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    Trump prepara sanções contra o Tribunal Penal Internacional, diz jornal

    Sanções podem implicar na paralisação da corte, impedindo-o de realizar transações em dólares, informou o Wall Street Journal citando autoridades

    CNN Brasil
    20 de setembro de 2026 às 19:02
    Trump prepara sanções contra o Tribunal Penal Internacional, diz jornal
    Foto: CNN Brasil

    O governo Trump está se preparando para impor sanções ao TPI (Tribunal Penal Internacional), informou o jornal americano Wall Street Journal neste domingo (20), citando autoridades.

    As sanções proibiriam a maioria das transações com o TPI após um período de carência de seis a sete meses, segundo a reportagem, que citou documentos analisados ​​pelo jornal.

    Segundo a reportagem, isso poderia paralisar o tribunal, impedindo-o de realizar transações em dólares, afim de isolá-lo do sistema financeiro global.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala sobre pesquisas em tratamentos de saúde mental no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de abril de 20
    O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala sobre pesquisas em tratamentos de saúde mental no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de abril de 20 — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    As autoridades não divulgaram quando a decisão final ou eventuais anúncios serão feitos, embora funcionários da administração tenham afirmado que a medida poderia ser finalizada nesta semana, de acordo com o Washington Post.

    A movimentação acontece em meio aos esforços de Washington para atringir o tribunal após a corte emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu .

    O Tribunal Penal Internacional abre processos contra indivíduos por crimes de guerra ou crimes contra a humanidade.

    Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia
    Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A origem da corte, também conhecida como Tribunal de Haia, está no Estatuto de Roma, elaborado durante uma conferência na capital italiana em 1998.

    O documento apresentou os termos para a criação de um tribunal internacional permanente e independente que fosse responsável por julgar e prevenir crimes internacionais de grande gravidade.

    De acordo com as regras do tribunal, todos os signatários do Estatuto de Roma têm a obrigação de cooperar plenamente com as suas decisões.

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    Autoridades do Irã vão aos EUA para encontro da ONU; países trocam ameaças — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Desde o final da Segunda Guerra Mundial , a diplomacia internacional via a necessidade de criar uma corte internacional que julgasse crimes de grandes proporções contra a humanidade.

    Ao término da conferência, 120 países aprovaram a criação do TPI. Sete nações se opuseram ao estatuto: Catar, China, Estados Unidos, Iêmen, Iraque, Israel e Líbia.

    A Rússia chegou a ratificar o Estatuto de Roma, mas posteriormente retirou sua assinatura. Sendo assim, o governo do presidente russo, Vladimir Putin, não teria que cumprir uma possível sentença contra ele proferida pelo Tribunal, já que o país não faz parte do TPI.

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    Canadá e França reforçam laços em meio a tensões com os EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    O órgão passou a funcionar em 1º de julho de 2002. Ele investiga e, quando justificado, julga indivíduos acusados ​​dos crimes mais graves que preocupam a comunidade internacional: genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de agressão.

    A Corte trabalha de maneira independente da ONU e suas decisões podem ser cumpridas em 123 países.

    Formado por 18 juízes de diferentes países, o órgão é uma das principais entidades ligadas ao direito internacional, sendo responsável pelo julgamento de quatro tipos específicos de crimes que violam os direitos humanos:

    Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia
    Partido de Putin lidera eleição parlamentar na Rússia — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    A juíza brasileira Sylvia Steiner integrou o primeiro corpo de magistrados do TPI e atuou em Haia de 2003 a 2016.

    A atuação do Tribunal Penal Internacional normalmente acontece em último recurso, quando o Judiciário de determinado país falhou em analisar um crime grave e promover a Justiça.

    No entanto, a atuação da Corte tem como pressuposto respeitar a soberania de cada nação. Sendo assim, o Tribunal de Haia só passa a analisar uma denúncia quando há evidências claras de que os tribunais nacionais falharam, seja por incapacidade, omissão, falta de interesse político ou negligência.

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    Autoridades do Irã vão aos EUA para encontro da ONU; países trocam ameaças — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    De qualquer forma, casos analisados pela Justiça do país de origem também podem chegar ao TPI, embora as chances de a acusação ser admitida sejam pequenas.

    Quando uma denúncia é aceita pela Corte, o crime não prescreve. Por esse motivo, um processo aberto em Haia vai ter seu julgamento independentemente do tempo necessário para isso.

    Além disso, o colegiado só pode julgar cidadãos dos 123 países que aceitaram de maneira voluntária a jurisdição do Tribunal e ratificaram a criação da Corte. O Brasil faz parte dessa lista, já que em setembro de 2002 o então presidente Fernando Henrique Cardoso assinou um decreto confirmando a adesão.

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    Canadá e França reforçam laços em meio a tensões com os EUA — Foto: CNN Brasil · Fonte: CNN Brasil

    Entidades da sociedade civil, autoridades e outros grupos também podem enviar queixas ao TPI.

    Após a apresentação, as denúncias passam por uma avaliação de admissibilidade. Em seguida, em caso de confirmação de que se trata de um crime grave julgado pela Corte, o processo é encaminhado a um promotor, responsável por decidir pelo arquivamento ou recebimento.

    A avaliação do promotor costuma ser minuciosa e visa reunir provas para verificar se os tribunais nacionais foram omissos. Um processo no TPI pode demorar anos para receber uma sentença.

    Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-prepara-sancoes-contra-o-tribunal-penal-internacional-diz-jornal/.

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    O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington • O presidente dos EUA, Donald Trump, fala sobre pesquisas em tratamentos de saúde mental no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de abril de 20 — Foto: CNN Brasil

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