Última demolição põe fim à desocupação da Favela do Moinho
Espaço que pertencia a Favela do Moinho deverá ser preenchido pela construção de um parque com acesso à estação de transporte público

O último morador da Favela do Moinho , na região central de São Paulo , deixou a comunidade nesta terça-feira (15/9). Morador do local há pelo menos 20 anos, o porteiro Manuel Severino Silva dos Santos , de 53 anos, realizou a mudança e, logo em seguida, a casa foi demolida por agentes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo ( CDHU ).
A residência de Manuel era uma das duas últimas casas inteiras no terreno, que está repleto de entulho. A saída marca o fim da desocupação da comunidade , em decorrência de um plano de transformação urbana na região.
Ao todo, 851 famílias foram cadastradas no plano de reassentamento conduzido pelo governo de São Paulo em parceria com o governo federal. Dessas, 645 já estão morando em imóveis definitivos . O processo começou em abril de 2025.

A área ocupada pela Favela do Moinho será preenchida com a implantação do Parque do Moinho. O projeto prevê um espaço aberto à população, com áreas verdes e de lazer, integrado a uma estação de trem que será construída.
As mudanças na comunidade começaram em 22 de abril de 2025 e avançaram rapidamente. As famílias que moravam no local receberam atendimento individualizado e puderam escolher entre diferentes alternativas de moradia, dentro ou fora do estado, com valor de até R$ 250 mil .
A saída marca o fim da desocupação da comunidade, em decorrência de um plano de transformação urbana na região.

A área ocupada pela Favela do Moinho será preenchida com a implantação do Parque do Moinho
A residência de Manuel era uma das duas últimas casas inteiras no terreno, que está repleto de entulho
As famílias que moravam no local receberam atendimento individualizado e puderam escolher entre diferentes alternativas de moradia

Morador do local há pelo menos 20 anos, o porteiro Manuel Severino Silva dos Santos, de 53 anos, realizou a mudança nesta terça-feira (15/9)
A saída marca o fim da desocupação da comunidade
As casas concedidas são gratuitas, financiada por uma parceria entre o Governo de São Paulo e o Ministério das Cidades . Aos moradores que escolheram imóveis ainda em construção, foram concedidos uma garantia de R$2,4 mil e auxílio-moradia mensal de R$1,2 mil até a entrega das chaves.

O futuro da Favela do Moinho foi marcado por uma disputa entre os governos de São Paulo, de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e federal, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De um lado, Lula chegou a dizer que o subsídio integral de moradias no valor de até R$ 250 mil só seria possível por causa da costura feita pelo governo federal e criticou a atuação truculenta da Polícia Militar (PM) na comunidade.
Do outro, a gestão Tarcísio criticou a suposta demora e burocracia do governo federal para liberar a verba para o projeto e disse que dava continuidade à remoção das famílias do local sem ajuda externa.

Como era a proposta de Tarcísio no começo:
Parte dos moradores, porém, afirmou ao Metrópoles que não teria condições de arcar com as parcelas.
Como ficou o projeto acordado pelo governo federal:




Publicado originalmente por Metrópoles. Leia a matéria completa em https://www.metropoles.com/sao-paulo/ultima-demolicao-poe-fim-a-desocupacao-da-favela-do-moinho.

Divulgação/CDHU — Foto: Metrópoles
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