Uma investigação no Universo DC
Nova série da DC Studios usa a estrutura de um thriller policial para apresentar Hal Jordan, John Stewart e a mitologia dos Lanternas Verdes O post Uma investigação no Universo DC apareceu primeiro em Olhar Digital .

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O que séries da HBO como True Detective , os Lanternas Verdes e um assassinato numa cidade pequena têm em comum? A resposta está em Lanternas , nosso assunto principal desta semana.
A nova série da DC Studios está usando uma estrutura de investigação policial para apresentar Hal Jordan e John Stewart. Mas o segundo episódio já mostrou que o universo cósmico dos personagens não vai ficar muito tempo em segundo plano. E, como sempre, tem dicas de cinema e streaming que merecem um lugar na sua lista.

O que acontece quando os “policiais espaciais” do Universo DC precisam investigar um assassinato numa cidadezinha no interior dos Estados Unidos? É mais ou menos por aí que Lanternas começa. A série original da DC Studios, produzida pela HBO e exibida pela HBO e HBO Max, acompanha Hal Jordan (Kyle Chandler), veterano da Tropa dos Lanternas Verdes, e John Stewart (Aaron Pierre), recruta que está sendo treinado por ele. Em vez de começar com uma grande ameaça cósmica, a história coloca os dois diante de um caso misterioso em Rushville, no Nebraska.
E talvez tenha sido justamente essa escolha que me fez prestar mais atenção à série. Eu já dei uma boa cansada de séries de super-heróis, mas continuo tendo bastante interesse por histórias de investigação policial — especialmente quando elas têm a atmosfera das produções da HBO. True Detective , Mare of Easttown e, mais recentemente, Task são exemplos de séries que conseguem fazer um crime funcionar como ponto de partida para histórias sobre personagens, relações e segredos muito maiores. Lanternas começa por esse mesmo caminho, só que seus detetives pertencem a uma polícia que patrulha o Universo.
Tom King, um dos criadores da série, contou ao The Wrap que apresentou o projeto como uma mistura de Dia de Treinamento — filme de 2001 estrelado por Denzel Washington e Ethan Hawke — e True Detective com os Lanternas Verdes. A ideia era simples: “Esses são policiais espaciais. Quero ver uma série policial espacial”. King também descreveu o projeto como uma versão “da HBO” dos personagens. Damon Lindelof, outro dos criadores, contou ao Screen Brief que ouviu a proposta como uma história no estilo de True Detective ambientada na Terra e imediatamente pensou: “eles são policiais espaciais, isso parece legal”.

A brincadeira funciona porque os Lanternas Verdes já são, essencialmente, uma força policial intergaláctica. A Tropa patrulha diferentes setores do Universo e seus integrantes usam anéis que transformam força de vontade em construções físicas. Hal conhece esse trabalho há muito tempo. John, ainda recruta, está sendo preparado para ocupar o lugar dele.
Só que a relação entre os dois está longe de ser a de um veterano paciente ensinando um novato. Hal guarda informações, dá instruções pouco convencionais e parece ter suas próprias razões para manter John à distância. John, por sua vez, precisa aprender o trabalho enquanto tenta entender o homem que deveria prepará-lo para assumir seu lugar. No meio disso tudo, os dois precisam investigar um assassinato que parece cada vez menos simples.
A série ainda brinca com a própria cronologia. Um episódio não necessariamente continua de onde o outro parou: Lanternas alterna entre 2016 e 2026, soltando informações sobre os acontecimentos dos dois períodos e deixando o espectador montar as conexões. O segundo capítulo, por exemplo, volta para 2016 e transforma acontecimentos que pareciam secundários na estreia em peças importantes do mistério. O fim do primeiro episódio deixa o nível de curiosidade com o rumo dessa história nas alturas.

Por enquanto, boa parte da experiência está no que acontece longe dos anéis. Hal e John interrogam pessoas, seguem pistas, visitam lugares, conversam dentro de carros e tentam descobrir quem está mentindo. Rushville funciona como aquelas cidades pequenas tão comuns em histórias policiais: todo mundo parece conhecer todo mundo, mas ninguém necessariamente está disposto a contar o que sabe. A diferença é que, neste caso, a investigação envolve uma organização que patrulha o Universo.
Quem chegou à série esperando que a mitologia dos Lanternas aparecesse imediatamente em toda a sua escala precisa ter um pouco de paciência. O primeiro episódio prefere construir o caso e apresentar os personagens. Já o segundo começa a puxar o fio cósmico com mais força, introduzindo os Caçadores Cósmicos, antigos seres artificiais ligados à história da Tropa, e colocando Sinestro (Ulrich Thomsen) na história.
Esse equilíbrio é uma escolha interessante para uma produção que precisa apresentar os Lanternas Verdes a um público que talvez conheça os personagens apenas de nome. Em vez de explicar de uma vez a Tropa, os anéis, os Guardiões e toda a mitologia que existe ao redor deles, Lanternas deixa o espectador acompanhar primeiro uma investigação. Quando o universo maior começa a aparecer, já existe uma história concreta para servir de ponto de partida.
E isso talvez explique por que a série não dá a sensação de estar apenas preparando terreno para o próximo grande filme do Universo DC. Há um assassinato para solucionar, uma relação complicada entre dois personagens e uma história que está sendo contada em dois momentos diferentes. Os elementos de super-heróis estão ali, mas não precisam dominar cada cena.
No fim do segundo episódio, porém, fica difícil continuar tratando aquele caso como apenas um homicídio em Nebraska. A história começa a revelar suas dimensões maiores, e a série lembra que aqueles dois investigadores não são simplesmente detetives numa cidade pequena. Eles fazem parte de uma polícia que deveria proteger uma parcela inteira do Universo.
Por enquanto, essa combinação de policial de investigação e ficção científica está funcionando. E talvez seja uma das formas mais interessantes de apresentar os Lanternas Verdes: começar com cadáveres, dois investigadores desconfiados um do outro e uma cidade cheia de segredos — e só depois lembrar que estamos falando de uma história sobre policiais espaciais.
A série tem lançamentos semanais na HBO e no HBO Max, sempre aos domingos, e vale a pena dar uma chance se você gosta de histórias de investigação, mesmo que não tenha familiaridade com os quadrinhos. Lanternas consegue apresentar a mitologia dos personagens aos poucos, sem abrir mão do mistério policial que sustenta os primeiros episódios. Até aqui, a combinação entre investigação, ficção científica e super-heróis está funcionando bem — e ainda há muito espaço para descobrir o que existe por trás desta história. – A.F.
Cansado de ver armadilhas defeituosas explodirem na sua cara, o Coiote decide tomar uma atitude drástica. Ele percebe que a culpa por nunca capturar o Papa-Léguas é da ACME Corporation, a fabricante dos equipamentos. O personagem então contrata um advogado e abre um processo contra a gigante corporativa. Dirigido por Dave Green, o filme mistura animação com live-action . E leva a confusão dos Looney Tunes para os tribunais.
Dirigido por Ridley Scott ( Alien , Blade Runner , Perdido em Marte ), o filme se passa num futuro devastado por uma pandemia. O piloto viúvo Hig (Jacob Elordi) vive isolado num abrigo no Colorado ao lado de seu cachorro e do ex-fuzileiro Bangley (Josh Brolin). A rotina da dupla se resume a buscar mantimentos e enfrentar invasores. Tudo muda quando Hig capta um sinal de rádio misterioso e resolve partir em busca de respostas. No caminho, ele descobre uma comunidade comandada pelo fazendeiro Jack (Guy Pearce). E se apaixona pela sua filha, Cima (Margaret Qualley).
Dirigido por Jorge Furtado, o filme acompanha Rubem (Daniel de Oliveira) após ele herdar um motel falido. Para salvar o negócio, ele se une à funcionária Grace (Luisa Arraes) e à especialista Nalva (Samantha Jones) num plano bastante duvidoso. O trio instala câmeras escondidas nos quartos para gravar os clientes e vender os vídeos. A confusão começa quando o esquema é descoberto. Para não ir parar atrás das grades, eles precisam gravar cenas improvisadas e tentar provar que tudo não passava de uma farsa.
Sugestões e críticas podem ser enviadas para ana.figueiredo@olhardigital.com.br e pedro.spadoni@olhardigital.com.br. Até a próxima sexta! Bom fim de semana!
Ana Luiza Figueiredo ( A.F. ) e Pedro Spadoni ( P.S. )
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Publicado originalmente por Olhar Digital. Leia a matéria completa em https://olhardigital.com.br/2026/08/28/cinema-e-streaming/uma-investigacao-no-universo-dc/.

Pedro Spadoni — Foto: Olhar Digital
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