Uma nova espécie de pinguim é encontrada por pesquisadores pela primeira vez em cem anos
Análise de mais de quatro mil elementos ultraconservados do genoma permitiu a diferenciação entre as linhagens evolutivas

Novas espécies de pinguins foram identificadas por pesquisadores pela primeira vez em cem anos em ilhas do hemisfério sul e na península antártica.
Os pesquisadores reclassificaram quatro espécies do complexo do pinguim-gentoo : pinguim-gentoo-do-norte, pinguim-gentoo-do-sul, pinguim-gentoo-do-sudeste e pinguim-gentoo-do-leste. O pinguim-gentoo-do-sudeste nunca havia sido nomeado pela ciência até então.
A descoberta das outras três espécies foi colocada como reclassificação pois já eram conhecidas, mas classificadas em diferentes espécies, com linhagens evolutivas diferentes.

Os pesquisadores realizaram o estudo publicado na revista Communications Biology, que pode ser lido aqui , a partir da análise de dados genéticos de 64 pinguins -gentoo de 10 colônias no Oceano Antártico . A equipe extraiu mais de 4.000 UCEs (Elementos Ultraconservados) dos genomas.
Os cientistas alertam que as espécies estão em risco por conta do aquecimento global , que pode afetar o habitat natural das espécies do hemisfério sul até 2050, sendo necessárias medidas de conservação das espécies.
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O pinguim-gentoo-do-leste, cientificamente chamado de Pygoscelis taeniata, vive na Subantártica, nas ilhas de Crozet, Marion e Macquarie. Ele tem adaptações genéticas por viver em uma região que carece de nutrientes, que deixam sua energia e metabolismo mais eficientes
Já o pinguim-gentoo-do-norte, chamado de Pygoscelis papua pelos cientistas, vive nas ilhas Malvinas e Martillo, tem mais eficiência para procurar e consumir seus alimentos na água.
Na Antártica, vivem o pinguim-gentoo-do-sul, classificado pela ciência como Pygoscelis ellsworthi, que tem adaptações genéticas relacionadas com as temperaturas polares, tendo maior armazenamento de gordura e geração de calor.

A maior novidade é a descoberta do pinguim-gentoo-do-leste, que os cientistas nomearam também como Pygoscelis kerguelensis, que vive nas Ilhas Kerguelen, uma região isolada no Oceano Índico.
O gentoo-do-leste nunca havia sido documentado. Ele se destaca principalmente por seu tamanho e combinação genética, que permite que o pinguim tenha uma grande flexibilidade no comportamento e na plasticidade neural, além de ter uma boa adaptação muscular e uma diferenciação vocal pode atuar como um mecanismo de acasalamento seletivo, reforçando o isolamento reprodutivo entre colônias.
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Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/uma-nova-especie-de-pinguim-e-encontrada-por-pesquisadores-pela-primeira-vez-em-cem-anos/.

Três classificações de pinguin-gentoo foram identificadas por pesquisadores • debra.jayne · • debra.jayne — Foto: CNN Brasil
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