Brasil

    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel

    Uso das urnas eletrônicas começou de forma gradual até chegar a 100% dos municípios brasileiros

    Metrópoles
    8 de setembro de 2026 às 07:30
    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel
    Foto: Metrópoles

    Com o primeiro turno das eleições gerais de 2026 se aproximando , os eleitores brasileiros já se preparam para mais uma votação em urnas eletrônicas. Hoje, o eleitor não precisa mais preencher uma cédula de papel para escolher seus candidatos. Mas essa realidade começou a ser construída apenas na década de 1990.

    A primeira experiência com a urna eletrônica ocorreu em 1996, nas eleições municipais. Naquele ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu testar a tecnologia em 57 cidades de médio e grande porte, alcançando cerca de 32 milhões de eleitores, aproximadamente um terço do eleitorado brasileiro.

    O teste serviu para avaliar o funcionamento das urnas e a adaptação de eleitores e técnicos ao novo sistema. A mudança também buscava reduzir problemas associados ao voto em papel , que estava sujeito a diferentes tipos de irregularidades.

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Rafaela Felicciano/Metrópoles — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Na votação manual, havia riscos como falsificação de cédulas e alterações durante a contagem dos votos, que poderiam comprometer a apuração e afetar a confiança dos eleitores no processo eleitoral.

    Após a experiência de 1996, o TSE ampliou o uso das urnas eletrônicas nas eleições gerais de 1998. Naquele ano, mais de 60% dos eleitores brasileiros votaram pelo sistema eletrônico.

    A expansão mostrou que a tecnologia poderia ser utilizada em uma escala maior e abriu caminho para a adoção das urnas em todo o país.

    Eleições 2026
    Eleições 2026 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O passo definitivo ocorreu em 2000, nas eleições municipais. Naquele pleito, todos os municípios brasileiros utilizaram urnas eletrônicas, incluindo as capitais e as cidades menores. Foi quando o Brasil realizou sua primeira eleição totalmente eletrônica e o país passou a ser referência internacional no uso da tecnologia para a votação.

    Uma das principais alterações trazidas pelas urnas eletrônicas foi a velocidade da apuração. Antes, a contagem dos votos em papel podia levar dias ou até semanas. Com o sistema eletrônico, os resultados passaram a ser conhecidos em poucas horas, geralmente ainda no dia da eleição.

    A informatização também reduziu a interferência humana na etapa de contagem dos votos , diminuindo os riscos de erros e de alterações durante a apuração.

    Funcionários do TRE preparam urnas eletrônicas para o dia das eleições de 202012
    Funcionários do TRE preparam urnas eletrônicas para o dia das eleições de 202012 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Cédula das eleições de 1989. Primeiro turno para Presidente da República

    Cédula eleitoral das Eleições Municipais de São Paulo de 1988

    Outro avanço foi a acessibilidade. As urnas passaram a contar com recursos que permitem que pessoas com deficiência possam votar com mais autonomia.

    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel - destaque galeria
    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    O sistema também ajuda a evitar erros no preenchimento do voto. Na tela, o eleitor consegue visualizar as informações do candidato antes de confirmar a escolha, o que contribui para reduzir votos nulos e brancos causados por dificuldades no preenchimento da cédula.

    Desde a implantação, a votação eletrônica passou por mudanças e atualizações. Em 2008, o TSE começou a utilizar a identificação biométrica em eleições. O recurso permite confirmar a identidade do eleitor por meio das impressões digitais.

    A segurança do sistema também passou a ser submetida a diferentes mecanismos de fiscalização. Entre eles estão os Testes Públicos de Segurança (TPU), realizados antes das eleições, nos quais especialistas e pesquisadores podem tentar identificar possíveis vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

    Urna eletrônica
    Urna eletrônica — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    A medida permite que eventuais problemas encontrados sejam analisados e, quando necessário, corrigidos antes do pleito.

    Outro mecanismo de conferência é o Boletim de Urna. Emitido pela urna após o encerramento da votação, o documento registra os votos contabilizados naquela seção e é afixado no local de votação. Dessa forma, os números podem ser consultados e comparados por qualquer cidadão interessado em acompanhar a apuração.

    Receba notícias de Brasil no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp .

    Urna eleitoral antiga
    Urna eleitoral antiga — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal de notícias no Telegram .

    Urna eleitoral
    Urna eleitoral — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel - destaque galeria
    Urna eletrônica: saiba quando o Brasil abandonou o voto em papel - destaque galeria — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Cédula eleitoral das Eleições Municipais de São Paulo de 1988
    Cédula eleitoral das Eleições Municipais de São Paulo de 1988 — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles
    Cédula eleitoral para eleitor cego
    Cédula eleitoral para eleitor cego — Foto: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/brasil/urna-eletronica-saiba-quando-o-brasil-abandonou-o-voto-em-papel.

    Imagem 1
    1 / 10

    Rafaela Felicciano/Metrópoles — Foto: Metrópoles

    Compartilhe

    Espalhe essa notícia

    Comentários(0)