jovens em 91 países. Entre os alunos que usam IA diariamente ou quase todos os dias para elaborar textos escolares, a pontuação média em ciências foi de 481 pontos. Entre os que nunca ou quase nunca recorrem à tecnologia para essa finalidade, o resultado chegou a 509 pontos.

    O relatório da OCDE alerta para o descarregamento cognitivo, quando o aluno transfere tarefas difíceis para a IA. Imagem: gorodenkoff/iStock
    O relatório da OCDE alerta para o descarregamento cognitivo, quando o aluno transfere tarefas difíceis para a IA. Imagem: gorodenkoff/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A diferença de 28 pontos, calculada após ajustes socioeconômicos, corresponde a aproximadamente um ano e meio de ensino. Padrão semelhante aparece quando os chatbots são usados para pesquisas preliminares sobre novos temas ou para resumir leituras.

    Da mesma forma que não ficamos em forma assistindo a esportes, mas praticando esportes, o aprendizado não ocorre através do consumo de conteúdo, mas como uma luta cognitiva produtiva da mente com novo material.

    Schleicher defende que a IA seja usada como “um andaime, não como uma muleta”. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para o aprendizado quando estimula o esforço intelectual, mas pode prejudicar o desenvolvimento quando faz esse trabalho no lugar do estudante.

    Segundo a OCDE, a tecnologia na educação deve atuar como um andaime para o aprendizado, e não como uma muleta que substitui o esforço. Imagem: Deemerwha studio/ Shutterstock
    Segundo a OCDE, a tecnologia na educação deve atuar como um andaime para o aprendizado, e não como uma muleta que substitui o esforço. Imagem: Deemerwha studio/ Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    No Brasil, como falamos aqui no Olhar Digital , 48% dos estudantes de 15 anos afirmam usar chatbots de IA pelo menos uma vez por semana para estudar. O percentual está próximo da média de 46% registrada entre os países da OCDE.

    A tecnologia aparece em diferentes momentos da rotina escolar:

    Os resultados educacionais do Brasil ficaram abaixo da média da OCDE nas três áreas avaliadas. Em ciências, 48% dos estudantes atingiram pelo menos o nível 2 de proficiência, contra 74% na organização. Apenas 1% chegou aos níveis 5 ou 6, ante 7% na OCDE.

    Inteligência artificial
    Inteligência artificial — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Em matemática, 28% alcançaram ao menos o nível 2, enquanto a média da OCDE foi de 65%. Em leitura, o Brasil registrou 49%, contra 69% na organização.

    Os dados também mostram que a tecnologia não é necessariamente prejudicial. Estudantes que usam IA uma ou duas vezes por semana tendem a superar tanto os que utilizam menos quanto os que recorrem à ferramenta diariamente.

    O relatório mostra que o segredo está na mediação pedagógica. Alunos orientados em aula a checar criticamente os dados gerados por IA ganham 13 pontos a mais em ciências — mais de meio ano de escolaridade extra.

    Tomada do alto de crianças sentadas em carteiras escolares
    Tomada do alto de crianças sentadas em carteiras escolares — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Um estudo na China com 27 mil estudantes provou que delegar tarefas para a IA reduz o tempo de lição, mas derruba as notas nas provas finais. A adoção mundial também escancara abismos culturais: enquanto 40% dos jovens no Japão rejeitam a IA nos estudos, no Vietnã apenas 4% evitam a tecnologia.

    A discussão ganhou força junto com os receios sobre o chamado “descarregamento cognitivo”, quando alunos transferem para a IA tarefas que exigiriam seu próprio raciocínio. Ao mesmo tempo, defensores da tecnologia argumentam que ela pode favorecer o aprendizado personalizado e ajudar professores em tarefas administrativas.

    Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

    IA educação
    IA educação — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    O relatório da OCDE alerta para o descarregamento cognitivo, quando o aluno transfere tarefas difíceis para a IA. Imagem: gorodenkoff/iStock
    O relatório da OCDE alerta para o descarregamento cognitivo, quando o aluno transfere tarefas difíceis para a IA. Imagem: gorodenkoff/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital
    Segundo a OCDE, a tecnologia na educação deve atuar como um andaime para o aprendizado, e não como uma muleta que substitui o esforço. Imagem: Deemerwha studio/ Shutterstock
    Segundo a OCDE, a tecnologia na educação deve atuar como um andaime para o aprendizado, e não como uma muleta que substitui o esforço. Imagem: Deemerwha studio/ Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/09/08/inteligencia-artificial/uso-diario-de-ia-pode-afetar-o-desempenho-escolar-diz-ocde/.

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    O relatório da OCDE alerta para o descarregamento cognitivo, quando o aluno transfere tarefas difíceis para a IA. Imagem: gorodenkoff/iStock — Foto: Olhar Digital

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