Trump diz que guerra no Irã é 'fichinha' para os EUA
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse nesta sexta-feira (4) que a guerra no Irã é insignificante para seu país e defendeu seu vice-presidente, J. D. Vance, que se recusou a descrever o conflito como uma guerra. Leia mais (09/04/2026 - 19h16)

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.
O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse nesta sexta-feira (4) que a guerra no Irã é insignificante para seu país e defendeu seu vice-presidente, J. D. Vance, que se recusou a descrever o conflito como uma guerra.

"Entendo o que ele quis dizer", afirmou Trump em conversa com jornalistas na Casa Branca. "Eu chamo de 'conflito militar', porque é fichinha pra nós. Não é lá grande coisa." Pelo menos 3.000 iranianos e 18 americanos morreram desde o início da guerra, que também custou mais de US$ 37,5 bilhões aos EUA.
Na quinta (3), Vance havia dito, quando questionado sobre o fim do conflito, "não sei" e "pergunte aos iranianos".
"Quando você pergunta 'quando isso vai acabar', você está me fazendo uma pergunta que é 'quando os iranianos vão parar de atirar em navios [no estreito de Hormuz ]?'. Acho que a realidade é que eu não sei a resposta, pergunte aos iranianos", afirmou o vice de Trump na ocasião.

Quando deu início à guerra ao bombardear o Irã e matar suas lideranças políticas em conjunto com Israel , em fevereiro deste ano, Trump disse que o conflito duraria no máximo seis semanas. No último dia 28, a guerra completou seis meses sem que haja negociações em curso para novo cessar-fogo ou outro horizonte para o fim das hostilidades.
"A gente fez a Venezuela e a gente fez isso [a guerra do Irã]", disse Trump nesta sexta. "Na Venezuela, não perdemos ninguém", afirmou, fazendo referência à invasão que capturou o ditador Nicolás Maduro. "Agora, perdemos 18 homens. Na Guerra do Vietnã, perdemos 100 mil homens. Em outros conflitos, foram dezenas de milhares."
Na verdade, pouco menos de 60 mil militares americanos foram mortos no Vietnã. Pelo menos 2 milhões de civis vietnamitas foram mortos, bem como quase 1,5 milhões de soldados.

Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
Questionado por um repórter sobre chamar a guerra de "fichinha" mesmo com a morte de 18 militares, Trump defendeu sua decisão de entrar no conflito, dizendo que o Irã não pode ter uma arma nuclear.
O dano causado ao programa atômico iraniano não está claro, mas o estoque de urânio enriquecido em 60% de Teerã permanece intacto . Esse material físsil, porém, ainda não está no nível de pureza necessário para uma bomba atômica —mais de 90%—, embora já supere em mais de 50 pontos percentuais aquilo que seria preciso para uso estritamente civil.

Você já conhece as vantagens de ser assinante da Folha? Além de ter acesso a reportagens e colunas, você conta com newsletters exclusivas ( conheça aqui ). Também pode baixar nosso aplicativo gratuito na Apple Store ou na Google Play para receber alertas das principais notícias do dia. A sua assinatura nos ajuda a fazer um jornalismo independente e de qualidade. Obrigado!
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Semanalmente, os principais fatos do globo, explicados de forma leve e interessante
Publicado originalmente por Folha de S.Paulo. Leia a matéria completa em https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2026/09/trump-diz-que-guerra-no-ira-e-fichinha-para-os-eua.shtml.

O presidente dos EUA, Donald Trump, embarca para Nova Jersey na base aérea de Andrews, próxima a Washington - Robert Schmidt/AFP · Robert Schmidt/AFP — Foto: Folha de S.Paulo
Compartilhe
Espalhe essa notícia

