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    Turquia prende 31 ativistas que protestavam contra repressão à comunidade LGBTQIA+

    Autoridades turcas prenderam pelo menos 31 pessoas nesta terça-feira (15) como parte de uma campanha do governo contra grupos LGBTQIA+ , enquanto a polícia deteve ao menos 126 pessoas durante protestos em Ancara e Istambul contra as recentes operações policiais e prisões. Leia mais (09/15/2026 - 18h08)

    Folha de S.Paulo
    15 de setembro de 2026 às 21:08
    Turquia prende 31 ativistas que protestavam contra repressão à comunidade LGBTQIA+
    Duas mulheres vestindo preto seguram uma terceira mulher sentada em banco de madeira, que resiste com expressão tensa. Cena ocorre ao ar livre, com árvores e pessoas ao fundo. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Autoridades turcas prenderam pelo menos 31 pessoas nesta terça-feira (15) como parte de uma campanha do governo contra grupos LGBTQIA+ , enquanto a polícia deteve ao menos 126 pessoas durante protestos em Ancara e Istambul contra as recentes operações policiais e prisões.

    Policiais turcos tentam deter um manifestante durante um protesto contra a crescente perseguição a ativistas LGBTQIA+ em Ancara - Adem Altan /AFP · Adem Altan /AFP
    Policiais turcos tentam deter um manifestante durante um protesto contra a crescente perseguição a ativistas LGBTQIA+ em Ancara - Adem Altan /AFP · Adem Altan /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As prisões marcaram a mais recente escalada do que grupos de defesa dos direitos humanos e integrantes da oposição descreveram como uma campanha cada vez mais ampla contra a comunidade homossexual . Na semana passada, as autoridades fizeram buscas em sedes de associações, bloquearam sites e prenderam suspeitos em diversas províncias.

    Entre os presos mais recentemente estão cinco mulheres trans em Ancara, capital do país, e 26 pessoas na província de Mersin, no sul do país, enquanto os processos judiciais prosseguem contra outros detidos, disseram os advogados dos detidos.

    A polícia impediu que um grupo fizesse um pronunciamento à imprensa diante de um tribunal de Istambul nesta terça-feira e dispersou manifestantes pró- LGBTQIA+ na capital, Ancara, quando tentavam se reunir.

    Pessoas discutem com a polícia de choque durante um protesto contra a série de detenções do governo em associações LGBTQ+, em Izmir - Ali Dinc - 14.set.26/Reuters · Ali Dinc - 14.set.26/Reuters
    Pessoas discutem com a polícia de choque durante um protesto contra a série de detenções do governo em associações LGBTQ+, em Izmir - Ali Dinc - 14.set.26/Reuters · Ali Dinc - 14.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os protestos ocorrem depois que as autoridades detiveram dezenas de pessoas em amplas operações contra associações LGBTQIA+ em várias províncias turcas, no âmbito de uma ação denominada "Minha Família Está Segura", que, segundo o governo, visa proteger as crianças e os valores familiares.

    O comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa , Michael O'Flaherty, afirmou nesta terça-feira estar preocupado com as prisões, operações policiais e restrições online contra organizações da sociedade civil LGBTQIA+.

    Uma newsletter sobre geopolítica e economia global, editada pelo jornalista João Caminoto, de Paris

    Grupo denso de manifestantes cercados por policiais com capacetes brancos em área urbana. Mulher no centro levanta a mão enquanto fala, cercada por outras pessoas e câmeras.
    Grupo denso de manifestantes cercados por policiais com capacetes brancos em área urbana. Mulher no centro levanta a mão enquanto fala, cercada por outras pessoas e câmeras. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ele disse que referências a "valores familiares" ou à "proteção das crianças" não poderiam, por si só, justificar as restrições e pediu a libertação de qualquer pessoa detida por atuar na defesa da comunidade LGBTQIA+.

    De acordo com os advogados dos detidos, um tribunal turco decretou na segunda-feira (14) a prisão preventiva de 18 pessoas na província ocidental de Izmir como parte da operação.

    O ministro da Justiça, Akin Gurlek, afirmou no domingo (13) que as investigações, coordenadas por promotores em Istambul, Ancara, Izmir, Aydin e Mersin, envolviam 162 suspeitos, nove associações e 13 empresas em 15 províncias.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    As autoridades turcas também bloquearam o acesso a sites e contas em redes sociais pertencentes a diversas associações LGBTQ+, indivíduos e veículos de mídia independentes. Entre eles, está a conta no X da seção turca da Anistia Internacional.

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    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/turquia-prende-31-ativistas-que-protestavam-contra-repressao-a-comunidade-lgbtqia.shtml.

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    Policiais turcos tentam deter um manifestante durante um protesto contra a crescente perseguição a ativistas LGBTQIA+ em Ancara - Adem Altan /AFP · Adem Altan /AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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