Trump não consegue mobilizar a sua própria base, diz especialista
Ao WW, Clifford Young, presidente da Ipsos, afirma que Donald Trump não mobiliza sua base com apenas 37% de aprovação nas pesquisas

O desempenho do presidente americano, Donald Trump, durante as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, está sendo visto como um fator negativo para o Partido Republicano. É o que avalia Clifford Young, presidente da Ipsos, ao WW .
Segundo Young, Trump não está alinhado com a opinião pública nem abordando os principais problemas que preocupam os eleitores americanos, o que tende a pesar de forma negativa para os candidatos republicanos.
O especialista destacou que muitos candidatos do Partido Republicano estão deliberadamente se afastando de Trump durante a campanha.

"Você pode ver nesse momento muitos candidatos republicanos fugindo dele, ou seja, não querendo fazer palanque com ele, porque ele pesa de forma negativa", afirmou Young.
A postura de distanciamento reflete a preocupação dos republicanos com a imagem que a associação ao ex-presidente pode gerar junto ao eleitorado. Para Young, Trump não está convergindo com as demandas da população em geral, o que compromete as chances do partido nas eleições .
Young apontou ainda que os números de aprovação de Trump são um indicativo claro de suas dificuldades políticas. "Ele está com 37% na média geral; nossa pesquisa dá 32% ", disse o especialista.

"Essa é uma zona muito ruim, onde você nem consegue mobilizar a sua própria base."
De acordo com Young, quando um político fica abaixo de 40 pontos de aprovação nos Estados Unidos, torna-se difícil gerar energia e engajamento até mesmo entre seus apoiadores mais fiéis, o que enfraquece significativamente sua capacidade de influenciar o resultado das eleições.




Publicado originalmente por CNN Brasil. Leia a matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-nao-consegue-mobilizar-a-sua-propria-base-diz-especialista/.

Análise: Republicanos enfrentam "déficit" de entusiasmo em convenção — Foto: CNN Brasil
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