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    Unicórnio do mar: cientistas desvendam mistério do chifre do narval, a única presa reta da natureza – que pode chegar a 3 metros de comprimento

    Estudo revela como dois tecidos em espiral mantêm reta a presa de até três metros do narval, mesmo com seu formato espiralado O post Unicórnio do mar: cientistas desvendam mistério do chifre do narval, a única presa reta da natureza – que pode chegar a 3 metros de comprimento apareceu primeiro em Olhar Digital .

    Olhar Digital
    25 de agosto de 2026 às 12:07
    Unicórnio do mar: cientistas desvendam mistério do chifre do narval, a única presa reta da natureza – que pode chegar a 3 metros de comprimento
    Foto: Olhar Digital

    O famoso “chifre” do narval é, na verdade, uma presa que pode atingir três metros de comprimento. Agora, pesquisadores descobriram como essa estrutura consegue ser espiralada e, ao mesmo tempo, surpreendentemente reta.

    O segredo está na composição do dente . Exames em três dimensões mostraram que dois tecidos formam espirais em sentidos opostos, um detalhe que ajuda a explicar uma das estruturas mais incomuns encontradas na natureza .

    A presa cresce a partir do canino esquerdo dos machos. Ela atravessa a mandíbula e o lábio superior até ficar completamente exposta. O canino direito não segue o mesmo caminho e permanece dentro do crânio.

    O famoso chifre do narval é, na verdade, um dente. E sua estrutura esconde duas espirais que giram em sentidos opostos. – Imagem: dottedhippo/iStock
    O famoso chifre do narval é, na verdade, um dente. E sua estrutura esconde duas espirais que giram em sentidos opostos. – Imagem: dottedhippo/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    A aparência incomum alimentou uma história curiosa: na Idade Média , essas presas eram vendidas como chifres mágicos de unicórnios .

    Henrik Birkedal, químico da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e autor principal do estudo publicado na Nature Communications , deu uma ideia de como seria carregar uma estrutura dessas durante os mergulhos.

    “Imaginem ter que andar de bicicleta com uma vassoura amarrada à cabeça”, disse Birkedal.

    Um único dente pode chegar a três metros de comprimento e ainda manter uma forma reta, apesar do padrão espiralado. – Imagem: dottedhippo/iStock
    Um único dente pode chegar a três metros de comprimento e ainda manter uma forma reta, apesar do padrão espiralado. – Imagem: dottedhippo/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Para chegar ao resultado, a equipe recorreu a técnicas de imagem tridimensional por raios X em três aceleradores de partículas europeus, conhecidos como síncrotrons.

    A presa tem dentina na parte interna e cemento na camada externa. Foi justamente aí que apareceu a pista para solucionar o enigma:

    Imaginem que vocês estejam parafusando um parafuso em um pedaço de madeira e que, a cada volta, o parafuso penetre mais profundamente.

    Baleia Narval vista de frente
    Baleia Narval vista de frente — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    No narval, explica o pesquisador, ocorre o inverso: o “parafuso” avança para fora da cabeça.

    As análises trouxeram outra descoberta. Dentro das presas existem camadas de crescimento semelhantes aos anéis das árvores. Elas podem ajudar os pesquisadores a investigar a história de vida dos animais, que podem chegar aos 80 anos.

    A equipe examinou presas preservadas em museus e exemplares obtidos por inuítes da Groenlândia, que caçam narvais para alimentação.

    Casal de baleias narval
    Casal de baleias narval — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Ainda falta, porém, responder a uma pergunta: para que serve exatamente essa enorme estrutura?

    Existem hipóteses de que ela seja usada na caça ou para perceber mudanças na temperatura e na salinidade da água. Os autores do estudo consideram essas possibilidades menos prováveis porque a presa cresce quase exclusivamente nos machos.

    Há uma pista diferente. Pesquisadores já observaram dois machos aparentemente comparando suas presas diante de uma fêmea. O comportamento pode estar relacionado à demonstração de dominância ou à atração de parceiras.

    Valdir Antonelli
    Valdir Antonelli — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Mads-Peter Heide Jorgensen, coautor da pesquisa e pesquisador do Instituto de Recursos Naturais da Groenlândia, aposta nessa explicação.

    “Essa é, sem dúvida, a função mais provável da presa”, afirmou.

    Martin Nweeia, especialista em presas de narval da Universidade Harvard e que não participou do estudo, tem outra interpretação. Para ele, a estrutura pode funcionar principalmente como um sofisticado órgão sensorial.

    O famoso chifre do narval é, na verdade, um dente. E sua estrutura esconde duas espirais que giram em sentidos opostos. – Imagem: dottedhippo/iStock
    O famoso chifre do narval é, na verdade, um dente. E sua estrutura esconde duas espirais que giram em sentidos opostos. – Imagem: dottedhippo/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Apesar da discordância sobre sua função, Nweeia avaliou a pesquisa como “mais uma valiosa contribuição para o conhecimento da microanatomia e da morfologia da presa do narval”.

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    Um único dente pode chegar a três metros de comprimento e ainda manter uma forma reta, apesar do padrão espiralado. – Imagem: dottedhippo/iStock
    Um único dente pode chegar a três metros de comprimento e ainda manter uma forma reta, apesar do padrão espiralado. – Imagem: dottedhippo/iStock — Foto: Olhar Digital · Fonte: Olhar Digital

    Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/25/ciencia-e-espaco/unicornio-do-mar-cientistas-desvendam-misterio-do-chifre-do-narval-a-unica-presa-reta-da-natureza-que-pode-chegar-a-3-metros-de-comprimento/.

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    O famoso chifre do narval é, na verdade, um dente. E sua estrutura esconde duas espirais que giram em sentidos opostos. – Imagem: dottedhippo/iStock — Foto: Olhar Digital

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