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    US$ 1,4 trilhão: a conta que ameaça a Meta nos EUA

    Meta enfrenta julgamento nos EUA por suposta estratégia para prender jovens e pode sofrer pressão para mudar Facebook e Instagram O post US$ 1,4 trilhão: a conta que ameaça a Meta nos EUA apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    12 de agosto de 2026 às 12:33
    US$ 1,4 trilhão: a conta que ameaça a Meta nos EUA
    Foto: Olhar Digital

    A Meta começa a enfrentar nesta quarta-feira (12), na Califórnia, um processo que pode gerar uma conta bilionária para a empresa. Procuradores-gerais de estados americanos acusam a companhia de ter desenvolvido Facebook e Instagram para manter crianças e adolescentes conectados às plataformas.

    O processo também trata da coleta e do uso de dados de menores. A disputa pode terminar em indenização e mudanças nas redes sociais . A seleção do júri começa hoje, enquanto as declarações iniciais estão previstas para 18 de agosto.

    Colorado, Kentucky, Califórnia e Nova Jersey afirmam que a Meta criou recursos para manter usuários jovens nas plataformas e enganou consumidores sobre a segurança dos serviços.

    Meta enfrenta um processo que pode resultar em indenização bilionária e mudanças no funcionamento de Facebook e Instagram. – Imagem: mundissima / Shutterstock
    Meta enfrenta um processo que pode resultar em indenização bilionária e mudanças no funcionamento de Facebook e Instagram. – Imagem: mundissima / Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A acusação sobre dados é ainda mais ampla. Outros 29 estados dizem que a empresa coletou e utilizou informações de crianças de forma ilegal, contrariando a legislação federal americana.

    A própria Meta calcula que os danos poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,224 trilhões), quase o equivalente à sua capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão (aproximadamente R$ 7,740 trilhões). Os procuradores-gerais não informaram publicamente quanto pretendem pedir.

    A disputa não se resume ao dinheiro. Os procuradores-gerais de Colorado, Kentucky, Califórnia e Nova Jersey querem que a juíza Yvonne Gonzalez Rogers imponha mudanças nas plataformas em todo o país.

    A disputa pode estabelecer até onde autoridades podem interferir no funcionamento de redes sociais para proteger jovens. – Imagem: Tada Images/Shutterstock
    A disputa pode estabelecer até onde autoridades podem interferir no funcionamento de redes sociais para proteger jovens. – Imagem: Tada Images/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Os estados também querem que o algoritmo de recomendação priorize o bem-estar em vez do engajamento e que recursos como notificações sejam modificados.

    A empresa rejeita as alegações. Em comunicado, um porta-voz disse que a Meta está confiante de que as provas mostrarão seu compromisso com a proteção de jovens.

    “Temos ouvido os pais, trabalhado com especialistas e autoridades policiais e realizado pesquisas aprofundadas para entender as questões que mais importam”, afirmou o porta-voz, segundo a Reuters .

    Logos de Facebook e Instagram em um smartphone
    Logos de Facebook e Instagram em um smartphone — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A Meta também sustenta que não poderia ter enganado consumidores ao dizer que suas plataformas são viciantes, pois “dependência de redes sociais” não é uma condição psiquiátrica reconhecida.

    A ação nasceu de uma investigação iniciada após o depoimento da ex-funcionária Frances Haugen ao Senado americano, em 2021. Na ocasião, ela afirmou que a empresa sabia dos possíveis danos aos jovens e conhecia maneiras de tornar os produtos mais seguros, mas não teria feito as mudanças.

    O julgamento ocorre enquanto a Meta enfrenta uma quantidade muito maior de ações. Mais de 3 mil processos federais contra Meta, Snap , Alphabet e ByteDance foram reunidos sob a supervisão de Rogers. Há ainda mais de 3,3 mil ações em um tribunal estadual de Los Angeles.

    smartphone nas mãos de uma pessoa; na tela, ícones de redes sociais
    smartphone nas mãos de uma pessoa; na tela, ícones de redes sociais — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Decisões recentes aumentaram a pressão. Na semana passada, um juiz do Novo México determinou que a Meta pagasse US$ 567 milhões (cerca de R$ 2,926 bilhões) e alterasse suas plataformas, responsabilizando a empresa por contribuir para uma crise de saúde mental infantil no estado.

    O julgamento terá uma particularidade: um júri consultivo responderá a perguntas específicas escolhidas pela juíza. Rogers poderá usar essas conclusões para orientar sua decisão, esperada para depois do fim do julgamento, em outubro.

    O desfecho pode definir o tamanho da exposição financeira da Meta e os limites para intervenções judiciais sobre o funcionamento de redes sociais voltadas ao público jovem.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

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    A disputa pode estabelecer até onde autoridades podem interferir no funcionamento de redes sociais para proteger jovens. – Imagem: Tada Images/Shutterstock
    A disputa pode estabelecer até onde autoridades podem interferir no funcionamento de redes sociais para proteger jovens. – Imagem: Tada Images/Shutterstock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/12/internet-e-redes-sociais/us-14-trilhao-a-conta-que-ameaca-a-meta-nos-eua/.

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