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    TSE se junta ao STF no foco da desconfiança na Justiça

    A Justiça Eleitoral existe, em suma, para organizar os pleitos e garantir a igualdade de condições dos candidatos. Nessa condição, distorce as próprias funções quando, como agora, assume o papel de protagonista numa eleição . Leia mais (10/13/2026 - 14h04)

    Folha de S.Paulo
    13 de outubro de 2026 às 17:04
    TSE se junta ao STF no foco da desconfiança na Justiça
    Homem de meia-idade com terno azul e gravata azul clara sentado em cadeira de couro marrom claro, segurando caneta próxima ao rosto, com expressão pensativa. Ao fundo, parede bege e parte de outra cadeira semelhante. — Foto: Folha de S.Paulo

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    A Justiça Eleitoral existe, em suma, para organizar os pleitos e garantir a igualdade de condições dos candidatos. Nessa condição, distorce as próprias funções quando, como agora, assume o papel de protagonista numa eleição .

    O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques - Victor Piemonte - 11.out.26/STF
    O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques - Victor Piemonte - 11.out.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Ressalve-se, de início, que isso se deve em boa medida à necessidade de lidar com o mundo novo das ferramentas tecnológicas e do uso malandro que as campanhas fazem delas com o abuso de notícias falsas para desacreditar o adversário.

    Os atores políticos —estes, sim, as vedetes do show— mentem que nem sentem. Mandam às favas a responsabilidade moral, inundam o Tribunal Superior Eleitoral com ações e os juízes que se virem para tentar lidar com os prejuízos; não raro mais fortes que os desmentidos.

    A dinâmica da desfaçatez geral, contudo, não autoriza os magistrados a embarcarem nessa canoa. Ao contrário, caberia a eles se preservar como árbitros, a fim de proporcionar ao eleitorado a visão nítida da separação entre o certo e o errado de acordo com a lei.

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Quanto mais as campanhas enveredam pelo terreno do vale-tudo, maior precisaria ser o cuidado dos magistrados em não permitir o contágio das preferências políticas. É evidente a intenção dos times oponentes de tirar proveito da divisão que se estabeleceu nos tribunais.

    O combate à desinformação e o resguardo da civilidade e do equilíbrio de forças na eleição requerem unidade das instâncias judiciais superiores, que, no entanto, têm dado margem à interpretação de que se encontram irremediavelmente partidarizadas.

    O Supremo Tribunal Federal deu a letra dessa toada, exibindo-se politicamente engajado numa cisão que invadiu o TSE na reta final do primeiro e no decorrer do segundo turno.

    Se aos políticos não ocorre maneira melhor de disputar posições que não a de se escorar nos recursos à Justiça, a esta caberia não se deixar instrumentalizar, não invadir a competência da corte vizinha nem permitir a erosão de confiança nas instâncias garantidoras da legalidade.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/colunas/dora-kramer/2026/10/tse-se-junta-ao-stf-no-foco-da-desconfianca-na-justica.shtml.

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    O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques - Victor Piemonte - 11.out.26/STF — Foto: Folha de S.Paulo

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