Trump retoma negociações e diz ter plano para paz na Ucrânia
Após sete meses, o presidente Donald Trump retomou o esforço para tentar acabar com a Guerra da Ucrânia . Neste fim de semana, os dois negociadores do americano para o conflito irão a Moscou e Kiev para apresentar uma nova proposta de paz. Leia mais (09/04/2026 - 17h22)

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Após sete meses, o presidente Donald Trump retomou o esforço para tentar acabar com a Guerra da Ucrânia . Neste fim de semana, os dois negociadores do americano para o conflito irão a Moscou e Kiev para apresentar uma nova proposta de paz.

O republicano foi vago ao falar da viagem de Steve Witkoff e do próprio genro, Jared Kushner, que opera os interesses comerciais do sogro , inclusive na Rússia . "Nós os mandamos para ver se eles conseguem ou não algo. Pode haver uma boa chance de que consigam", disse.
A dupla deve ir à capital russa no sábado (5) e à ucraniana no domingo (6). Os dois haviam tratado do tema pela última vez em fevereiro, antes de Trump atacar o Irã e desviar o foco para a guerra no Oriente Médio, hoje em impasse militar e político.
A viagem a Kiev ainda dependia de arranjos de segurança, segundo a agência Reuters, redobrados após o ataque da Rússia à sede do Serviço de Segurança da Ucrânia, nesta sexta (4). O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski , propôs um cessar-fogo para garantir a visita, mas ao fim Trump confirmou a ida.

Apesar da fala otimista rotineira de Trump, a retomada de fato das negociações de paz é incerta. O presidente russo, Vladimir Putin , deu declarações ambíguas nos últimos dias, alternando abertura a conversar com rejeição de discutir com Zelenski.
O russo está pressionado pelo sucesso da campanha ucraniana contra seu sistema energético e de logística, mas também tem redobrado o custo imposto aos rivais . Putin crê, segundo observadores, que é possível ainda declarar vitória se finalizar a conquista da região de Donetsk (leste).
Já Zelenski está sob fogo não só de russos, mas também de uma crise doméstica. Isso se agravou desde que demitiu em julho Mikhailo Fedorov, o popular ministro da Defesa que virou defensor da realização de eleições suspensas pela guerra. Além disso, a escassez de mísseis antiaéreos tem cobrado alto preço de civis.

A isso se soma a crescente crise entre o Kremlin e a aliança militar Otan , liderada pelos EUA. Nas últimas semanas, houve troca direta de acusações de interferência indevida entre os russos e dois governos centrais do grupo, Reino Unido e Alemanha .
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Além disso, a aliança manteve exercícios militares destinados a demonstrar força no Báltico, onde os governos locais alertam para o risco de um ataque direto que Moscou descarta, e no Ártico.

Com esse cenário, o chefe da espionagem americana, John Ratcliffe, fez uma rara viagem a Moscou para encontrar-se com seu homólogo, Serguei Narichkin. Como a Folha mostrou, eles discutiram a animosidade. Desde então, Trump repete que Putin não irá atacar a Otan.
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Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/trump-retoma-negociacoes-e-diz-ter-plano-para-paz-na-ucrania.shtml.

O presidente Donald Trump fala a repórteres durante evento no Salão Oval da Casa Branca - Evelyn Hockstein/Reuters · Evelyn Hockstein/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo
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