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    Trump provoca Reino Unido com alusão a unificação da Irlanda em visita a Dublin

    O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse neste sábado (12) que adoraria ver a Irlanda do Norte unificar-se com a República da Irlanda . A declaração, feita durante sua visita a Dublin , provocou reação de políticos unionistas, que defendem a permanência da região no Reino Unido . Leia mais (09/12/2026 - 11h36)

    Folha de S.Paulo
    12 de setembro de 2026 às 14:36
    Trump provoca Reino Unido com alusão a unificação da Irlanda em visita a Dublin
    Foto: Folha de S.Paulo

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    O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse neste sábado (12) que adoraria ver a Irlanda do Norte unificar-se com a República da Irlanda . A declaração, feita durante sua visita a Dublin , provocou reação de políticos unionistas, que defendem a permanência da região no Reino Unido .

    O presidente Donald Trump na residência do embaixador dos EUA na Irlanda, em Dublin - Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters · Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters
    O presidente Donald Trump na residência do embaixador dos EUA na Irlanda, em Dublin - Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters · Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Os comentários de Trump foram feitos semanas depois de o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham , afirmar que um referendo sobre a saída da Irlanda do Norte do Reino Unido estava "fora de questão".

    "Bem, não quero causar problemas, mas vou dizer a vocês: adoraria vê-la unificada", disse o presidente americano a jornalistas ao lado do primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin. "Isso vai acontecer eventualmente. Acho que seria uma coisa fantástica."

    Trump reconheceu, porém, que o Reino Unido teria participação na decisão. "O Reino Unido terá algo a dizer sobre isso, mas acho que seria uma grande coisa", acrescentou. Mais tarde, afirmou que não havia uma "boa resposta" para a questão da reunificação, mas voltou a dizer que seria "uma coisa muito legal".

    Protesto contra o presidente Trump em Dublin - Adrian Dennis /AFP · Adrian Dennis /AFP
    Protesto contra o presidente Trump em Dublin - Adrian Dennis /AFP · Adrian Dennis /AFP — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Segundo os termos do Acordo da Sexta-Feira Santa de 1998, um referendo sobre a saída da Irlanda do Norte do Reino Unido só pode ser realizado por decisão do governo britânico. O acordo encerrou três décadas de violência entre nacionalistas irlandeses, favoráveis à reunificação da ilha, e unionistas, que defendem a permanência no Reino Unido.

    Pesquisas ainda apontam maioria favorável à permanência no Reino Unido, embora a diferença tenha diminuído nos últimos anos. A questão ganhou força após o Brexit, que retirou o Reino Unido da União Europeia.

    O líder do Partido Democrático Unionista (DUP), Gavin Robinson, rejeitou a previsão de Trump. Segundo ele, uma Irlanda unificada representaria a "destruição do nosso país". Em publicação no X, Robinson afirmou que o futuro constitucional da Irlanda do Norte deve ser decidido por sua população, e não por governos de Londres, Dublin ou Washington.

    Manifestante vestido com macacão laranja e máscara de rosto de homem branco simula estar algemado durante protesto com bandeiras palestinas em rua urbana.
    Manifestante vestido com macacão laranja e máscara de rosto de homem branco simula estar algemado durante protesto com bandeiras palestinas em rua urbana. — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Presidentes americanos anteriores tiveram o cuidado de manter uma posição neutra sobre a unificação irlandesa. O governo dos EUA desempenhou um papel importante na negociação do acordo de paz de 1998.

    Trump vem acumulando rusgas com o Reino Unido. Mais recentemente, meaçou intervir na disputa das Malvinas, sinalizando que os EUA poderiam rever sua posição de neutralidade sobre a soberania do arquipélago, reivindicado pela Argentina e administrado pelos britânicos.

    O americano também vem pressionando o Reino Unido a aumentar seus gastos militares e já queixou-se publicamente da suposta falta de apoio britânico na guerra no Irã.

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    Na agenda com o governo irlandês, a relação econômica entre os dois países também foi discutida. Empresas americanas, principalmente dos setores de tecnologia e farmacêutico, empregam cerca de 10% da força de trabalho da Irlanda.

    O americano fez uma piada com o premiê irlandês sobre a presença dessas empresas no país. "Vocês levaram todas as nossas empresas farmacêuticas. Temos que pegar algumas de volta", disse. Em seguida, acrescentou: "Vocês nos exploraram, mas tudo bem. Há espaço para todos, e nossa relação com vocês é fantástica."

    Trump está fazendo uma viagem de 48 horas enquanto ao país. Ainda neste sábado, ele deve participar de um torneio de golfe em um de seus resorts. O presidente também se reuniu com a presidente irlandesa, Catherine Connolly, eleita no ano passado.

    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background.
Foto:  Mario / adobe stock
    An Italian passport with a smartphone over a tourist magazine of South America, on a light background. Foto: Mario / adobe stock — Foto: Folha de S.Paulo · Fonte: Folha de S.Paulo

    Atos contra Trump foram realizados na capital.

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    Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/trump-provoca-reino-unido-com-alusao-a-unificacao-da-irlanda-em-visita-a-dublin.shtml.

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    O presidente Donald Trump na residência do embaixador dos EUA na Irlanda, em Dublin - Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters · Kylie Cooper - 12.set.26/Reuters — Foto: Folha de S.Paulo

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