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    Um ano após morte de gari em BH, defesa de Renê apresenta nova versão

    O advogado ressaltou que, se réu ele tivesse conhecimento da morte, teria prestado socorro à vítima e teria ficado na cena do crime

    Metrópoles
    11 de agosto de 2026 às 20:50
    Um ano após morte de gari em BH, defesa de Renê apresenta nova versão
    Foto: Metrópoles

    Belo Horizonte – Um ano após a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes , de 44 anos, novos advogados de defesa do réu Renê da Silva Nogueira Júnior, de 48 anos, concederam entrevista coletiva, na manhã desta terça-feira (11/8) e alegaram que o empresário Renê não sabia que a vítima tinha morrido e por isso abandonou a cena do crime no dia e foi embora. Ou seja, segundo sua nova defesa, o réu deixou o local do crime não por negligência, mas porque ignorava a existência da morte.

    “A gente tem elemento de prova suficiente para mostrar que ele não tinha conhecimento. (…) A motorista do caminhão sustentou, ele entrou dentro do carro como se nada tivesse acontecido e foi embora”, disse o advogado Bruno Lemos.

    Além disso, o advogado Bruno Correa Lemos ressaltou que se ele tivesse conhecimento teria prestado socorro à vítima . “E a sociedade pode ter certeza se ele tivesse conhecimento que tivesse produzido resultado. Ele era o primeiro a ficar ali prestar um socorro de vida, acionar as autoridades e não iria embora trabalhar de via”, ressaltou.

    O defensor também disse que Renê “não objetivou atingir o senhor Laudemir e, dessa forma, muito menos o resultado de morte”. Levantou ainda a possibilidade de outro disparo, de outra arma, ter atingido a vítima, mas não detalhou a suspeita.

    Os advogados também afirmaram que os laudos do processo poderão ser contestados e afirmaram que a morosidade do caso não é fruto da troca de defesa, mas sim do próprio Judiciário. Renê já trocou de advogados quatro vezes. Na última sexta-feira (7/8), houve o anúncio da troca de defesa pelas redes sociais dos advogados atuais.

    “Os atos processuais não são atrasados por conta de troca do advogado. Se a troca do advogado aconteceu, é uma decisão exclusiva da pessoa que está sendo processada. Não pode ser uma hipótese encarada como uma estratégia de morosidade processual, num processo que já é moroso e complexo por si só”, afirma Bruno Correa.

    O gari Laudemir foi assassinado a tiros enquanto trabalhava, no dia 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte, após uma briga de trânsito.

    O conflito começou quando Laudemir e outros garis recolhiam resíduos e o empresário passou de carro e pediu que o caminhão fosse retirado da via para que pudesse passar com seu veículo elétrico.

    Após uma breve discussão com a motorista do caminhão, ele desceu do carro armado e efetuou disparos. Laudemir foi atingido na região da costela. René entrou no veículo e fugiu.

    O réu teria usado a arma da sua esposa, a delegada da Polícia Civil Ana Paula Lamego Balbino , que teve a licença médica renovada pela sétima vez, no dia em que o crime completa um ano.

    A prisão do suspeito aconteceu horas depois, em uma academia de luxo no bairro Estoril, na região Oeste da capital mineira. Ele permanece preso e recebeu autorização da Justiça para cursar na modalidade Ensino a Distância (EaD), a faculdade de Gestão Financeira .

    Vídeo: Metrópoles · Fonte: Metrópoles

    Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/minas-gerais/um-ano-apos-morte-de-gari-em-bh-defesa-rene-apresenta-nova-versao.

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