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    Trump usa ato de 25 anos do 11 de Setembro para defender guerra no Irã

    Enquanto o vice-presidente J.D. Vance participou da cerimônia pelos 25 anos do 11 de Setembro em Nova York , o presidente Donald Trump foi ao memorial no Pentágono, nos arredores de Washington. Leia mais (09/11/2026 - 12h06)

    Folha de S.Paulo
    11 de setembro de 2026 às 15:06
    Trump usa ato de 25 anos do 11 de Setembro para defender guerra no Irã
    Ex-presidente dos Estados Unidos fala em púlpito com o selo presidencial. Ele veste terno azul e gravata vermelha, com bandeira americana ao fundo. Homem sentado observa ao lado. — Foto: Folha de S.Paulo

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    Enquanto o vice-presidente J.D. Vance participou da cerimônia pelos 25 anos do 11 de Setembro em Nova York , o presidente Donald Trump foi ao memorial no Pentágono, nos arredores de Washington.

    O presidente Donald Trump durante discurso no Pentagono em memória dos 25 anos do 11 de Setembro - Chip Somodevilla/Getty Images via AFP · Chip Somodevilla/Getty Images via AFP
    O presidente Donald Trump durante discurso no Pentagono em memória dos 25 anos do 11 de Setembro - Chip Somodevilla/Getty Images via AFP · Chip Somodevilla/Getty Images via AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Em seu discurso, o republicano afirmou que os Estados Unidos jamais esquecerão os atentados e traçou uma linha entre a reação americana à tragédia há 25 anos e os conflitos enfrentados pelo país hoje. "É por isso que lutamos hoje", disse Trump. "Não temos escolha. Só pode haver vitória. Lutamos com força. Lutamos para vencer."

    No início do ato, os nomes de todas as 184 vítimas do Pentágono foram lidos. Na sequência, autoridades discursaram.

    O presidente lembrou a reação dos americanos aos ataques e afirmou que, nos dias seguintes, o país mostrou "do que uma nação realmente é feita". "Naquele dia, todos éramos nova-iorquinos ", disse. "Mas também éramos todos americanos . Éramos todos uma família. Éramos todos patriotas."

    25 anos dos atentados de 11 de Setembro
    25 anos dos atentados de 11 de Setembro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Trump também homenageou os militares que serviram na chamada Guerra ao Terror . Segundo ele, durante os últimos 25 anos , "os melhores e mais corajosos" mantiveram o país seguro ao combater um "inimigo oculto" em diferentes partes do mundo.

    Foi nesse ponto que o presidente encaminhou o discurso para a guerra atual. Ao mencionar os militares que atuam hoje, Trump afirmou que "a República Islâmica do Irã nunca, jamais, terá uma arma nuclear", sob aplausos.

    Impedir que Teerã obtenha uma bomba atômica é uma das justificativas apresentadas por seu governo para a guerra iniciada neste ano. O Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

    Veja fotos do 11 de Setembro
    Veja fotos do 11 de Setembro — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Trump retomou também a ideia de resistência que permeou seu discurso. O 11 de Setembro, afirmou, mostrou "o terrível poder do ódio", enquanto os 25 anos seguintes demonstraram "o poder ainda maior do espírito americano de resistir, prevalecer e vencer". "Hoje nosso país está mais forte do que jamais esteve", disse.

    A associação entre os ataques de 2001, a guerra ao terror que se seguiu e os conflitos atuais apareceu de forma ainda mais direta no discurso do secretário da Guerra, Pete Hegseth.

    "Naquele dia, muitos americanos desconheciam a ameaça islamista que enfrentávamos", afirmou. Segundo ele, 25 anos depois, "ainda existem inimigos que nos odeiam", incluindo "terroristas islâmicos no exterior e dentro de casa". Para Hegseth, a luta "continua agora" e a resposta dos EUA deve ser de "vigilância eterna".

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    Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Hegseth apresentou as guerras dos Estados Unidos após o 11 de Setembro como uma resposta aos ataques. "Travamos guerras no exterior, uma geração de sacrifício, bravura, altruísmo e firmeza", disse. "Mesmo que imperfeitos, aqueles conflitos foram nossa retaliação."

    O secretário afirmou ainda que os atentados levaram milhões de americanos a se oferecerem para servir às Forças Armadas.

    Hegseth também se voltou à guerra atual contra o Irã. "Nos últimos seis meses, devastamos o mais prolífico Estado patrocinador do terrorismo do mundo", afirmou, chamando o regime iraniano de uma teocracia islâmica que deseja a morte dos americanos há quase meio século e que patrocinou ataques contra americanos durante décadas.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    O chefe do Pentágono exaltou ainda os resultados da ofensiva militar. Segundo ele, os EUA mataram líderes iranianos, destruíram a Força Aérea do país e fizeram com que sua Marinha "repouse no fundo do mar".

    "Ainda estamos mandando terroristas para o inferno", disse. "Vamos terminar esta luta."

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/trump-usa-ato-de-25-anos-do-11-de-setembro-para-defender-guerra-no-ira.shtml.

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    O presidente Donald Trump durante discurso no Pentagono em memória dos 25 anos do 11 de Setembro - Chip Somodevilla/Getty Images via AFP · Chip Somodevilla/Getty Images via AFP — Foto: Folha de S.Paulo

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