TSE reconhece admissibilidade de ação de Flávio contra Lula por escola de samba
Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo " data-large-file="https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2026/09/2026-08-26T090003Z_1030496109_RC233NAIN4O1_RTRMADP_3_BRAZIL-ELECTION-MARKETS.jpg?fit=1280%2C943&quali

Imagem combinada mostra o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à esquerda), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, em 8 de agosto de 2026, e o senador Flávio Bolsonaro (à direita), candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, durante evento de anúncio de Alfredo Gaspar como seu vice na chapa, em Brasília, Brasil, em 5 de agosto de 2026. REUTERS/Adriano Machado/Foto de Arquivo
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, reconheceu os requisitos de admissibilidade da petição contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) que reivindica investigação por financiamento público indevido do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no carnaval deste ano.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi ajuizada pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e pelo seu candidato a vice, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL).

Na decisão proferida na sexta-feira, 18, a Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a citação dos investigados, para que apresentem defesa no prazo de cinco dias, observado o agendamento para entrega dos mandados.
O desfile da Acadêmicos de Niterói teve enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula, então pré-candidato à reeleição.
Segundo a Corregedoria do TSE, “a petição inicial relata fatos determinados, aponta o proveito eleitoral que deles teria advindo aos candidatos investigados e vem instruída com os instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas e o Livro Abre-Alas do desfile, além de rol de testemunhas com a declaração do objeto de cada depoimento”.

A ação de Flávio também requer os depoimentos da primeira-dama Janja da Silva, do ex-presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) Marcelo Freixo e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Segundo os candidatos do PL, houve prática de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação social.
De acordo com a Corregedoria do TSE, a petição de Flávio sustenta que os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói, o Estado do Rio de Janeiro e a Embratur destinaram R$ 9,6 milhões à escola de samba, posteriormente ao anúncio público do enredo, ocorrido em julho de 2025, e que haveria “receitas privadas ainda não esclarecidas, possivelmente oriundas de empresas com contratos públicos e sem histórico de patrocínio a escolas de samba”.
Conforme a decisão do ministro da Justiça Eleitoral, “a deliberação acerca dos requerimentos de prova testemunhal, de requisição de informações e documentos, bem como de prova emprestada ocorrerá após a apresentação das defesas, quando estiver delimitado o quadro da controvérsia”.

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Foto: InfoMoney
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